Last edited by Silvio Dutra
September 10, 2016 | History
Estamos apresentando uma coletânea de mensagens sobre diversos temas bíblicos que escrevemos em várias ocasiões para auxiliar o leitor em suas devoções diárias.
Subjects
| Edition | Availability |
|---|---|
| 1 |
aaaa
|
Book Details
Table of Contents
Mensagens
Curtas 4
Para Meditação Diária
Silvio Dutra
Set/2016
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A474
Alves, Silvio Dutra
Mensagens curtas 4./ Silvio Dutra Alves. – Rio de
Janeiro, 2016.
187.; 14,8x21cm
1. Teologia. 2. Graça 3. Fé.
I. Título.
CDD 230
3
Sumário
Sermos e Fazermos o que Quisermos........
8
Mais Complexo do que se Imagina............
11
Participantes do Sofrimento e da Consolação..............................................................
13
Prova-se o Amor a Deus Pela Obediência à Sua Palavra................................
16
Basta Abrir a Boca e o Coração Para se Alimentar a Vida..................................................
18
Compreendendo o Propósito da Nossa Vida.............................................................................
20
Como Vencer o Abatimento de Alma.......
29
Andar no Espírito Santo...................................
34
Andar Humildemente com Deus................
36
Porque Precisamos Ser Tornados Justos para o Céu................................................................
39
A importância da Fé para o Sucesso nas Nossas Orações.....................................................
41
A Brevidade da Vida deste Mundo e a Eternidade da Vida da Fé.................................
45
4
Sábios a Seus Próprios Olhos........................
48
Um Amor de Caráter Espiritual e Vital....
50
Como Podemos Saber se Amamos de Fato a Deus? ...........................................................
52
Nossa Completa Necessidade do Espírito Santo.........................................................
55
O Mundo Não Aceita a Palmatória.............
58
Cuidando do que é Vital e Essencial..........
61
Mantendo a Verdade do Evangelho em Meio às Oposições..............................................
65
Uma Vida Nova que Temos em um Outro..........................................................................
68
Os que São da Verdade......................................
71
Em Qualquer Instância o Mundo é o Mundo.......................................................................
73
Anorexia Espiritual.............................................
75
Demonstração do Espírito e de Poder.......
77
Paz e Tranquilidade de Mente......................
80
O Modo de Viver Sábio que Salta para a Eternidade...............................................................
83
5
Em Cristo Somos Todos Irmãos..................
85
Religiosidade Vã..................................................
88
Um Viver que Não É Deste Mundo.............
92
O Que é Melhor e Eterno Sempre Vem Depois........................................................................
95
Parte do Testemunho da Minha Conversão................................................................
97
O Maior Dominador é o Que Domina a Si Mesmo.................................................................
101
O Caminho no Qual Não Há Morte............
103
Condenados Até Por Causa dos Animais
105
“... o amor cobre uma multidão de pecados.” (I Pedro 4.8) ......................................
107
A Falsa Liberdade Tida como Verdadeira..............................................................
109
O homem bondoso faz bem a si mesmo..
111
Em vindo a soberba, sobrevém a desonra.....................................................................
113
Quem Busca a Deus de Coração o Acha...
115
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Tranquilidade de Mente..................................
118
Ensinados na Própria Pessoa de Jesus Cristo..........................................................................
121
Vontade e Inclinação Moral e Espiritual.
125
A Ele Toda a Honra e Glória...........................
128
O Mistério da Iniquidade – São Todos os Evangélicos Exploradores? ............................
131
Como Amar o Cristo Invisível.......................
140
Sem Invasão de Privacidade..........................
142
Ai de Nós se Não Pregarmos o Evangelho................................................................
144
Porque Deus Não Aparece de Forma Visível........................................................................
146
Porque Deveria Ser Escrito no Coração...
148
Perdoa as Nossas Iniquidades e dos Nossos Pecados Jamais se Lembrará........
152
Sem Amar Não Somos Reais..........................
155
Feliz é Aquele que Muda.................................
156
Deus é Paciente, mas Nunca Indiferente
157
7
Vontade Instruída e Bem Conduzida........
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Revestindo-se do Pensamento de Tudo Vencer.......................................................................
162
Ai de Nós se Ele Não nos Ajudasse a Crer! ..........................................................................
164
A Verdade Viva......................................................
166
Lapidar um Diamante Exige um Trabalho Paciente...............................................
168
Muito Importante mas Não Suficiente....
171
Obediência, A Prova do Nosso Amor ao Senhor.......................................................................
173
Honra ou Vergonha e Horror Eternos.....
178
Deus Jamais Aprovará o Nosso Imediatismo...........................................................
181
Não Adianta Tentar Atalhar: Jesus é o Único Caminho.................................................
183
Mortos, Mas Ainda Falam............................
185
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Sermos e Fazermos o que Quisermos
Este é o aparente tipo de liberdade que nos é oferecida pelo príncipe deste mundo, Satanás, o diabo, João 14.30; 16.11; Ef 2.1,2).
Dizemos liberdade aparente porque ao seguirmos a inclinação da nossa natureza decaída no pecado fazemos a vontade dele e não a de Deus para as nossas vidas.
Daí nosso Senhor Jesus Cristo ter afirmado o seguinte:
“Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra.
Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade.” (Jo 8.43,44).
Condição esta que é confirmada nas palavras do apóstolo João:
“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (I João 5.19)
Quem são estes que são de Deus, aos quais se refere o apóstolo?
Aqueles que também se encontravam sob o governo do diabo, tendo suas vontades dominadas por ele, por consentimento e com prazer, e que por fim, buscaram a libertação de tal governo em Jesus Cristo. Aqueles nos quais se cumpriu o propósito da vinda de Jesus a este mundo, conforme expressado por ele nas
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seguintes palavras que dirigiu ao apóstolo Paulo:
“para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” (Atos 26.18).
Desta forma, vemos que a condição de ser escravo do diabo é por consentimento direto ou indireto, consciente ou inconsciente, da nossa própria vontade, porque tudo o que ele faz é ampliar e estimular o pecado que habita em nossa natureza.
É, portanto, somente pelo poder da graça de Jesus, o qual vence o pecado, que podemos nos livrar de jugo tão terrível, e que ao mesmo tempo parece tão agradável à nossa carne.
Tudo o que vem ocorrendo no mundo com o aumento significativo da iniquidade em todas as áreas do comportamento humano tem sido realmente incentivado, por inspiração satânica, por aqueles que controlam a mídia, os poderes políticos e todos os agentes formadores de opinião deste mundo, mas isto sucede porque simplesmente estão dando às pessoas o que elas querem, a saber: sacudir o jugo da obediência que é devida a Deus e aos seus mandamentos, por uma pretensa liberdade que está conduzindo a humanidade como um todo, ao grande caos intentado pelo diabo desde o princípio da criação.
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Não admira que ele seja um deus conveniente para muitos, porque afinal tudo permite aos seus súditos, com vistas a produzir o resultado maligno que é segundo a sua vontade, e não segundo a que é de Deus.
2Ts 2:9 Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira,
2Ts 2:10 e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.
2Ts 2:11 É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira,
2Ts 2:12 a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.
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Mais Complexo do que se Imagina
De tão acostumados que estamos a conviver numa sociedade que se torna cada vez mais violenta, imoral, abusiva, impura e insensível, pensamos que o nosso maior e principal objetivo neste mundo é o de trazer o mundo a uma condição social e politicamente justa, moral e segura.
Ainda que tudo isto seja um bem em si mesmo, caso tais condições não sejam implantadas por meio de intuitos enganosos e práticas coercitivas, todavia, muito mais do que isto é requerido para que se viva segundo o propósito divino estabelecido para a humanidade.
É possível que alguém seja de temperamento pacífico e tranquilo, que seja honesto, de moral ilibada, útil para a sociedade, justo no relacionamento com o seu próximo, e ainda ser um inimigo de Cristo e do seu evangelho.
Não basta que o homem seja cumpridor dos seus deveres em relação aos seus semelhantes, pois importa antes, que seja cumpridor dos seus deveres para com Deus.
Mais do que isso: deve fazê-lo por amor e impulsionado pelo poder e instrução do Espírito Santo.
Assim, o juízo não será decorrente segundo o padrão de justiça estabelecido pelo homem, mas pela justiça eterna e perfeita de Deus.
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O critério de aprovação pela justiça divina é a santidade, e quem de si mesmo pode obtê-la? Ela é forjada em nós exclusivamente pela graça de Jesus Cristo; de modo que se não estivermos participando da Sua vida, não podemos ser agradáveis a Deus.
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Participantes do Sofrimento e da Consolação
“A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação.” (2 Cor 1.7)
O apóstolo Paulo está afirmando neste versículo que assim como os cristãos coríntios haviam sido participantes dos seus sofrimentos, então eles deveriam ser participantes também de seus confortos, porque isto lhes seria provido por Deus, tanto quanto era provido a ele, em suas batalhas em favor do evangelho.
Esta verdade é universal para todos os filhos de Deus, porque são participantes dos sofrimentos dos seus irmãos na fé, uma vez que têm sido tornados juntamente com eles membros do corpo de Cristo.
Todos são participantes das aflições de Cristo, por causa da comunhão entre a cabeça e os membros.
Os coríntios eram participantes dos sofrimentos de Paulo por causa da comunhão de um membro com outro.
Somente quem sofre necessita ser consolado, porque a condição precedente para o conforto é o sofrimento. Assim como o dia é precedido pela noite, e o verão pelo inverno, de igual modo, o consolo do Espírito Santo é sempre precedido por nossas aflições, especialmente aquelas que
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são produzidas pela nossa luta contra o pecado que habita em nossa natureza terrena decaída.
Há também uma luta externa que nos vem das investidas dos poderes das trevas, da resistência ao fascínio do mundo, e da perseverança em meio a toda forma de perseguição à verdade do evangelho que defendemos com o testemunho de nossas próprias vidas. Certamente, tudo isto gera sofrimentos dos quais somos consolados por Deus, pela manifestação da sua graça, e do seu poder e amor.
Não temos consolo eficaz senão somente em Cristo, e por isso os sofrimentos que experimentamos contribuem para nos compelir a buscar a Cristo para achar nele conforto e paz para as nossas almas.
Com isto aprendemos a ser pacientes e a ter esperança, mediante o exercício da fé, porque estas consolações são eficazes somente quando esperamos em Deus e no seu socorro, com a paciência que é fruto do Espírito Santo.
Deste modo, não poderemos achar o favor de Deus se recuarmos na fé, se murmurarmos contra ele, e se não aguardarmos pela sua libertação.
“Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.” (Lamentações 3.25,26)
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As aflições que suportamos com paciência nos levarão a um conhecimento mais profundo da pessoa de Deus, da Sua vontade, do seu amor e poder.
É por esse método, e não há outro, que a mortificação do pecado e a nossa renovação e crescimento espiritual são operados, e daí se dizer que “...através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” (At 14.22b), e que, “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” (Rom 8.17).
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Prova-se o Amor a Deus Pela Obediência à Sua Palavra
É muito comum se ouvir de lábios que professam amar a Deus coisas que contrariam completamente a Sua Palavra.
Por mais sincero que seja o pensamento de que se ama a Deus de fato, neste caso, não há realmente qualquer amor a Ele afinal.
O Deus e Pai de nosso Jesus Cristo, e o próprio Jesus têm definido na Bíblia que é somente aquele que honra e guarda a Sua Palavra que o ama de fato.
Desta forma, quando alguém afirma que não há qualquer tipo de morte porque todos vivem para sempre no amor divino, ele está indo diretamente na contramão de tudo o que a Bíblia afirma de capa a capa; pois, segundo a Palavra de Deus, não há somente morte física, como também espiritual e eterna.
Nisto e em muitas outras afirmações que sejam feitas, ainda que com a intenção de ser tão amoroso e bom, segundo o seu próprio modo de pensar, até o ponto de superar a própria bondade e amor de Deus, é escolher viver em autoilusão e de maneira excluída do amor e comunhão com Deus, porque esta comunhão é possível somente quando se honra e se obedece a toda palavra que procede da boca de Deus nas Escrituras Sagradas.
Foi justamente para livrar da condição de morte espiritual e eterna que Jesus se manifestou, e
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este benefício é exclusivo para aqueles que nele creem e guardam a Sua Palavra.
“Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que eu vos mando.” (Deuteronômio 4.2)
“João 14:21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.
João 14:22 Disse-lhe Judas, não o Iscariotes: Donde procede, Senhor, que estás para manifestar-te a nós e não ao mundo?
João 14:23 Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.
João 14:24 Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.”
“Apocalipse 22:18 Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro;
Apocalipse 22:19 e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.”
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Basta Abrir a Boca e o Coração Para se Alimentar a Vida
Quando se afirma que somos dependentes de Deus para tudo, o que se costuma pensar imediatamente em forma associativa é em dogma, e no cumprimento legal de preceitos.
Ainda que isto esteja incluído, não expressa todavia, a plena extensão do significado desta verdade, e aquilo que deve vir em primeiro lugar, que é o nosso voluntário e prazeroso lançar mão dos meios e modo de vida que Deus tem provido para nós.
Há necessidade de alguma dogma para que nos alimentemos, bebamos água, nos lavemos, e enfim, para fazer tudo o que se refira à manutenção de nossa vida física?
Deus dispôs e continua dispondo na natureza tudo o que é necessário à nossa sobrevivência: o regime de chuvas, condições climáticas favoráveis, a energia solar, meios para a fertilidade de solos para a produção agrícola, etc.
Não é diferente no que diz respeito à vida espiritual, pois nos tem dado em Jesus Cristo todas aquelas coisas que necessitamos para nos conduzir à vida eterna e à piedade, provendo assim, por meio dele, tudo o que é necessário para sermos espiritualmente saudáveis.
A nós compete simplesmente lançar mão dos meios providos por Ele para que tenhamos vida.
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Se não o fizermos, ou se o fizermos de maneira descuidada, negligente e não sábia, somos os únicos responsáveis por nossa degradação e ruína.
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Compreendendo o Propósito da Nossa Vida
O Homem foi criado por Deus como um ser totalmente dependente dele para tudo, no que se refere a ter vida física, mental ou espiritual.
Daí ter dito Jesus que o homem viverá tanto do pão (alimento) material quanto da palavra que procede da boca de Deus.
Isto quer significar que morrerá se deixar de se alimentar, ingerir líquidos, ou respirar o ar em condições apropriadas para ele, quer física ou quimicamente, ou seja, ele terá que se prover daquilo que Deus lhe preparou e que não seja danoso para ele por ser tóxico ou corrosivo.
Por isso deve ter discernimento e domínio próprio e sobriedade para fazer escolhas acertadas quanto ao que deve ingerir ou respirar, uma vez que foi colocado em condições de prova, pelo próprio Deus, para fazê-las. Não se encontra num mundo em que tudo é saudável e bom para ele. Terá que se esforçar para obter as coisas que são necessárias para a manutenção da sua vida física, e isto se aplica também às escolhas que deve fazer para ter saúde em sua alma e espírito, de forma que possa crescer de modo saudável e adequado, conforme planejado por Deus para ele, sem se intoxicar e ser destruído por aquelas coisas e atitudes que conduzem à morte.
Assim, para que possa ter a vida plena que Deus planejou para ele, homem deve não apenas se sujeitar ao que Deus tem ordenado para ele,
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como também se esforçar para aplicar tais ordenanças à sua vida, pois o se afastar delas significa morte para ele, e a aplicação significa vida.
Este é então o quadro colocado diante de nós, expressado nas palavras de Deuteronômio 30.14-18:
“Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires. Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o SENHOR, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o SENHOR, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas a possuir.
Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses, e os servires, então, hoje, te declaro que, certamente, perecerás; não permanecerás longo tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres.”
Como não nos é possível sempre fazer as escolhas acertadas e aplicar de modo perfeito o plano de Deus em nossas vidas, precisamos portanto do evangelho de Cristo, por meio do qual achamos perdão e justificação para nós e nossas faltas.
Deus será misericordioso para com todos aqueles que buscarem este alvo da perfeição no
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viver para Ele, ainda que falhem muitas vezes nesta caminhada.
Esta é a verdade integral aplicável ao nosso caso, pois se diz de nós em Romanos 7.14-25:
Rom 7:14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
Rom 7:15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.
Rom 7:16 Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
Rom 7:17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.
Rom 7:18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.
Rom 7:19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.
Rom 7:20 Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.
Rom 7:21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.
Rom 7:22 Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Rom 7:23 mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.
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Rom 7:24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Rom 7:25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.
Por nenhuma outra palavra se poderia descrever tão bem qual é a nossa real condição diante de nós mesmos e de Deus.
Enquanto estivermos neste mundo, haveremos portanto de lamentar muitas vezes a nossa condição miserável.
Fomos colocados num mundo de provas para o qual somos completamente inabilitados por nós mesmos para triunfar conforme o propósito designado por Deus, e por isso dependemos inteiramente da operação da Sua graça e do Seu perdão.
Todavia, não é removido de nós o dever que nos foi imposto de vivermos segundo o projeto da nossa criação, a saber, o de sermos santos assim como Deus é santo.
Como isto seria possível sem a interposição do evangelho?
Incontáveis oportunidades nos são dadas por ele para sempre nos levantarmos de nossa ruína física, moral e espiritual, por meio do arrependimento e da fé em Jesus Cristo.
Veja o caso da vida sexual que todos os seres carregam consigo enquanto estiverem neste mundo – pois no céu seremos assexuados como
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os anjos – vida sexual esta que não tem apenas o propósito da procriação, mas o de nos tornar íntimos de nosso cônjuge – o sexo programado por Deus é para o casamento de pessoas de gêneros opostos, e segundo as condições ordenadas por Ele na Sua Palavra, como as seguintes, por exemplo:
Lev 18.1: Disse mais o SENHOR a Moisés:
Lev 18:2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
Lev 18:3 Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos.
Lev 18:4 Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
Lev 18:5 Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o SENHOR.
Lev 18:6 Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne, para lhe descobrir a nudez. Eu sou o SENHOR.
(Todas as condições de incesto continuam a ser descritas nos versos 7 a 17).
Lev 18:18 E não tomarás com tua mulher outra, de sorte que lhe seja rival, descobrindo a sua nudez com ela durante sua vida.
Lev 18:19 Não te chegarás à mulher, para lhe descobrir a nudez, durante a sua menstruação.
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Lev 18:20 Nem te deitarás com a mulher de teu próximo, para te contaminares com ela.
Lev 18:22 Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.
Lev 18:23 Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.
Lev 18:24 Com nenhuma destas coisas vos contaminareis, porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu lanço de diante de vós.
Lev 18:25 E a terra se contaminou; e eu visitei nela a sua iniquidade, e ela vomitou os seus moradores.
Lev 18:26 Porém vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós;
Lev 18:27 porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra que nela estavam antes de vós; e a terra se contaminou.
Lev 18:28 Não suceda que a terra vos vomite, havendo-a vós contaminado, como vomitou o povo que nela estava antes de vós.
Lev 18:29 Todo que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as cometerem serão eliminados do seu povo.
Lev 18:30 Portanto, guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram
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antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
2Co 7:1 Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.
2Co 12:21 Receio que, indo outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e eu venha a chorar por muitos que, outrora, pecaram e não se arrependeram da impureza, prostituição e lascívia que cometeram.
1Ts 4:3 Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição;
1Ts 4:4 que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra,
1Ts 4:5 não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus;
Muitas outras passagens das Escrituras abrangem este tema relativo à sexualidade, mas pelas que foram destacadas, podemos observar que tudo o que excede o que foi ordenado por Deus é pernicioso e destrói a vida saudável tanto do corpo, quanto da alma (mente) e do espírito.
Em outras áreas de nossas vidas, como por exemplo, a da alimentação, todos conhecem os danos que são produzidos por glutonarias e alimentos tóxicos e corrosivos.
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Alguém se disporia a ingerir cicuta ou ricina voluntária e prazerosamente?
Pelo mesmo raciocínio, por que deveríamos continuar nos alimentando de ressentimento, ira, inveja, ciúme, orgulho, e de tudo o mais que é oposto ao amor a Deus e ao próximo?
Estas práticas não são nocivas e não matam a vida da alma e do espírito?
Gál 5:19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,
Gál 5:20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,
Gál 5:21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
Mas ai de nós! Pois como temos dito não há em nós mesmos o poder para vencer o pendor que temos para a prática destas coisas enumeradas.
Todavia, Deus não nos tem deixado desamparados, porque nos tem provido do escape e da solução por meio da obra consumada em nosso favor por nosso Senhor Jesus Cristo.
Rom 7:25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.
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É por meio da fé nele, e por um andar no Espírito Santo, que decerto demanda de nós disciplina e diligência, que podemos ter o fruto esperado por Deus, a saber:
Gál 5:22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
Gál 5:23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
Assim, quanto mais nos despojarmos daquelas coisas que são contrárias a um viver segundo a vontade de Deus, e mais permitirmos ser revestidos pela Sua graça das virtudes que conduzem à piedade e à vida, tanto mais seremos vencedores neste campo de batalha pela vida, pela obtenção e manutenção da vida eterna que nos está sendo proposta na nossa união com Cristo, união esta, a propósito, sem a qual não é possível alcançar o favor da Sua graça e poder.
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Como Vencer o Abatimento de Alma
Meditação no Salmo 130
Mesmo uma alma piedosa, depois de muita comunhão com Deus, pode, por causa do pecado, ser trazida a um estado de perplexidade como a que o salmista expressa no início deste salmo.
Mesmo na aliança da graça não há uma provisão de permanente consolação para qualquer pessoa debaixo da culpa de grandes pecados, nos quais elas caíram.
Assim, pelo que significam, tais pecados vêm terrificar a consciência, quebrar os ossos da alma, e colocá-la em trevas, e lançá-la em profundezas insondáveis, apesar do alívio que é provido pelo perdão do sangue de Cristo.
Mas a força de todo e qualquer pecado pode ser debilitada pela graça, contudo a raiz de nenhum pecado será completamente arrancada nesta vida.
Assim, não será algo estranho que em algumas vezes o próprio cristão fiel se encontre nestas profundezas de alma a que se refere o salmista.
A alma regenerada pelo Espírito possui um princípio de graça que opera e trabalha continuamente para preservá-la do pecado.
Então o próprio Espírito Santo que habita no cristão há de incitá-lo a buscar socorro na graça de Cristo, para ser arrancada deste abatimento de espírito.
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Quando a presença de Cristo é perdida, pelos sinais visíveis de falta de paz no espírito, devemos nos esforçar com todo empenho para encontrá-lo, porque é nisto que está a cura da nossa angústia.
É preciso crer na sua bondade, graça e misericórdia, e manter o coração firme na fé, ainda que debaixo da fraqueza produzida pelo pecado, porque disto depende a nossa cura.
Este esforço para curar as feridas da alma deve ser empreendido, senão elas se ampliarão até a morte espiritual.
Os ferimentos do pecado devem ser tratados pelo Médico divino, mas Ele não operará se não for procurado.
E esta procura é espiritual em oração e entrega do espírito ao Senhor.
Davi conhecia bem este segredo, e nunca se permitiu ficar nas profundezas por motivo de indolência ou acomodação às enfermidades produzidas pelo pecado.
Ele partia em busca de alívio e de cura nAquele que é o único competente para tratar com os males da alma.
Uma recuperação das profundezas é como uma nova conversão. O Espírito Santo dá às almas um senso renovado para que se apliquem no propósito de buscar a Deus. O trabalho inteiro é dele., mas é nosso dever orar e crer.
Por isso é necessário ter um senso sincero do pecado. E nesta sinceridade devemos reconhecer a nossa culpa no que fazemos,
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deixamos de fazer ou pensamos, e sem este auto exame e julgamento em razão do pecado não podemos contar com uma confissão sincera que nos habilite ao perdão de Deus.
A condição para o nosso perdão é a confissão. Sem confissão não pode haver perdão. Sem a confissão ficaríamos insensíveis e faríamos pouco caso do pecado. Mas ao termos que declarar as nossas faltas e culpa reconhecemos que Deus é santo e exige santidade de nós. E tratamos o pecado com a devida seriedade com que deve ser tratado.
Devemos nos sujeitar debaixo da potente mão do Senhor, e receber de bom grado os juízos corretivos, por mais que estes nos doam, porque é assim que se acha graça em ocasião oportuna.
Quanto mais tentarmos justificar a nós próprios, maiores abismos se abrirão e engolirão ainda mais o nosso espírito em suas profundezas.
A mão poderosa do Senhor tem o controle de tudo e todos. Ele pode fazer a alma esperar pelo Seu perdão em profundezas pelo tempo que bem Lhe aprouver, de modo que se cumpra todo o Seu propósito.
A misericórdia e o perdão não vêm adiante de Deus como a luz do sol e as ondas do mar, que seguem um curso fixo e pré-determinado.
Isto é mais um fator para reforçar a necessidade do nosso temor e reverência diante dEle.
A andarmos humildemente na Sua presença enquanto aguardamos pelo Seu favor.
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É por isso que o seu nome é Senhor.
Ele tem o governo de nossas vidas, e cabe a Ele e não a nós conduzir o nosso caminhar.
Todos os frutos da bondade e graça de Deus são mantidos exclusivamente pela sua própria vontade soberana.
Esta é a Sua grande glória.
Por isso Ele afirmou o que disse em Êx 33.19, quando Moisés lhe pediu que lhe mostrasse a Sua glória (Êx 33.18).
A glória do Senhor está em manifestar a Sua graça e bondade.
Não é de maneira indiscriminada que Ele concede o Seu perdão. Com isto dá grande valor à Sua graça. Ela não é barata porque é graça. Ela não é comum. E faríamos bem em atribuir a ela o mesmo valor que o Senhor lhe dá.
Ela é preciosa para nós, já que Deus tem misericórdia de quem quer ter misericórdia.
Quão grande e permanente gratidão devem demonstrar os cristãos por terem sido alvo de tão precioso favor. Glórias são dadas a Deus no céu e na terra quando Ele manifesta a Sua bondade e misericórdia ao pecador.
Por isso devemos ter paciência e fé, enquanto aguardamos pelo livramento do Senhor, em nos retirar das profundezas em que nos encontramos.
É no próprio Cristo, na comunhão com Ele, que seremos livrados.
Assim, o que o salmista busca é o próprio Deus, é o próprio Jeová que sua alma espera. Não é
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apenas a graça, a misericórdia ou o alívio considerados de modo absoluto, mas o Deus de toda a graça que devemos esperar com grande expectativa.
O salmista esperava em Deus, e esperava na Sua Palavra, especialmente nas promessas da Palavra e nas suas demonstrações da bondade, misericórdia, graça, generosidade e amor de Deus.
Quando as dificuldades surgem, e em nossos dilemas, tentações e desertos, devemos nos entreter com tais pensamentos sobre o caráter de Deus.
Isto removerá de a impaciência e a ansiedade.
“1 Das profundezas clamo a ti, ó Senhor.
2 Senhor, escuta a minha voz; estejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas.
3 Se tu, Senhor, observares as iniquidades, Senhor, quem subsistirá?
4 Mas contigo está o perdão, para que sejas temido.
5 Aguardo ao Senhor; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra.
6 A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pelo romper da manhã, sim, mais do que os guardas pela manhã.
7 Espera, ó Israel, no Senhor! pois com o Senhor há benignidade, e com ele há copiosa redenção;
8 e ele remirá a Israel de todas as suas iniquidades.”
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Andar no Espírito Santo
“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.” (Gál 5.16)
A expressão andar com Deus é usada em várias passagens bíblicas, e é bem apropriada para definir o modo pelo qual a vida cristã é experimentada na prática.
Isto porque o ato de caminhar indica progressão adiante, e ainda que venhamos a tropeçar ou cair, nos levantamos e prosseguimos na nossa jornada. No caso, a nossa caminhada para o céu em obediência à vontade do Senhor, no caminho estreito do evangelho.
Então, até mesmo as interrupções da caminhada, por situações eventuais, estão incluídas na experiência cristã.
Todavia, se alguém senta e se dispõe a permanecer parado quanto a seus deveres espirituais, não se pode dizer de tal pessoa que esteja andando, e muito menos com Deus.
Por conseguinte, para que possamos ter a certeza de que temos andado no Espírito, é mister que estejamos num movimento constante e progressivo em direção ao alvo que nos foi proposto, a saber, o da perfeição em Jesus Cristo.
E se esta caminhada é de fato no Espírito Santo, é evidente, por conseguinte, que estaremos debaixo do seu olhar, direção e instrução divinos. Não cabe a nós determinar os objetivos
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desta caminhada, os quais já foram fixados desde antes da fundação do mundo. E nem escolher os meios da nossa salvação e santificação, porque estes também já nos foram demarcados na Palavra. Lembremos que havia uma ilustração desta verdade na dispensação da Lei, quando o povo de Israel levantava ou fixava acampamento de acordo com o mover da coluna de nuvem ou de fogo que permaneciam sobre o tabernáculo.
É somente quando andamos desta forma que jamais satisfaremos os desejos da carne, conforme o apóstolo afirma em Gál 5.16.
Andando de tal maneira, em vez de nos deleitarmos nas cobiças e paixões da carne, nos deleitaremos na companhia de Deus, pela qual somos livrados de tais desejos que nos são perniciosos.
Não há maior deleite do que o de andarmos na companhia de um amigo tão precioso como o nosso Deus.
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Andar Humildemente com Deus
“e que andes humildemente com o teu Deus.” (Miquéias 6.8)
Para caminharmos com Deus é preciso antes de tudo que estejamos em acordo com a sua vontade, revelada na sua Palavra, porque como expressado pelo profeta Amós "como andarão dois juntos se não estiverem de acordo?", Am 3.3.
Se o nosso viver não é conduzido pelo padrão da Palavra, não podemos andar com Deus.
Para andarmos com Deus necessitaremos da conversão pela fé em Cristo, pela qual somos tornados coparticipantes da natureza divina, e assim, a inimizade natural que havia entre nós e ele é desfeita pela reconciliação operada pela cruz.
Cada homem, em sua condição natural, é um rebelde contra Deus; ainda que pense o contrário disto, por se julgar religioso. Por isso é necessário nascer de novo do Espírito Santo, para que receba uma nova natureza espiritual e divina.
O texto de Miquéias 6.8 se refere à necessidade de humildade para que possamos andar com Deus, porque todo aquele que pretendê-lo deverá fazer tudo para a glória de Deus.
Quem está unido ao Senhor, permanecendo nele em espírito, terá necessariamente, pelo impulsionar da graça, pela obra do Espírito
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Santo, este desejo de se consagrar inteiramente à vontade de Deus e de gastar a sua vida não para a própria glória, senão para a exclusiva glória de Deus.
Não podemos ficar satisfeitos e não nos sentimos felizes caso não sintamos que nossas obras são aceitáveis a Deus promovendo a sua glória.
A alegria de Deus com o nosso modo de viver é a recompensa que sempre almejaremos.
Então, isto passa a ser uma forte evidência de que temos caminhado humildemente com ele.
Esta humildade requerida para a nossa comunhão com o Senhor é de tal ordem, que não se relaciona apenas à renúncia ao orgulho natural pecaminoso, porque inclui também e principalmente o reconhecimento de que Deus é o senhor absoluto de nossas vidas, e que devemos aceitar de boa vontade, com gratidão e alegria tudo o que recebermos de suas mãos, ainda que sejam as correções e aflições, que concorrem para o nosso aperfeiçoamento espiritual, e amadurecimento da nossa fé.
Foi dessa forma que Abraão, que foi chamado de amigo de Deus, andou com ele. E de igual modo, Enoque, Noé e muitos outros, dos quais a Escritura dá testemunho de terem agradado a Deus.
Eles andaram com ele porque sempre se submeteram voluntariamente à sua vontade, sempre procurando em tudo lhe ser obedientes.
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Foi para este propósito que Jesus nos foi dado, morrendo em nosso lugar na cruz, a saber, para que pudéssemos andar de igual maneira, ou seja, em santidade de vida e em comunhão com ele.
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Porque Precisamos Ser Tornados Justos para o Céu
Podemos afirmar de maneira muito simples qual é o motivo de necessitarmos ser justos para que possamos ir para o céu.
Somente quem é santo pode habitar o céu.
E quem de si mesmo possui a referida santidade?
Ninguém, conforme declara a Escritura.
Esta santidade consiste em termos a imagem e semelhança de Deus sobretudo no que se refere ao seu caráter e virtudes.
Ou em outras palavras, sermos semelhantes a Cristo.
Vemos assim que o assunto da justiça perfeita de Deus em nós, torna inútil qualquer argumentação relativa ao quanto somos ainda justos por nós mesmos, apesar de sermos pecadores, e quanto temos mais de procedimento justo do que outros, uma vez que, isto não nos recomendará jamais para a vida do céu.
Precisamos então não apenas ser justificados (declarados justos e perdoados por Deus por causa da redenção que há em Jesus), mas também sermos transformados de fato, em pessoas que estão se aperfeiçoando progressivamente, segundo aquela justiça que há na pessoa do próprio Deus, e que há de se manifestar em plenitude de perfeição quando formos admitidos no céu.
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Este trabalho é feito por graça e mediante a fé, e segundo o poder operante do Espírito Santo.
Todos os que se convertem de fato a Cristo, passam a entender o significado e a necessidade desta justiça divina, porque podem experimentá-la em suas próprias vidas.
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A importância da Fé para o Sucesso nas Nossas Orações
“Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.” (Marcos 11.24)
Podemos ver por estas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo que sem a fé, nenhuma oração, mesmo para as menores bênçãos, poderá ter sucesso; e que, tendo a fé verdadeira, nenhuma oração, mesmo para a maior bênção, jamais poderá falhar.
Se nos dirigirmos a Deus sem fé, desconfiando do seu poder e amor, em vez de honrá-lo, nós o insultamos, por lhe passarmos um atestado de incapacidade e de possível falta de interesse real por nós.
Com tal comportamento, nós dizemos que mentiu quanto ao que nos prometeu, o Deus que não pode mentir e que sempre é fiel e verdadeiro.
Por isso, se alguém deseja viver a vida cristã, não poderá ser guiado por sentimentos, impressões e inferências, mas pela fé em Deus e na sua Palavra.
A fé não é a força e a capacidade de poderosos, mas a fraqueza e a dependência dos que se reconhecem incapacitados e necessitados de Deus para tudo, sobretudo no que se refere às realidades da vida espiritual.
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A expressão da fé é portanto possível a qualquer pessoa que se humilhe diante de Deus e que seja de espírito contrito.
Assim, se faltar isto, e principalmente, caso reine a incredulidade em nossos corações, não podemos contar que sejamos ouvidos e ajudados por Deus.
Sem fé é impossível agradá-lo, de modo que lhe sejamos aceitáveis, mas pela fé em Jesus e na obra que ele consumou por nós, tudo nos será possível, desde que esteja em conformidade com a sua vontade divina.
Se não cremos que Deus pode nos livrar do pecado, de um viver impuro, da depressão, da angústia, da ansiedade, enfim, de toda sorte de provações e tribulações, como Ele poderá nos ajudar, se nós mesmos nos fechamos para a recepção de qualquer auxílio da Sua parte?
Mas, por maiores que sejam os nossos problemas e dificuldades, não haverá qualquer impossível para Deus, para nos conduzir a um estado de firmeza, alegria e santidade, caso nos disponhamos a esperar pacientemente pela sua misericórdia e livramento.
Necessitamos da fé, especialmente, quando envolvidos em algum trabalho específico para a causa do evangelho, porque, certamente seremos fustigados pelo Inimigo de nossas almas, e sem o escudo da fé, não poderemos apagar os seus dardos inflamados, destinados a nos paralisar e deixar duvidosos, confusos e temerosos.
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Deus nos livrará assim como tem feito desde os dias mais remotos, e como podemos ver nos exemplos registrados na Bíblia, e na história da Igreja; e sempre o fará, onde encontrar a fé que o honra.
Se o Senhor não remover logo a aflição, ele nos dará força para suportá-la e até mesmo para nos regozijarmos nela, assim como fizera com o apóstolo Paulo no passado, 2 Cor 12.7-10.
A vida verdadeira da fé nos levará a reconhecer na própria provação, algo que é por nós e não contra nós, porque é por meio dela que somos aperfeiçoados no crescimento da graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, 2 Pe 3.18.
Por isso, a hora da provação não deve ser encarada como um momento para ficarmos lamentando e murmurando, senão como uma oportunidade para exercitarmos a nossa fé no Senhor para acharmos força e consolo.
A fé portanto afirma: “isto será mudado... esperarei... confiarei... serei paciente”, em vez de: “não tenho jeito não... acabou... isto não pode ser mudado... só me resta lamentar e esperar o pior”.
O que pedimos e esperamos com fé, receberemos, conforme promessa do Senhor.
É sobretudo a nossa confiança nEle, no seu amor e cuidado por nós, que está sendo provada nas tribulações que sofremos, quer externas, quer internas.
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Há uma vida eterna prometida, um céu de glória, uma vida de vitória sobre o pecado, sobre a incredulidade, sobre a ansiedade; sobre a angústia, e toda sorte de males que oprimem a nossa alma. E a única arma que dispomos para tudo vencer e permanecermos firmes e inabaláveis é a FÉ EM JESUS CRISTO, e não a confiança na nossa própria capacidade e poder.
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A Brevidade da Vida deste Mundo e a Eternidade da Vida da Fé
“Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará.” (Sl 39.6)
“porque sou forasteiro à tua presença, peregrino como todos os meus pais o foram.” (Sl 39.12)
Estas duas afirmações do salmista são duas maneiras diferentes de colocar a mesma coisa. Há um pensamento comum em ambas, mas as associações com as quais este pensamento comum está ligado nestes dois versículos são distintamente diferentes. A primeira é amarga e triste e uma verdade sombria. A segunda, que salta do mesmo fato, chama por bem-aventurança e esperança. A primeira é uma afirmação que retrata a experiência do mundo; e a segunda é uma verdade de fé.
Aqueles que, diferentemente do salmista, não vivem como se fossem peregrinos e forasteiros neste mundo, certamente haverão de descobrir e experimentar, em sua grande maioria, no ocaso da vida, que muito daquilo em que empenharam toda a sua energia para darem sentido e significado à sua existência, não passou de tesouros passageiros que amontoaram para o vento, e dentre estes, pode ser incluído o seu próprio corpo e mente que são
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desgastados pelo breve tempo que aqui passamos.
Vemos portanto, que o deslustre da idade avançada, em muitos, não significa necessariamente que tenham aberto mão de viver, mas, sim, que chegaram à conclusão que não vale a pena se empenhar tanto naquelas coisas que antes tinham tanto brilho e importância para eles, e que agora podem enxergar melhor, sem ter a visão embaçada pelo ofuscar das paixões que são inerentes mormente à juventude, que elas não são tão importantes quanto costumavam pensar no passado.
Mas todos aqueles que alcançaram corações sábios para saberem contar os seus dias, não colocam as suas melhores expectativas neste mundo, senão no Senhor Jesus e na vida espiritual e sobrenatural que é obtida por meio da fé nele, a qual nos desmama do mundo e nos capacita a viver de modo pleno e alegre para Deus, em toda e qualquer circunstância.
Daí afirmar o salmista o seguinte no verso 7 do mesmo Salmo:
“E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.”
Esta é afirmação do viver pela fé, e não pela vista e para este mundo.
Por isso somos exortados pela Palavra de Deus a viver no mundo como peregrinos e forasteiros,
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assim como haviam vivido os santos dos dias do Velho Testamento, antes de nós:
“Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma,” (I Pedro 2.11)
“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.” (Heb 11.13)
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Sábios a Seus Próprios Olhos
Deus considera insensata a atitude de alguém considerar-se sábio pela medida da própria régua.
O sábio segundo Deus é aquele que se mede pelo conhecimento da sua vontade divina, e que procura ajustar-se ao modelo supremo que é nosso Senhor Jesus Cristo.
Toda a sabedoria que não se conforma a isto será desfeita como a névoa com o tempo, especialmente quando da manifestação de Jesus em glória para nos conduzir àquele estado eterno de bem-aventurança espiritual, no qual nada da sabedoria que é segundo o mundo terá qualquer proveito ou valor.
Acrescente-se a isto que ter-se em alta estima pelo que se conhece por si mesmo, além de poder nos tornar soberbos e arrogantes, nos fecha para a recepção de qualquer outra forma de conhecimento oposto ao nosso que nos venha do Alto, e que se destina à nossa transformação à imagem e semelhança de Jesus.
Daí encontrarmos citações bíblicas como as que destacamos a seguir, extraídas do livro de Provérbios:
Prv 12:15 O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.
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Prv 21:2 Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o SENHOR sonda os corações.
Prv 26:12 Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele.
Prv 28:11 O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que é sábio sabe sondá-lo.
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Um Amor de Caráter Espiritual e Vital
O amor que une o crente a Cristo não é de caráter meramente sentimental. Na verdade o sentimento de afeição é apenas uma das muitas formas de expressão do caráter desse amor que é de cunho eminentemente espiritual e vital.
Assim como uma pessoa ama os membros de seu corpo e deles cuida, não por sentimento, mas por serem parte essencial de sua própria vida, de igual modo, Cristo nos ama como membros de seu corpo, e nós também o amamos nesta relação vital por ser ele a nossa cabeça, que nos dirige e mantém vivos e operantes.
Daí se afirmar em Romanos 8 que nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, uma vez que estamos ligados vitalmente a ele.
Quem jamais deixou de amar os membros de seu corpo e de cuidar deles? Qual membro, que estando sadio, jamais deixou de servir à cabeça que o governa?
E tudo isto é feito de forma voluntária e prazerosa, e não como por obrigação.
Evidentemente que não se pode experimentar isto com a nossa velha natureza terrena, e por isso esta necessita ser crucificada, juntamente com Cristo, pela negação do ego carnal, para que possamos ser novas criaturas, com uma nova natureza espiritual e divina que recebemos do Alto, pela habitação do Espírito Santo em nós.
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É a nova criatura que se deleita neste amor e relação vital com o seu Senhor, enquanto a carne (velho homem) continua se opondo à sua vontade, e portanto, necessitamos nos despojar dele mais e mais, para que sejamos revestidos do novo homem, pelo processo da santificação.
Por isso nosso Senhor apontou o ato de guardar os seus mandamentos como sendo a grande evidência e prova do nosso amor por ele, porque é impossível que seja assim, quando não se possui a nova natureza recebida do Espírito Santo, e não se anda segundo a mesma, porque somente esta tem prazer nos mandamentos de Deus, João 14.15,21.
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Como Podemos Saber se Amamos de Fato a Deus?
O amor a Deus se manifesta no desejo de sermos santos assim como ele é santo.
Assim, não é tanto uma ordenança quanto a expressão da fidelidade a uma vocação, o que é dito pelo apóstolo Pedro:
“segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,” (I Pe 1.15)
Há então nos que são genuinamente convertidos a Cristo, este desejo de imitá-lo, sendo seus seguidores, como filhos amados, e andando em amor de comunhão espiritual com ele e com todos os demais santos.
“Ef 5:1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
Ef 5:2 e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.”
Os que amam a Deus desejam tudo fazer para o fim exclusivo e supremo da sua glória divina, assim como o próprio Deus tudo faz para o mesmo fim.
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“1 Co 10:31 Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”
“1Pe 4:11 Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”
Os que amam a Deus temem ofender a sua justiça, por pecarem contra ele. Por isso serão achados na batalha constante da carne contra o Espírito, com vistas à mortificação do pecado.
“Gál 5:16 Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.
Gál 5:17 Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.”
“Gál 5:24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.”
Os que amam a Deus desejam ser úteis em sua obra, e portanto, se purificam e se consagram a ele para fazerem a sua vontade.
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“2 Tim 2:21 Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.”
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Nossa Completa Necessidade do Espírito Santo
"Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele." (Romanos 8.9)
Esta declaração do apóstolo não é de caráter excludente, mas sua intenção é a de demonstrar que a evidência de pertencermos de fato a Cristo é a de termos a habitação do Espírito Santo em nós, de modo que ninguém seja enganado por uma falsa convicção de ser do Senhor por outras formas de evidência, enquanto não se possui a citada testificação do Espírito com o nosso espírito, que estamos unidos a Jesus.
Sem o Espírito Santo em nossos corações não podemos reconhecer a real extensão do quanto somos pecadores e do quanto a nossa condição pecaminosa ofende a justiça de Deus.
Todavia o Espírito não nos acusa e condena, mas nos convence da nossa necessidade do sacrifício de Jesus para sermos perdoados e justificados pela fé nele.
Além disso, o Espírito opera em nós uma real transformação através do novo nascimento espiritual (regeneração) pelo qual somos tornados coparticipantes da natureza divina; e a nova criatura que passamos a ser na conversão, é aperfeiçoada em seu crescimento espiritual no conhecimento da pessoa e vontade de Jesus Cristo através do processo da santificação.
Tudo isto é uma evidência que não somos meros religiosos que professaram a religião cristã, mas
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pessoas que efetivamente são de Jesus, uma vez que temos em nós este trabalho sendo operado pelo Espírito Santo.
Onde há este trabalho há um verdadeiro amor a Jesus, evidenciado na disposição sincera em cumprir os seus mandamentos, em verdadeira santidade de vida.
Se Cristo é santo e nos chama a sermos santos como ele, como poderíamos ter prazer em servi-lo segundo o que nos é ordenado por ele na Bíblia, caso não houvesse esse trabalho do Espírito Santo na nossa transformação?
Pois todos nos achamos naturalmente indispostos, em razão do pecado que em nós habita, a amar a Deus e a fazer a sua vontade. Necessitamos então de que um poder maior do que o do pecado o vença e nos eleve à condição de podermos adorar a Deus em espírito e em verdade. E este poder somente nos é concedido pela graça de Cristo por meio da operação do Espírito Santo.
Daí decorre a nossa completa necessidade do Espírito Santo para que possamos viver de modo agradável a Deus como seus filhos amados.
Por isso nosso Senhor afirma que bem-aventurados são os humildes de espírito, os mansos (submissos a Deus), os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça, porque é somente por nos sujeitarmos a Deus, buscando ser obedientes à sua vontade, que podemos estar seguros de receber a graça de
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Jesus e o dom do Espírito Santo, que ele tem prometido a todos os que lhe obedecem.
Enquanto a imagem e semelhança de Jesus não for restaurada em nós, não podemos ter qualquer prazer nele e nos seus mandamentos, porque estes, em grande parte, demandam uma completa renúncia às nossas paixões carnais e mundanas.
Se não estivermos dispostos a receber uma nova natureza espiritual, celestial e divina, é certo que não receberemos também o dom do Espírito Santo, porque é principalmente para este propósito que ele passa a habitar em nós, a partir da nossa conversão a Jesus.
Todos os milhões que têm crido em Cristo ao longo da história da sua igreja neste mundo, têm sido feito participantes disto, e podem testemunhar por suas próprias vidas transformadas que estas coisas são verdadeiras e fiéis.
Assim, Deus em sua bondade e misericórdia, para não nos deixar sem um testemunho e garantia seguros da nossa união com Jesus, nos deu o Espírito Santo para ser o penhor da nossa salvação.
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O Mundo Não Aceita a Palmatória
Não padece qualquer dúvida de que o evangelho de Cristo exerce uma preservação do mundo, impedindo que seja deteriorado completamente, em razão da sua ação de salgar através daqueles que são o sal da terra e a luz do mundo.
Todavia, é um grande equívoco tentar mudar o mundo como um todo, especialmente quando se age como um tipo de palmatória, tentando convencer através de argumentos o que nele está errado por ser contrário aos mandamentos de Deus.
O mundo sempre reagirá a isto e se mostrará ainda mais arraigado em suas práticas, para não ceder um único centímetro que seja do que seja sua posse.
Daí os Provérbios bíblicos:
Prv 9.8 - Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará.
Prv 17.10 - Mais fundo entra a repreensão no prudente do que cem açoites no insensato.
Prv 23.9 - Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
O mundo é um péssimo aluno que jamais aceitará a correção da palmatória; ao contrário, se tornará ainda mais rebelde sempre que alguém tentar corrigi-lo.
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Não é de admirar portanto que haja tanta reação contrária quando alguém se coloca ao lado do que é moralmente correto e verdadeiro.
Repórteres de TV que emitirem opiniões relativa a isto serão imediatamente afastados para que não se perca audiência, por se contrariar a opinião geral pública. Exceto quando falam contra homicídios, furtos, roubos e crimes de corrupção, porque isto incrementa a audiência.
Mas não podem falar, sem que no mínimo sejam ridicularizados, contra práticas luxuriosas, licenciosas, especialmente na área sexual; contra comportamentos indecorosos, irreverentes e desrespeitosos. Enfim, contra tudo o que possa ser considerado como um fator limitante da liberdade total de expressão, ainda que isto venha a ofender a muitos que primam por viver de modo sóbrio, sério e disciplinado.
Por isso Jesus orou da seguinte maneira, referindo-se àqueles que amam a retidão e a santidade:
“É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus;” (João 17:9)
Assim, pregar o evangelho não consiste em atacar o mundo pelas suas práticas contrárias à vontade divina, mas em se pregar a Cristo para a salvação daqueles que pretendem deixar de pertencerem ao mundo, para serem propriedade de Deus.
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Por isso se afirma na Palavra que o que crer em Cristo não será condenado, e que todo o que não crê já está julgado.
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Cuidando do que é Vital e Essencial
Cristo ordenou aos Seus discípulos que eles devem se amar com o mesmo amor com o qual Ele os tem amado.
As características deste amor estão destacadas em I Cor 13 e ali nós podemos ver que não é um amor, que busca aos seus interesses, que não se irrita facilmente, que é paciente, benigno, sofredor, longânimo, que não se alegra com a injustiça, mas com a verdade, enfim é uma amor sobrenatural que procede da ação da graça do Espírito Santo em nossas mentes e nos nossos corações.
É um dever imposto à Igreja permanecer neste amor.
E quão difícil é manter o amor fraternal na unidade do Espírito Santo, porque demanda completa diligência da parte dos crentes, na sua luta contra a carne, o diabo e o mundo.
Lembremos que os dias difíceis citados em II Tim 3.1, são chegados especialmente a nós, porque nunca, em nenhuma outra época da humanidade, depois do dilúvio, a violência e o sexo ilícito foram tidos na conta de algo desejável e aprovado, pela sociedade como um todo, a ponto dos diretores da indústria cinematográfica afirmarem que é garantia de sucesso absoluto produzir películas onde sejam explorados, a violência e o sexo ilícito, com requintes de crueldade e impureza, porque,
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segundo eles, é isto que as pessoas de um modo geral estão procurando.
Agora, tanto a violência quanto a fornicação foram a causa da destruição por Deus do mundo antigo com o dilúvio e das cidades de Sodoma e Gomorra, e será por causa do aumento desenfreado disto nos últimos dias que trará os juízos do tempo do fim sobre a terra.
Como podem então, os filhos de Deus se entreterem com tais coisas, seja com o que veem em programas de televisão, vídeos ou cinema?
Deus se agrada disto?
Não admira que tanta vida espiritual e comunhão com Deus estejam sendo destruídas pelo diabo através deste caminho!
Não se trata apenas de corromper ainda mais os que são do mundo, porque o grande alvo do diabo é neutralizar a ação dos filhos de Deus contra o seu reino de trevas, fazendo com que eles caiam da graça por se alimentarem deste alimento que é forjado no inferno.
Os próprios diretores de cinema e produtores de televisão não sabem em sua grande maioria que estão sendo meros instrumentos nas mãos de Satanás, porque são enganados por ele, e muito menos que estão sendo usados para neutralizarem os crentes.
Não necessitamos citar filmes nem programas de TV que se enquadram no padrão de iniquidade desenfreada, porque a quase totalidade deles segue o referido padrão.
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Quem se permite ser entretido por este material produzido pelo diabo, em vez de estabelecer um juízo crítico sobre todas as coisas, conforme é ordenado pela Bíblia, para que se possa escolher e reter somente aquilo que é bom e de boa fama; certamente, cairá na armadilha do diabo, e consequentemente decairá da Sua firmeza em Cristo, caso estivera nela de fato, anteriormente.
O Senhor não fará vistas grossas para o mal aonde quer que ele se encontre, e não justificará os seus filhos por alegarem que não estavam praticando o mal, senão apenas assistindo-o.
Cada um responda por si mesmo sobre os efeitos que são produzidos em seus espíritos pelo consumo deste alimento estragado do Inimigo.
Acaso melhoram a sua comunhão com Deus depois de terem consentido em gastar o seu tempo assistindo coisas que não convêm a uma vida de santidade?
Ninguém se iluda porque de Deus não se zomba, e não terá por inocente a qualquer um que transgredir os Seus mandamentos, pensando que é possível manter um coração puro alimentando-o com impurezas.
Se alguém pretende fazer a vontade de Deus terá obrigatoriamente que renunciar ao que o mundo lhe oferece, e especialmente àquilo que é reprovado, não somente pela Palavra de Deus, como por uma boa consciência.
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Entretanto, mesmo num mundo de trevas mais densas como o nosso, se comparado ao dos dias de Paulo, Deus continua usando de misericórdia.
Deus é santo e em tudo é perfeito.
Contudo, planejou restaurar pessoas que Ele criou e que se tornaram não apenas imperfeitas, como também completamente ignorantes de quem Ele seja.
A razão disto é a grandeza do Seu amor e da Sua misericórdia.
Este amor e misericórdia de Deus não são meros sentimentos de empatia e compaixão por seres que se tornaram de nenhum valor para Ele, e que viviam somente para os seus próprios prazeres egoístas, indiferentes à Sua Pessoa e vontade, agindo como seus inimigos.
A extensão disto não pode ser avaliada adequadamente por nenhum de nós, senão somente pelo próprio Senhor, cujo julgamento e conhecimento do real estado do nosso coração são perfeitos.
Por isso o evangelho é sobretudo o oferecimento deste amor e misericórdia para que pecadores possam ser restaurados pela graça à imagem de Jesus.
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Mantendo a Verdade do Evangelho em Meio às Oposições
Atos 20.27-31; I Pe 5.2-9 e Ef 6.11, entre outros textos bíblicos, demonstram a necessidade tanto de os pastores estarem preparados, quanto de vigiarem contra as astutas ciladas do diabo, que investirá sempre com grande fúria não propriamente contra pessoas, mas contra a verdade do evangelho, de forma a anular o testemunho da Igreja na terra.
Por isso, é necessário construir uma defesa qual grande e intransponível muro que nos proteja de sermos privados da pregação e ensino da verdade bíblica, por causa destas astutas investidas do Inimigo.
Devemos estar conscientes que não é principalmente contra nós que ele está continuamente se opondo, mas ao próprio Filho de Deus, para que o Seu nome não seja glorificado na terra.
A Igreja Primitiva demonstrou que estava devidamente esclarecida quanto a esta verdade, e isto nós podemos inferir da oração que fizeram quando Satanás estava conduzindo às prisões e matando a muitos deles:
“Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido.” (At 4.26).
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Satanás usa governos, nações inteiras, para tentar impedir o avanço do evangelho. Neemias não sofreu apenas a oposição de pessoas isoladas, mas daqueles que exerciam governo entre os samaritanos.
Isto ilustra a natureza do ataque que sofremos neste mundo: não é propriamente contra nós, mas contra a causa de Jesus Cristo, que fomos chamados a proclamar e defender.
Para minar a nossa força, Satanás nos acusa com mentiras, tentando nos convencer que somos um povo desprezível e fraco.
Pessoas que estão fora do seu juízo e se dedicando a um sonho impossível.
Ele sopra a dúvida quanto ao caráter da missão de pregar o evangelho em todo o mundo.
Manda cruzarmos os braços porque ou isto já foi feito ou outros estão fazendo melhor do que nós.
Diz que estamos cometendo grande pecado, porque estamos dividindo a Igreja com o nosso fanatismo e radicalismo.
Que estamos perdendo a nossa vida, que estamos deixando de desfrutar o que há de melhor nela por causa de nossa atitude deliberada de viver para Deus, pregando e ensinando a Sua Palavra.
Ele tentará nos convencer a todo custo que há muitas verdades. Que há muitas doutrinas. E que cada um tem o direito de escolher a que melhor lhe convenha. E ainda que o testemunho das Escrituras seja contrário a esta mentira diabólica, não é incomum que muitos fiquem
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paralisados em seus esforços por se deixarem persuadir por estes argumentos do inferno.
Os que promovem divisões no corpo de Cristo não são os que se desviam dos que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina, mas exatamente estes que criam dissensões e escândalos contra a doutrina dos apóstolos.
A unidade que se viu no povo de Judá nos dias de Neemias foi devida exatamente pelo firme convencimento deles de que a causa do cativeiro de seus pais e deles em Babilônia, havia sido o fato de se desviarem da Palavra de Deus, e agora eles estavam desejosos de reconstruírem a sua vida religiosa, e sabiam que isto não poderia ser feito senão por uma obediência de todos à Palavra do Senhor.
Como poderá a Igreja ter unidade espiritual se lhe faltar esta unidade de fé, que é fé na Palavra de Deus?
Fé, não em qualquer palavra proferida pelos pastores em suas Igrejas, não a palavra de homens, não as doutrinas de demônios, mas aquela mesma boa e antiga verdade que havia sido pregada pelos apóstolos do Senhor.
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Uma Vida Nova que Temos em um Outro
Temos que nos lembrar, que a graça é muitas vezes, pouco discernível a nós. O Espírito Santo por vezes opera em nós sem que percebamos a Sua ação, mas Cristo sabe.
Às vezes, na amargura da tentação, pensamos que Deus está se opondo a nós. Tal como a sunamita estava cheia de amargura em seu espírito, quando procurou Eliseu, e assim, deixamos de ver que Deus está conosco em nossas aflições. E uma alma preocupada é tal qual águas agitadas que não podem estar em repouso.
Mas se é a alma de um verdadeiro crente verá alguma faísca no meio de toda esta fumaça, e por esta pequena fagulha de graça será renovado na sua esperança e permanecerá firme na sua fé e confiança, que pertence a Deus, e que é a Ele que cabe o pleno governo sobre a sua vida.
Uma pequena luz santa nos permitirá manter a Palavra de Cristo, e não negar o Seu nome, como sucede com a Igreja de Filadélfia (Apo 3.8).
Onde este fogo da graça divina estiver, por menor que seja, sempre mostrará a diferença que há entre o ouro e a escória. Fará separação entre carne e espírito, e nos levará a desejar a santidade de Deus.
Deus dispôs todas as coisas de modo que Jesus receba toda a glória, e todo homem reconheça
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que sem Ele nada pode fazer, e nada será quanto ao propósito de Deus traçado para os eleitos.
Toda a virtude que houver em qualquer eleito terá procedido de Deus, de forma que se algum deles vem a apostatar da fé, deixando de andar no Espírito, logo verá que as obras da carne prevalecerão completamente, porque todo o bem que houver nEle, no que tange a pensar e a agir, segundo Deus, não procede de sua própria natureza, senão do Senhor Jesus.
Por isto, todos os crentes são ordenados a não se gloriarem em si mesmos quando Deus está fazendo algo bom neles, ou através deles, porque todos, sem exceção, são servos inúteis, pessoas que nada poderiam fazer de si mesmas, se não tivessem sido renovadas e capacitadas pela graça de Deus.
Nossos desânimos não vêm da parte de Deus, porque Ele entrou em aliança conosco, assim como um pai, que se compadece dos seus filhos (Sl 103.13), e deste modo, nunca agiria no sentido de desanimá-los.
Nem vem de Cristo nossos desânimos porque Ele não apagará o pavio que fumega.
Nem tampouco vêm do Espírito Santo, porque ele nos ajuda nas nossas fraquezas, e é o Consolador.
Não são portanto nossos desânimos e fraquezas que podem quebrar nossa aliança com Deus, assim como está bem tipificado no caso da nação de Israel que se encontrava assolada e em opróbrio em Judá nos dias de Neemias.
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A aliança que temos com o Senhor é de caráter matrimonial, e por isso Ele nos assiste com Sua misericórdia em nossas fraquezas e não nos desamparará por causa delas.
Agora, consideremos o perigo que há naqueles que lançam, eles próprios, água para apagar o pavio fumegante de suas vidas que o próprio Cristo não apagaria.
Não é sem razão que o apóstolo nos alerta quanto ao perigo de apagarmos o Espírito, com os nossos pecados deliberados.
A Igreja de Laodicéia está sempre pronta a ser vomitada da boca do Senhor porque é morna. Ela tipifica bem, aqueles crentes que vivem perigosamente provocando sempre a ira de Deus, por um viver deliberado no pecado.
Se a graça é fortalecida no seu exercício, como poderão estar fortalecidos com graça aqueles que a rejeitam e confiam nos seus próprios méritos e obras?
Como poderemos permanecer nesta graça se não nos santificarmos?
Jesus nos convida a ter bom ânimo na aflição porque, como Ele próprio afirmou, jamais apagará o pavio fumegante, mas lembremos que vivendo deliberadamente no pecado, será impossível ter este bom ânimo, que Ele próprio nos concederia pela Sua graça.
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Os que São da Verdade
“Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.” (João 18.37)
Aqueles que são da verdade e que ouvem a voz de Jesus, não são propriamente os donos da verdade, ou os que amavam naturalmente a verdade divina, ou ainda que a possuíssem em si mesmos, antes da sua conversão.
Eles são da verdade porque foram salvos por Aquele que é a verdade e que veio a este mundo para dar testemunho da verdade.
Eles pertencem assim à verdade, são da verdade, porque são de Cristo por meio da fé e do arrependimento.
São estes os que amam e guardam os mandamentos de Jesus.
Eles mais do que tudo ouvem a Sua voz, especialmente em tudo o que tem ensinado e ordenado nas Escrituras.
Se muitos outros desprezam à voz do Senhor, todavia, não eles, porque estão apegados e unidos vitalmente ao Verbo de Deus que se fez carne, a saber, ao próprio Cristo que é a Palavra viva de Deus, por meio de quem são salvos e santificados.
Jesus é portanto o Rei da verdade, e todos os seus súditos são impulsionados pelo Espírito Santo a
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andarem nesta mesma verdade por todos os dias de suas vidas.
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Em Qualquer Instância o Mundo é o Mundo
De onde nos vem a força para suportarmos injustiças com paz em nossos corações?
Qual é o poder sobrenatural que nos habilita a andar a segunda milha, a dar também a capa além da túnica, e a oferecer a outra face a quem nos fere?
Este é um mundo injusto e mau, no qual até mesmo muitos daqueles que deveriam promover o bem e ser exemplo de justiça perseguem e prejudicam aqueles que procedem retamente.
Um mundo onde empresas e poderes renomados distorcem os fatos e removem a própria culpa, a atribuindo àqueles que lhes estão sujeitos, subordinados ou que deles são dependentes por contrato público ou privado.
Esperar mudá-los? Desde quando? Do Império Romano?
As coisas sempre foram como são e cada vez mais pioram porque a engenhosidade humana se aperfeiçoa na iniquidade.
Por isso Cristo nos orienta a deixar tudo nas mãos de Deus, não na esperança de que reconheçam que estão errados e se corrijam, porque continuarão nas mesmas práticas até que por Ele sejam julgados no tempo do fim.
Devemos nos confiar inteiramente ao cuidado e à justiça de Deus, embora prejudicados, para que Ele nos preserve em paz, e livres de
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qualquer sentimento de vingança, que se voltaria contra nós mesmos, nos fazendo mal.
“Mat 5:39 Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;
Mat 5:40 e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa.
Mat 5:41 Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.”
“Rom 12:17 Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;
Rom 12:18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;
Rom 12:19 não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.”
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Anorexia Espiritual
Há presentemente, conforme profetizado na Bíblia, uma repulsa quase generalizada pela Palavra de Deus, como se vê por exemplo em 2 Tim 4.3.
Não há nada surpreendente nisto, uma vez que sendo dias de apostasia, como também profetizado nas Escrituras, haveria consequentemente esta falta de apetite pelas coisas de Deus, uma vez que o que tem imperado é a iniquidade que se tem multiplicado, ou seja, a repulsa a ter o comportamento ditado por regras e mandamentos, e sendo a observância dos mesmos uma parte integrante da vida cristã, não é de se admirar que até mesmo entre aqueles que professam ser cristãos seja encontrada esta resistência ao cumprimento da Palavra de Deus.
Quando é tão claramente afirmada a importância de se guardar as ordenanças de Deus nas Escrituras:
“A circuncisão, em si, não é nada; a incircuncisão também nada é, mas o que vale é guardar as ordenanças de Deus.” (1 Co 7:19)
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14:21)
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“Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1 Jo 2:4)
Nosso Senhor Jesus Cristo afirma que bem-aventurados são aqueles que têm fome e sede de justiça, Mt 5.6; porém não adianta apresentar a Palavra de Deus ao anoréxico espiritual, assim como não adianta oferecer comida material à pessoa que sofre de inapetência, uma vez que não será pelo simples fato de se indicar a necessidade que tem de se alimentar da Palavra de Deus para que seja saudável espiritualmente, que ele poderá fazê-lo, porque o problema com a anorexia não é a falta de alimento disponível, mas a inapetência que se sente.
O trabalho deve ser feito então, primeiro na mente, na fonte dos desejos, que deve ser renovada pelo poder de Deus.
A aversão pela comida e pela bebida deve ser removida para que a pessoa possa se alimentar adequadamente, por ter fome e sede da justiça do evangelho, que é sobretudo, o desejo da comunhão com o próprio Senhor Jesus Cristo, que é esta justiça.
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Demonstração do Espírito e de Poder
“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder,” (1Co 2.4)
A Palavra aqui referida pelo apóstolo não é a Palavra de Deus, mas “linguagem persuasiva de sabedoria” terrena e meramente humana.
Todavia, o foco que ele pretendeu apontar nesta passagem foi o de que a sua pregação e palavra consistiam em demonstração do Espírito Santo e de poder.
Salvação, santificação, maravilhas acompanhavam esta palavra e pregação conforme o poder da graça através do Espírito Santo.
“Rom 15:18 Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras,
Rom 15:19 por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo,”
É importante conhecermos em que se fundamenta a nossa fé, a saber, em tudo o que temos obtido por meio de Cristo e especialmente as riquezas espirituais que se encontram em sua própria pessoa divina, porque é nisto que repousa a nossa esperança,
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fé e amor, bem como a nossa alegria e paz espirituais.
Mas, se este conhecimento não for acompanhado pela manifestação do poder real do Espírito em nossas vidas, pouco ou nada nos valerá tal conhecimento.
Por outro lado, este poder e demonstração do Espírito apontam para as coisas relativas ao reino de Deus e à sua justiça, e não propriamente para conquistas terrenas, as quais, inclusive podem ser alcançadas pela engenhosidade e trabalho meramente humanos.
E nisto, devemos considerar, que se fosse este o alvo deste poder e demonstração do Espírito, para cumprir o propósito divino em nós, e para declararmos a sua obra e poder para a sua exclusiva glória, seria isto atingido pelo fato de conseguirmos casas, carros ou quaisquer outros bens terrenos?
Quantas vezes seríamos abençoados por este meio? Quantas casas novas seriam necessárias? Quantos carros ou o que for?
Teríamos uma alegria pontual, não renovada, e nisto não se cumpre o plano de Deus, que é o de que sejamos alegres em todo o tempo, em espírito, por nossa comunhão com Cristo.
Coisas materiais e meramente terrenas não podem alimentar e dar crescimento ao nosso espírito. Espírito se afia com espírito e não com o que é natural.
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Por isso a Palavra de Deus é designada como o pão do espírito, pela qual importa que vivamos e cresçamos, ao ser aplicada aos nossos corações pelo poder do Espírito Santo.
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Paz e Tranquilidade de Mente
A paz sobre a qual discorreremos não é uma paz externa, decorrente de ausência de problemas circunstantes, mas a paz interior e espiritual, que é fruto da operação do Espírito Santo em nossos corações.
Esta paz interior nos liberta de inúmeros inimigos de nossas almas, como estados de amargura, ódio, medo, tensão, ansiedade, dentre outros.
Onde houver paz interior em nossos corações ela prevalecerá sobre as mais diversas situações de falta de paz externa ao nosso redor.
O maior inimigo que pode furtar a nossa paz interior é o próprio pecado que habita em nossa velha natureza. Se não for mortificado diariamente, não podemos desfrutar aquela vida e paz que procedem do Espírito Santo, conforme se afirma em Rom 8.6-13.
A culpa que provém do pecado pesa sobre a consciência e se torna um fardo insuportável, porque uma boa consciência funciona como um tribunal instalado por Deus em nós, aprovando o que é certo e condenando o que é errado.
De modo que não podemos experimentar a paz de Cristo enquanto a consciência não for purificada pela confissão e abandono de todo tipo de pecado que tivermos praticado seja por pensamento, atos ou omissões, contrários à verdade revelada nas Escrituras.
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Isto se faz necessário porque Cristo é inteiramente santo, e não podemos estar em harmonia espiritual com ele caso não levemos o pecado a sério. Ele nos considerará puros de coração, ainda que imperfeitos, caso encontre em nós esta disposição de não darmos guarida a qualquer pecado que seja.
Para termos paz e tranquilidade de mente necessitamos ser perdoados por Deus; e não há melhor modo de se obter o seu perdão do que buscarmos ter uma comunhão sincera com ele, observando os seus mandamentos, especialmente o que se refere a também perdoarmos os nossos ofensores, como Deus tem perdoado, por causa da nossa fé em Jesus Cristo, as nossas próprias ofensas contra a sua justiça, em decorrência de sermos pecadores.
Assim, esta paz interna é fruto da justiça de Deus quando a mesma é vindicada e satisfeita. E isto sempre é feito por meio da nossa identificação com Jesus, pela fé, porque foi ele quem vindicou e satisfez plenamente a justiça divina quando morreu na cruz carregando sobre si mesmo os nossos pecados.
É por isso que estando justificados pela fé temos e podemos ter paz com Deus, como se afirma em Rom 5.1. Porque somos reconciliados com ele por causa da justificação que obtivemos por meio da fé em Cristo.
Não podemos ter paz interior separadamente de Deus, porque é o próprio Jesus Cristo esta paz. Ela é o resultado da nossa comunhão com ele,
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pois a desfrutamos como o resultado de estarmos naquele que é o Príncipe da paz. Seu Espírito comunica a paz ao nosso espírito e mente, e nada pode nos abalar enquanto permanecemos na citada comunhão. Nem mesmo todos os poderes do inferno.
É a esta verdade que nosso Senhor se refere no evangelho quando diz que nos deixa a sua paz de modo inteiramente diferente da paz que o mundo pode dar, atuando nas circunstâncias exteriores, enquanto que a paz de Jesus é comunicada sobrenatural e diretamente, como um poder, aos nossos espíritos e mentes.
Assim a paz interior é um dom de Deus, e que ninguém mais pode dar, João 14.27.
A paz que o mundo dá pode ser tirada pelo próprio mundo, mas a de Jesus não pode ser tirada nem por tribulações, ou tentações ou pelo próprio Satanás.
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O Modo de Viver Sábio que Salta para a Eternidade
“Sl 39:4 Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade.
Sl 39:5 Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade.
Sl 39:6 Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará.
Sl 39:7 E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.”
Estas palavras de Davi devem ser interpretadas à luz de todo o contexto deste Salmo 39, no qual podemos constatar que ele estava muito angustiado em seu espírito, em razão de se encontrar debaixo da potente mão do Senhor, que nunca deixava de lhe corrigir, pela condição de filho amado de Deus que ele era, Heb 12.5,6; Apo 3.19.
A aflição do salmista o levava a considerar constantemente qual é a nossa real condição na vida que temos neste mundo, e a pedir a Deus que nunca lhe deixasse esquecer esta grande realidade de que somos fracos em nós mesmos e que a o tempo de nossa peregrinação aqui deste outro lado do céu é extremamente curto; de modo que não seria nada sábio gastar estes
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poucos dias de vida, comparados com a eternidade que nos aguarda, com a prática da iniquidade.
Por isso ele afirma logo no início do salmo que guardaria os seus caminhos e colocaria uma mordaça em sua boca para não pecar com os seus lábios.
Davi estava plenamente convicto que o propósito de Deus na criação do homem é para que este santifique a sua vida, e daí decorrem as tentações, tribulações e correções que experimenta neste mundo, que lhe estão aperfeiçoando para a vida perfeitamente santa do céu.
Aqueles que procuram a sua felicidade numa Terra que foi amaldiçoada pelo próprio Deus, por causa do pecado, estão errando completamente no que se refere à compreensão do propósito divino em ter fixado em tão poucos anos o tempo da nossa peregrinação terrena.
A vida que é plena e que jamais termina pode começar aqui embaixo, para aqueles que ordenam o modo do seu caminhar segundo os mandamentos de Jesus Cristo, mas ela será manifestada em toda a sua glória somente depois que o nosso espírito partir deste mundo para aquela pátria infinitamente melhor que foi preparada para todos aqueles que amam a Deus.
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Em Cristo Somos Todos Irmãos
“Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos.” (Mateus 23.8)
Charles Haddon Spurgeon dirigiu por anos seguidos uma congregação numerosa, com milhares de pessoas, mas sempre teve o bom senso de não permitir que o rebanho debaixo da sua direção se transformasse numa sociedade do tipo empresarial com muitos outros interesses agregados ao da proclamação do evangelho, conforme é muito comum ser visto em nossos dias.
O culto público de adoração ao Senhor; a promoção da comunhão dos crentes como sendo participantes da família dos santos era o foco principal, senão o único foco que era mantido permanentemente em vista.
Os louvores congregacionais eram entoados a capela, para que a centralidade na pregação do evangelho não fosse perdida nos cultos públicos.
Nada do aparato organizacional que muito conhecemos na grande maioria das chamadas igrejas institucionais era visto não somente no Tabernáculo Metropolitano de Spurgeon, como na grande maioria das igrejas, especialmente as independentes da grande Igreja Estatal Anglicana.
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Porque onde este aparato prevalece, a comunhão fraterna de irmãos padece sensivelmente, em face da estrutura em que os prelados mais se assemelham a patrões e governantes do mundo, do que aqueles que são chamados por Cristo a serem os servos de todos, Mc 9.45; 10.43.
A honra ministerial evangélica não passa por títulos e cargos honoríficos e elevados, para intimidar e afastar os que são considerados como subordinados pelos que assim procedem.
É lamentável que haja pastores, presbíteros, diáconos, chefes de departamentos os mais diversos na igreja, que atuem de tal forma, que em vez de promoverem o aumento da comunhão fraterna, afastam aqueles, que segundo o encargo recebido de Cristo deveriam aproximar pelos laços do amor no Espírito.
Não é portanto o número de membros das congregações a causa da falta de comunhão, ou de uma ministração ungida e amorosa que promova o seu crescimento espiritual, senão este espírito de mando secular, contra o qual o Senhor Jesus advertiu seriamente até mesmo os próprios apóstolos a não se permitirem ser conduzidos pelo mesmo.
“Mat 20:25 Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles.
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Mat 20:26 Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva;
Mat 20:27 e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo;
Mat 20:28 tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”
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Religiosidade Vã
Toda a verdadeira vida espiritual procede da virtude e graça de Jesus Cristo operando em nós. Mas não podemos ter isto caso não estejamos de fato unidos a ele por meio da fé.
Esta condição de pertencer a Cristo e de estar em Cristo é indicada em várias passagens bíblicas pelo preposição “em” que indica à relação de lugar e tempo a determinado sujeito ou objeto. No caso a que nos referimos o sujeito é o próprio Jesus Cristo. Daí ser muito comum encontrarmos expressões como as seguintes: “nEle, estais aperfeiçoados”, Col 2.10; “somos justiça de Deus nEle”, II Cor 5.21; “nEle radicados, e edificados e confirmados na fé”, Col 2.7; “Nele, também fostes circuncidados”, Col 2.11; “Todo aquele que permanece nEle não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.”, I Jo 3.6; “Nisto conhecemos que permanecemos nEle, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito.”, I Jo 4.13.
À luz destas citações podemos ver que é totalmente vã aquela religiosidade que consiste em todo tipo de cumprimento de dogmas e práticas de cunho ascético ou não, quando não somos convertidos a Cristo, ou quando, apesar de pertencer a ele, não estivermos em comunhão com Ele, em razão, especialmente por negligência na prática da Palavra, da vigilância e da oração.
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Sem esta união com Cristo e sem o desfrutar de íntima comunhão diária com ele, no Espírito, será vão portanto, até mesmo se esforçar em frequentar os cultos públicos de adoração; abster-se de alimentos para fins religiosos; guardar dias especiais considerados santos pela tradição religiosa; julgar aqueles que andam conforme a nossa regra, em razão de termos uma pretensa humildade baseada em práticas religiosas anti ou não bíblicas – provindas na verdade do orgulho espiritual de uma mentalidade carnal.
É também de pouco ou nenhum proveito, deixar de usar ainda que de forma não abusada de qualquer meio lícito de comunicação (TV, Internet, etc), por considerar que é assim procedendo que se agrada a Deus, e por toda e qualquer outra prática, que viermos a considerar como sendo necessária a uma verdadeira santificação. Digo isto porque conheço pessoas que afirmam não assistir qualquer programação na TV, não assistir qualquer filme, e que pensa que Internet é coisa do diabo, e que na verdade, sequer tiveram um encontro pessoal com Cristo, ou seja, não são convertidas de fato. Não se vê nelas aquelas evidências que existem em todos os convertidos, e portanto, não podem ser participantes da santificação, porque sequer o foram da justificação e da regeneração. O Espírito Santo primeiro regenera, e depois santifica.
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Cristo é a nossa santificação. É na comunhão com ele que somos santificados. Fora da operação real e poderosa da sua graça em nós, não há qualquer santificação. E sem isto, não há qualquer religião verdadeira, porque esta significa ser religado ou reconciliado com Deus.
Daí a recomendação do apóstolo Paulo:
“Col 2:16 Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados,
Col 2:17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.
Col 2:18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,
Col 2:19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.
Col 2:20 Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:
Col 2:21 não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro,
Col 2:22 segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.
Col 2:23 Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa
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humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.”
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Um Viver que Não É Deste Mundo
Quão importante é que preservemos, uma vez obtida, aquela atmosfera espiritual que é procedente do mover do Espírito Santo em nossos corações, que torna nossos espíritos sensíveis à sua santa presença, que nos enche da sua influência levando-nos a estarmos quebrantados diante da glória de Jesus, e que nos inspira a entoar espontaneamente louvores ao seu santo nome, com salmos, hinos e cânticos espirituais.
Somos assim conduzidos a uma característica elevação de alma que nos afasta de todo abatimento, depressão, inquietação, impureza, irritação e de tudo o mais que facilmente nos furta a paz de mente e de espírito, quando não nos encontramos debaixo da referida influência do Espírito Santo.
Quando assim nos encontramos, orar e meditar na Palavra de Deus, e ter pensamentos espirituais, celestiais e divinos, é o nosso maior prazer e interesse.
O desejo por maiores visitações da graça passa a ser algo constante em nosso viver.
Um repúdio e vigilância contra todo tipo de pecado brota de modo sobrenatural em nosso espírito, de modo a que não venhamos a perder a boa, agradável e perfeita vontade e presença de Deus.
Os pesos e fardos se vão, e o nosso coração experimenta a leveza e doçura que há no amor
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de Jesus que se manifesta abundantemente em nós nestes momentos de oração e devoção.
Servir e agradar a Deus passa a ser o grande e principal interesse de nossas vidas.
Enfim, nada deste mundo poderá competir com este tesouro precioso celestial, de modo que não podem desviar do Senhor a nossa completa afeição.
Bendito seja o Senhor Jesus Cristo, que morreu, ressuscitou e subiu ao céu, para que pudéssemos nos tornar participantes da sua vida, na qual se encontra escondida a nossa própria vida nos lugares celestiais, Ef 2.6.
Como Jesus subiu ao céu, importa que seja lá que busquemos esta vida espiritual abundante que nos enche de exultação, no e pelo Espírito Santo. Podemos experimentar a manifestação desta vida, porque não estamos na carne, mas no Espírito, Rom 8.9; e somos um só espírito com Cristo, porque todos os que lhe pertencem, estão nele, e são aceitos por Deus, em razão de serem partes integrantes do corpo, cuja cabeça é Cristo.
Como o Pai aceita plenamente o seu Filho Unigênito e o trabalho que realizou por nós, tornando-se ele próprio a nossa justiça, redenção, sabedoria e santificação, I Cor 1.30, por conseguinte aceita também todos os que permanecem nele, como ramos na Videira, sendo assim também justiça, redimidos, sábios e santos de Deus.
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Esta qualidade de vida espiritual não pode portanto, ser achada em nada deste mundo, e deve ser buscada continuamente, em espírito, pela oração, louvor, meditação e ministração da Palavra de Deus, contemplando com os olhos da fé o próprio Senhor Jesus Cristo.
Daí a recomendação do apóstolo:
“Col 3.1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.
Col 3:2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;
Col 3:3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.”
Foi para este propósito que Jesus se manifestou, e não propriamente para buscarmos nele as coisas que são terrenas, coisas estas que com o uso, se destroem.
E quantos têm errado o alvo supremo do evangelho de nos levar a viver na plenitude da vida espiritual de Cristo, por pensarem que tudo o que Cristo significa para nós tem a ver com uma vida mais confortável, material e psicologicamente falando, aqui neste mundo, e não propriamente a manifestação da sua vida sobrenatural em nós, para que sejamos cada vez mais semelhantes a ele, em sincera devoção de todo o nosso ser a Deus, em verdadeira santidade de vida, e serviço, na proclamação do evangelho a todos e em todos os lugares.
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O Que é Melhor e Eterno Sempre Vem Depois
A Antiga Aliança feita com os israelitas pela mediação de Moisés, era boa e expressava a vontade de Deus, todavia, era um jugo insuportável como ministério da morte e da condenação. Durou pouco tempo comparada com a Nova Aliança feita com base no sangue de Jesus, que é infinitamente melhor do que a primeira aliança, notadamente por nos dar a vida eterna, porque é uma aliança eterna.
Neste início de ano de 2014 estamos sofrendo com muito calor aqui no Hemisfério Sul, com sensação térmica de até + 50º C, e com frio intenso no Hemisfério Norte, com sensação térmica de até – 50º C. Isto para não falar das demais condições aflitivas que nos são impostas por vivermos numa Terra que ficou sujeitada à maldição por causa do pecado.
Todavia, esta Terra e todo este universo haverão de passar para dar lugar ao Novo céu, e à nova Terra na qual habitará a justiça para sempre, cuja criação foi prometida por Deus, pelos profetas.
Até mesmo este corpo de carne e osso que temos será transformado ou ressuscitado em corpo glorificado que já não morre ou enferma.
A troca da Antiga Aliança pela Nova também foi profetizada (veja Jeremias 31.31) e cumprida no devido tempo, há cerca de 2000 anos atrás, e isto serve para nós como forma de garantia da fidelidade de Deus em cumprir tudo o mais que
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tem prometido em Sua Palavra, e cujo cumprimento ainda aguardamos.
Aquele que prometeu é fiel e o fará. Aguardemos pois com paciência e esperança.
“Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio;” (Eclesiastes 7.8a)
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Parte do Testemunho da Minha Conversão
O orgulho mata porque impede que recebamos de bom grado a a graça educadora e transformadora de Deus.
Quando estamos cheios de nós mesmos, com nossas próprias convicções arraigadas, especialmente no que tange aos assuntos relativos a Deus e à sua vontade, ficamos inclinados a rejeitar tudo o que seja diverso da nossa maneira de pensar.
Não é com pouca dificuldade que podemos ser livrados dessas próprias cadeias com as quais nos amarramos, e na verdade, é impossível que sejamos libertados, senão por uma ação direta divina misericordiosa e graciosa em nosso favor.
Se Deus não mover pacientemente o nosso coração, através das circunstâncias da vida, ao conhecimento da verdade em relação à necessidade da nossa condição e da sua pessoa divina, nada mudará em nosso viver.
Somos dados naturalmente a todo tipo de idolatria, quer de pessoas, de objetos ou de símbolos religiosos ou não, lhes adorando no lugar que é devido exclusivamente a Deus, e assim, o mandamento que nos proíbe a idolatria não encontrará eco em nossos corações enquanto não formos libertados disso pelo poder do próprio Jesus Cristo.
Lembro-me ainda hoje, depois de tantos anos passados, quando o Senhor começou a atrair o
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meu coração para Si. De ateu convicto me deixei persuadir depois de algum tempo a fazer parte de um grupo religioso, e certa ocasião, na chamada semana santa, quando todos estávamos enfileirados para beijar os pés de uma imagem representando “Jesus“ crucificado, ouvi nitidamente uma voz que me dizia: “Não beije porque eu não estou morto, mas vivo!”
Narrei o ocorrido à minha esposa que estava à minha frente na fila, e disse que me sentia impedido de efetuar aquele ato de devoção religiosa. Meu coração estava cheio de temor, e discretamente deixei a fila, atônito e ao mesmo tempo alegre com aquela revelação.
Lembro-me que eu não conseguia deixar de pensar desta forma: “Ele está vivo... Ele está vivo!”. Eu exultava, mas não tinha entendimento de quem era de fato Jesus Cristo, como vivo e participando ativamente de nossas vidas.
Isto despertou em mim um grande interesse em buscar conhecer a Jesus através da leitura da Bíblia, especialmente no Novo Testamento.
Desde que tinha ouvido aquela voz comecei a ficar inquietado com o meu modo de vida, que era bastante contrário a quase tudo o que era narrado na Bíblia, quanto ao comportamento daqueles que haviam vivido para Deus.
Mas confesso que havia ainda muito orgulho religioso em meu coração, e eu não queria dar o braço a torcer em admitir que pudesse existir
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alguma convicção religiosa diferente e melhor do que a minha.
Sequer havia tido um encontro pessoal com Cristo, pela conversão e transformação do meu coração, e me considerava um grande entendido em assuntos da Bíblia.
Até que passado algum tempo, o Senhor fez com que um casal de genuínos convertidos alugasse a casa ao lado da minha, casal este que se tornou nosso amigo.
Eu ouvia à noite os seus louvores entoados a Deus, acompanhados ao violão, e também suas orações. Havia vida e uma grande diferença não apenas na sua forma de adoração, como em suas próprias vidas.
Mas eu permanecia no endurecimento do meu orgulho religioso, comparando-me com eles, e dizia a mim mesmo que não podia existir religião melhor do que a minha.
Até que no melhor dia da minha vida, o Senhor me levou ao pó da humilhação, fazendo-me arrazoar com ele quanto ao fundamento de minhas convicções, se era verdadeiro ou não. Ele me fez contrastar a minha vida com a do meu vizinho: “você diz que me conhece tanto quanto ele, e porque isto, e isto, e aquilo” - começou a mostrar o meu comportamento pecaminoso em várias áreas, nas quais nada poderia ser imputado ao meu vizinho.
Minhas convicções orgulhosas e erradas foram por fim quebradas. Prostrei-me em humilde oração clamando ao Senhor que me perdoasse e
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lavasse dos meus pecados. Que tivesse misericórdia de mim e que pelos méritos exclusivos de Jesus Cristo, e por amor a Ele, me concedesse a graça de conhecê-lo de fato e de verdade, em espírito, em comunhão pessoal e real.
Desde então, fui liberto de mim mesmo - dos fardos que eu mesmo criara e carregava por anos a fio.
Tudo se fez novo, e desde então tenho aprendido cada vez mais, que para conhecer e viver na verdade relativa a Cristo, e à nossa real condição de pessoas necessitadas do seu amor e poder, dependemos inteiramente dele – que ele se manifeste a nós e nos instrua e capacite a ter alegria, amor e paz em nossos corações, a par de todas as circunstâncias em que vivamos, sejam elas agradáveis ou desagradáveis, porque em meio a tudo isto, somos conduzidos a um maior conhecimento da vontade de Deus.
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O Maior Dominador é o Que Domina a Si Mesmo
“Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.” (Pv 16.32)
Longânimo, na Bíblia, é o mesmo que tardio em se irar.
Parte do fruto do Espírito Santo é a longanimidade, porque a natureza divina é longânima, e é isto que o leva a ter uma paciência ilimitada para com as nossas faltas, não nos sujeitando imediatamente aos seus juízos corretivos ou punitivos.
E “o que domina o seu espírito” é aquele que tem domínio próprio, virtude esta que é também parte do fruto do Espírito.
Agora, somos informados que é melhor ser longânimo e ter domínio próprio do que ser herói de guerra ou quem domina uma cidade.
E não é difícil de entender a razão disto, uma vez que é muito mais difícil dominarmos a nós mesmos do que manter pessoas sob sujeição quando se está investido de autoridade para tanto. De igual modo, é possível ser um herói de guerra, e livrar a muitos de uma dominação estrangeira e opressora, ao mesmo tempo que não se esteja provido de misericórdia e paciência para suportar ofensas recebidas.
Estes conquistadores de poderes externos não podem conquistar a si mesmos; e por conseguinte, estão propensos a viverem sem a
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verdadeira paz e aprovação de Deus, que somente experimentam os que são longânimos, misericordiosos e pacientes.
Felizes são aqueles que são senhores da própria ira e de todas as paixões que tentem incendiar as suas almas.
São bem-aventurados porque receberão graça sobre graça da parte de Deus para serem aperfeiçoados nestas e em outras virtudes que são inerentes à natureza divina de Jesus Cristo, e da qual somos tornados coparticipantes por meio da fé nele.
A conquista de nós mesmos e de nossas próprias paixões incontroláveis, requer mais sabedoria verdadeira, e um controle mais firme e constante, do que a obtenção de uma vitória temporária sobre as forças do inimigo.
A conquista racional é muito mais honrosa do que aquela que é realizada pela força bruta; pois é uma vitória que não produz qualquer dano, ao contrário, edifica o vencedor e aqueles que têm a graça de compartilharem da sua vida.
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O Caminho no Qual Não Há Morte
“Na vereda da justiça, está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte.” (Provérbios 12.28)
O caminho da justiça aqui referido é o da justiça de Deus, da justiça do próprio Cristo, tanto para nos justificar de nossos pecados, quanto para nos apresentar como justos perante Ele, consoante a sua própria justiça que nos é atribuída pela fé, e que vai nos aperfeiçoando mais e mais à medida que progredimos na jornada deste caminho da justiça do evangelho.
Precisamos de justiça para viver eternamente. Sem justiça divina não é possível ter esta vida porque Deus é perfeitamente justo e demanda por seu atributo de justiça que estejamos perfeitamente conformados à sua santidade.
Por isso precisamos da justiça do evangelho, que nos salva na esperança da perfeita justiça que teremos no por vir, porque é evidente que ninguém pode ser perfeitamente justo neste mundo injusto e de trevas, no qual somos tentados e atribulados em todo o tempo.
Todavia, é por meio destas provações que nossa fé em Cristo é aperfeiçoada, porque é somente por esperarmos nEle e recorrermos a Ele que somos vitoriosos, permanecendo na prática da justiça, a par de todas as nossas tribulações.
Não se pode portanto achar a qualidade da vida de Deus, que é perfeita e eterna, em qualquer
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outro caminho diferente de Cristo e dos seus mandamentos.
O comportamento que é definido pela Sua Palavra é o único que pode nos tornar semelhantes a ele em todas as coisas que se referem à sua própria santidade e justiça.
Deus é espírito. É o espírito que vivifica. Não podemos portanto ter esta vida no espírito separadamente de Cristo, que é o caminho, e a verdade, e a vida.
Todos os que percorrem esta vereda já não mais morrem, porque a própria morte física, para eles, é apenas a breve transposição para a vida mais plena que lhes aguarda no céu.
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Condenados Até Por Causa dos Animais
“O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel.” (Provérbios 12.10)
As pessoas de coração perverso demonstram desprezo até mesmo pelos animais, criaturas maravilhosas criadas por Deus, para o nosso aprazimento.
Meu cachorrinho, tão dócil e fofo, tem sofrido uma agravante quanto a isto, porque tem o pelo negro como a noite, e quantos na rua o olham com desprezo, sem poderem esconder o seu racismo até mesmo contra um ser tão doce e indefeso, e quanto mais não o terão pelos homens, seus semelhantes, criados à imagem de Deus?
Mas no que condenam os próprios bichos que nos foram dados pela graça do Deus bendito, condenam a si mesmos perante Ele, para um juízo que há de se manifestar no tempo devido, porque não viveram para amar e manifestarem misericórdia, segundo o propósito eterno de Deus na criação do homem.
Um homem justo será misericordioso, ele não terá apenas misericórdia dos seus semelhantes, mas até mesmo dos seus animais, porque sabe que Deus em sua providência preserva tanto aos homens quanto aos animais.
E o bom tesouro do coração do homem justo o dispõe naturalmente a isto, porque está cheio de
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terno afeto, tanto espiritual quanto natural. Assim tudo fará para preservar a vida na terra, não apenas para que tenha continuidade, mas para que haja qualidade de vida feliz, calma e sossegada, no cuidado em que se esmera para fazer o bem a todo o ser que tem vida.
Não se achará no coração do justo a mesma crueldade que é manifestada pelo perverso, ainda que não haja causa para ser cruel.
Agirá sempre segundo a sua natureza perversa porque não se pode esperar que de uma fonte má flua água pura e doce.
Até as próprias manifestações de misericórdia do ímpio são cruéis, porque se valem desta aparência misericordiosa para se aproximarem daqueles aos quais intentam fazer o mal.
Por isso está condenado em si mesmo, pelo seu próprio comportamento, que sempre o dispõe a desejar e a praticar o mal, e não seria surpreendente que não o despejasse primeiro nas pobres criaturas indefesas que são os animais.
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“... o amor cobre uma multidão de pecados.” (I Pedro 4.8)
“O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados.” (Provérbios 10.12)
Mesmo onde não haja uma manifestação externa do ódio em agressões físicas ou verbais, ou em outras formas de ações com a intenção de ferir nossos semelhantes, ele é uma grande maldade, porque é o cumprimento da vontade do diabo.
Se o amor é o cimento que une corações, o ódio é a faca que os separa, e que fere primeiro a própria pessoa que está odiando.
Onde a centelha da ira se manifesta, e não é contida e extinta pela graça do amor e do perdão, ela acabará por fim causando um grande incêndio, destruidor até mesmo das melhores relações.
Por isso nosso Senhor afirma que são bem-aventurados os pacificadores, porque são conduzidos pela paz que une em ternura, gentileza e amor, e não pelo ódio que destrói, separa e magoa.
O amor, em vez de proclamar e agravar a ofensa, a esconde e atenua até o ponto em que seja possível escondê-la, para que não haja contenda entre as partes envolvidas.
Alguém que ouve um relato que é contrário a terceiros, motivado por mágoa ou por ódio, fará bem em não colocar mais lenha nesta fogueira
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destrutiva, e ao contrário, apagar o fogo que se inicia com a água da paz, conduzindo, se possível, por meio da oração, o coração ressentido à conciliação, ou pelo menos a estar em paz consigo mesmo.
O que semeia contenda entre irmãos é abominável a Deus, porque não é Deus de contenda, senão de unidade e de paz.
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A Falsa Liberdade Tida como Verdadeira
Desde que a velha Serpente sinalizou ao primeiro casal que eles seriam livres caso desobedecessem a Deus e fizessem somente a própria vontade deles, a mesma grande mentira tem sido acolhida pela grande maioria da humanidade, especialmente nos dias em que temos vivido.
Porque primeiro de tudo, deve ser considerado que não houve qualquer liberdade de Deus conforme o Inimigo de nossas almas prometera, ao contrário, o homem perdeu a perfeita liberdade que tinha de ser escravo da própria vontade, do diabo e da vontade de outros, quando deu crédito à Serpente.
Por causa do estado de desobediência latente ao qual ficou sujeita a sua naturezas, tornou-se escravo do pecado, da corrupção, da imperfeição, da infelicidade, do medo, do ódio, das trevas, da cobiça, e de tudo o que é mau e contrário à vocação original que Deus havia dado à sua natureza, a saber, a de ser livre e perfeita perante Ele, em amor.
O homem se tornou também, em certo sentido, escravo da ira e do juízo de Deus, porque não pode ser justificado no estado de pecado não expiado e remido, o que pode ser feito somente por meio da fé em Cristo.
O tempo do fim revelará, se isto não for revelado antes, ao homem que se julga livre de Deus e da sua vontade, que ele está na verdade amarrado
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aos grilhões do pior tipo de escravidão, na qual não há qualquer recompensa senão apenas a morte espiritual de uma condenação eterna a sofrimentos terríveis que jamais cessarão.
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O homem bondoso faz bem a si mesmo
“O homem bondoso faz bem a si mesmo, mas o cruel a si mesmo se fere.” (Provérbios 11.17)
Somos amigos ou inimigos de nós mesmos, em conformidade com aquilo que somos, especialmente no que se refere ao nosso procedimento em relação aos nossos semelhantes.
Por princípio geral: quem faz o bem, segundo Deus, a outros, está fazendo a si mesmo, em muito maior medida, conforme revelado nas Escrituras, e comprovado na experiência prática da vida.
Há a promessa de Deus de ser misericordioso para com os que forem misericordiosos; de perdoar os que perdoarem os seus ofensores.
Nem mesmo um copo de água fria dado por amor a Cristo e ao próximo, perderá a sua recompensa divina.
Em suma: se alguém quer viver bem, faça o bem a outrem; pois quem ama o próximo está dando provas de amar a si mesmo, porque receberá o bem de volta da parte de Deus, em medida centuplicada.
Quando nos dispomos a vencer o mal com o bem, retribuindo ofensas e injúrias com orações intercessórias e bendizendo aos que nos ferem, e contando para tanto, com o poder e o amor do Espírito Santo derramado em nossos corações, podemos estar certos de que Deus far-nos-á
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mais do que vencedores por meio de Cristo, antes e principalmente sobre nós mesmos, em relação a sermos livrados de possíveis sentimentos de vingança, ódio e amargura que poderiam nos dominar, caso não nos dispuséssemos a andar na trilha da bênção, tanto para nós, quanto para outros.
Em face de tudo o que foi citado, não é necessário dizer que aquele que vive de modo contrário a esta regra, está ferindo a si mesmo, porque o que com ferro fere, com ferro será ferido; o que mata com a espada de um coração afiado e ferino, pela mesma espada que usa será também ferido.
Assim que o Senhor guarde os nossos corações de abrigarem ressentimentos e mágoas, porque são um poderoso veneno que rouba as vidas daqueles que o carregam consigo.
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Em vindo a soberba, sobrevém a desonra
“Em vindo a soberba, sobrevém a desonra, mas com os humildes está a sabedoria.” (Provérbios 11.2)
Aquele que a si mesmo se exalta será humilhado e desonrado.
Quando o orgulho vem, em seguida, vem a vergonha.
O orgulho é um pecado do qual os homens deveriam se envergonhar, porque é uma vergonha que se orgulhe o homem que é o pó da terra, e que vive das esmolas e dependência de Deus, e que perdeu a sua justiça que possuía antes da entrada do pecado no mundo, e que possui desde então um coração que é corrompido.
Este é um pecado que os outros olham com desdém, e que torna o que é dominado por ele arrogante e um espezinhador dos seus semelhantes.
Por isso Deus resiste aos soberbos, os contradizendo e se opondo a eles nas coisas das quais são orgulhosos, e deixa de lhes conceder a sua graça abençoadora, enquanto permanecerem em tal endurecimento.
Por isso o provérbio afirma que é com os humildes que se encontra a sabedoria, porque o Senhor lhes concede liberalmente a sua graça para que alcancem entendimento da verdade e sejam transformados em novas criaturas.
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O caráter do humilde será purificado e aperfeiçoado por Deus, porque em sua humildade se renderá a Cristo, unindo-se a ele pela fé, e por assim o honrar será agraciado com o dom do Espírito Santo para realizar nele e por ele, toda boa obra espiritual.
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Quem Busca a Deus de Coração o Acha
“2Cr 15:1 Veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Odede.
2Cr 15:2 Este saiu ao encontro de Asa e lhe disse: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá, e Benjamim. O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará.
2Cr 15:3 Israel esteve por muito tempo sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei.
2Cr 15:4 Mas, quando, na sua angústia, eles voltaram ao SENHOR, Deus de Israel, e o buscaram, foi por eles achado.
2Cr 15:5 Naqueles tempos, não havia paz nem para os que saíam nem para os que entravam, mas muitas perturbações sobre todos os habitantes daquelas terras.
2Cr 15:6 Porque nação contra nação e cidade contra cidade se despedaçavam, pois Deus os conturbou com toda sorte de angústia.
2Cr 15:7 Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa.”
Temos nesta passagem bíblica o relato da ida do profeta que foi enviado por Deus ao rei Asa, de Judá, e a seu exército, quando retornavam vitoriosos da guerra contra os etíopes, não para felicitá-los pelo seu sucesso, mas para incentivá-los a permanecerem na fidelidade em
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buscarem a Deus para fazerem a Sua vontade, e para que permanecessem humildes perante ele, reconhecendo que estava dando vitórias a Judá sobre as nações inimigas e lhes abençoando em razão de estar sendo obedecido pelo rei e pelo povo.
Ficamos à mercê do orgulho, quando em nossa prosperidade e viver vitorioso, somos tentados a pensar que isto nos vem pela nossa própria capacidade e poder.
Então a sobriedade em nossas conquistas será sempre uma boa conselheira, para que tributemos toda a honra e glória exclusivamente ao Senhor.
É assim agindo que podemos ter garantida a sua presença conosco, nos abençoando em tudo o que nos concerne e aos interesses do seu reino.
Daí a instrução dada pelo Espírito Santo através do profeta: “O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará.”
Não podemos contar com a bênção de Deus enquanto lhe voltamos as costas e não mais andamos em conformidade com os seus mandamentos.
A presença favorável do Senhor para conosco depende da nossa perseverança no caminho do nosso dever, conforme delineado pelo próprio Deus.
A história de Israel até este ponto estava pontilhada de fracassos da nação, em razão de
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terem abandonado os caminhos de Deus, especialmente como se vê no longo período dos Juízes, que durou cerca de trezentos anos.
E nos próprios dias dos reis de Israel (Reino do Norte) e de Judá (Reino do Sul), o quadro não foi dos melhores, notadamente no Reino do Norte, que se entregou à apostasia, ao culto idolátrico aos bezerros de ouro, e a Baal.
Desta forma, com esta palavra dada através do profeta Azarias, o rei Asa e o povo foram incentivados a permanecerem realizando a obra de reforma da vida espiritual da nação, sobretudo pela purificação de todas as práticas contrárias à Lei de Deus, que haviam sido adotadas pelo povo e pelos reis anteriores a Asa.
E o que foi dito por Azarias naqueles dias continua se aplicando aos fiéis de todas as épocas, porque não se pode dissociar um viver vitorioso da obediência que é devida ao Senhor, pela consagração de nossas vidas santificadas a Ele.
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Tranquilidade de Mente
A questão não é: qual é o tipo problema suposto ou real que pode roubar a nossa paz de mente, mas: como a nossa mente reage aos diversos tipos de problemas, especialmente quando se apresentam a nós em primeira mão.
Ficamos imediatamente alarmados e assim permanecemos por longo tempo?
Nossa capacidade de pensar racionalmente fica prejudicada?
Procuramos achar alívio na imediata solução do problema?
Ficamos na expectativa de que aqueles que lhe deram causa sejam imediatamente responsabilizados, achando que com isto acharíamos alguma paz de espírito?
Pensamos que Deus não cuidou devidamente de nós ou que foi injusto em permitir que passássemos pelas condições que nos estão afligindo?
Recuamos ou procuramos resolver a situação independentemente de não ter pensado sobre qual seria o melhor modo de fazê-lo, ou até mesmo se seria oportuno fazê-lo?
Enfim, muitas outros questionamentos poderiam ser apresentados, todavia não é o nosso propósito fazer um diagnóstico sobre a forma como reagimos às coisas que podem perturbar a nossa paz de mente, mas se temos nos preparado mental e espiritualmente para enfrentá-las.
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Dos cristãos da Igreja Primitiva nos é relatado nas Escrituras que aceitaram com alegria o espólio dos seus bens, Heb 10.34; suportaram afrontas por causa do nome de Jesus se regozijando, Atos 5.41, e se alongam os testemunhos acerca da paciência e paz com que sofreram todas as suas tribulações.
Certamente, o que lhes capacitava a isto era a grande confiança que eles tinham na providência de Deus; sabendo que tudo que era permitido por Ele que lhes sucedesse era para o seu próprio bem, em todo progresso em aumento de fé e crescimento espiritual; que os olhos do Senhor estavam constantemente sobre eles e suas circunstâncias de vida, e que ainda que não fossem livrados do problema propriamente dito, seriam preservados em perfeita paz pelo poder da Sua graça, operando em seus corações.
Quando nos concentramos no problema podemos desesperar ou perder a nossa paz, ainda que pelo tempo em que estivermos com os nossos olhos desviados do Senhor.
O apóstolo Pedro, tendo aprendido a sua lição em várias oportunidades, como quando afundava nas águas por ter temido o tamanho das ondas e a fúria da tempestade, e foi livrado quando clamou por socorro ao Senhor, nos dá o seguinte conselho caso estejamos sofrendo por motivo de quaisquer tribulações: “Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador,
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na prática do bem.”, I Pe 4.19. Este “encomendem” do texto significa entregar ao cuidado de Deus.
Veja que ele não diz que devemos entregar os nossos corpos, os nossos problemas ou o que ou quem estiver lhe dando causa, senão à nossa própria alma, ou seja, especialmente a nossa mente, que é uma das faculdades da alma, que é a parte mais atingida nestas ocasiões aflitivas.
Ele nos aconselha a deixarmos a nossa mente sob o cuidado de Deus, para que a paz de Cristo possa nos preservar em perfeita tranquilidade de mente – a sua paz sobrenatural que excede todo o entendimento, Fil 4.7, e que nos é comunicada quando nos exercitamos cotidianamente para sermos achados na seguinte condição, apontada pelo apóstolo:
“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.
Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.
Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Fil 4.4-7).
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Ensinados na Própria Pessoa de Jesus Cristo
“Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus,” (Efésios 4.20,21)
Faremos sempre bem em lembrar que o Cristianismo não é uma mera teoria especulativa, para informar a mente, mas uma grande lição prática, para renovar o coração, e nos trazer de volta para o estado de onde havíamos caído.
Os meios que ele prescreve para a realização de seu fim, são, sem dúvida, muito misteriosos; mas ainda, o final é aquele, para o qual os meios são ordenados, e a restauração de nossas almas à imagem divina deve ser a nossa única e constante busca e propósito na religião. Afinal todo o propósito de nossa devoção, segundo a vontade de Deus, tem em vista nos conduzir a uma verdadeira vida santa e piedosa.
E não podemos ter isto à parte de uma plena e íntima comunhão com Cristo e com a sua própria vida divina.
Paulo sempre teve isso em mente. Ele apresenta na visão mais clara, e nas mais brilhantes cores, as maravilhas do amor redentor: ele sempre chega a isto, que devemos afinal, ser santificados pela verdade, e que a verdade deve nos libertar de todos os nossos inimigos espirituais, especialmente aqueles que vivem
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em nós mesmos, na velha natureza corrompida pelo pecado.
O apóstolo nos diz: “vos suplico, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados.", e ainda: "Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,”, Ef 4.17. Como se tivesse dito: “Vocês são melhor instruídos; não podem estar de acordo com as práticas dos gentios; porque não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo a verdade em Jesus.
O cristão tem sido instruído pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Há um ensino que procede do próprio Cristo.
Há um aprendizado que temos na leitura das Escrituras, porque o próprio Senhor disse aos apóstolos: "Quem vos der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita aquele que me enviou.”, Lucas 10.16. Mas é evidente que muito mais do que isso está contido nas palavras diante de nós; na verdade, aqui há um contraste estabelecido entre aqueles que aprendem pela palavra, ou somente o ensino humano, e aqueles que aprendem do próprio Senhor Jesus Cristo. Este tipo de ensino direto por revelação e inspiração divina ao nosso espírito é, por vezes, atribuído na Escritura, ao Pai: "Todo homem que tem ouvido e aprendido do Pai, vem a mim”, João 6.45. Outras vezes é atribuído ao Filho:
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"Ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”, Mat 11.27. E também é atribuído ao Espírito Santo: "O Consolador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas.”, João 14.26.
Mas a verdade é a mesma, uma vez que, seja o Pai ou o Filho, que nos instruam, é sempre pela atuação do Espírito Santo.
Dizer exatamente como Cristo nos ensina, está além do nosso poder, mas isto é feito por nos abrir as Escrituras, e por nos dar uma percepção espiritual das verdades nelas contidas; conforme o Espírito Santo exerce a sua influencia sobre o nosso espírito.
O apóstolo nos diz que esta educação do cristão não é como o estado do mundo gentio que é horrível ao extremo. Ainda que haja alguma boa conduta de uns poucos entre eles, a grande massa é alienada de todo o bem, e viciada em todos os males.
Quanto a Deus, eles não o conhecem, nem têm qualquer desejo de conhecê-lo. Suas mentes estão completamente alienadas de cada coisa que Deus aprovaria; eles não têm disposição, senão para as vaidades deste mundo corrompido.
Mas os verdadeiros cristãos são de espírito muito diferente, como diz o apóstolo: "Vós não aprendestes assim a Cristo." Não, de fato, o verdadeiro cristão não tem aprendido assim a Cristo; ele não pode "correr na dissolução
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desenfreada" que os ímpios costumam fazer, nem irá estar conformado, em quaisquer daquelas vaidades do mundo ao seu redor. Ele "sai do mundo, e é separado, e não estaria disposto a tocar em coisas impuras"; muito menos deleitar-se em todo tipo de impureza.
O cristão, que realmente tem ouvido a Cristo, e foi ensinado por ele segundo a verdade que está em Jesus, vai aderir a esta verdade; e se esforçará com o fim de ver cumprida plenamente nele, o fim pelo qual Jesus encarnou, morreu e ressuscitou. Ele verá como a verdade foi exemplificada em Jesus, e se esforçará para andar assim como ele andou. Ele não se contentará com qualquer mudança em sua conduta exterior; e procurará ser uma nova criatura, andando na novidade de vida que há em Jesus, e da qual temos aprendido.
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Vontade e Inclinação Moral e Espiritual
Por vontade entendemos muito mais do que a faculdade da mente humana em fazer escolhas e tomar decisões, porque a vontade não é um poder soberano em nós, uma vez que pode ser influenciada por diversos fatores que pesarão preponderantemente em muitas das nossas escolhas e decisões, que apesar de serem o fruto do exercício de nossa vontade, pode-se dizer das mesmas que foram involuntárias, em diversas situações, ou seja, quando não nos achávamos no domínio pleno destas escolhas e decisões.
Daí termos associado à vontade, a nossa inclinação moral e espiritual, porque por um conjunto de fatores que não chegamos a compreender muito bem, há toda uma disposição diferenciada de pessoa para pessoa para pender para os mais diversos tipos de ânimo, espírito, temperamento, humor, padrões de obediência e de rebelião, enfim, de todo o somatório de poderes que operam na mente, no espírito e corpo de cada pessoa, e que determinam o seu pendor ou inclinação moral e espiritual.
De um modo geral, toda a humanidade se encontra naturalmente indisposta para as coisas espirituais, celestiais e divinas, e isto configura, na verdade, um estado de inimizade e oposição a tudo o que se refira efetivamente à vontade de Deus e seus mandamentos.
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Mas, mesmo neste caso, alguns possuem um pendor natural para as coisas que são consideradas comportamentalmente aprovadas pela sociedade, e outros que vão na direção contrária a isto. E nem sempre uma chamada boa educação pode responder sozinha para a determinação de um bom comportamento.
Há vários fatores intrínsecos formadores da própria personalidade que preponderam sobre tudo o mais que se possa fazer de esforço para melhorar o procedimento daqueles que costumam fazer um uso inadequado da vontade por seguirem inclinações perniciosas inerentes à sua própria constituição interior.
Pessoas há que simplesmente não se permitem serem amoldadas por boas influências externas, sejam elas de qual natureza forem, naturais ou espirituais. E isto permanece como um grande mistério até hoje para todos nós, porque sucede assim.
Deus, que é o criador de tudo e de todos, não criou qualquer tipo de mal moral ou espiritual.
Portanto, não se pode atribuir isto a uma falha de fabricação, mas a um fator estranho que se introduziu não somente na criação dos homens, como também na dos anjos que se transformaram em demônios, porque sendo ambos seres morais, dotados de vontade própria, escolheram e se inclinaram para longe de Deus e do padrão de vida e de comportamento que nele existem e que dele
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emanam para todas as suas criaturas que lhe são obedientes.
Mas, no melhor dos homens, em razão da inimizade natural pecaminosa que há em todos, há a necessidade de nos esforçarmos para nos inclinarmos para as coisas que são de Deus, segundo o pendor do Espírito Santo, para que possamos ter a nossa vontade sendo dirigida pela boa, perfeita e agradável vontade de Deus, em tudo o que é justo e santo, Rom 8.6-13; 12.1,2.
Assim, bem irá ao que se arrepender e se humilhar diante de Deus reconhecendo a sua plena dependência dele para tudo o que é bom e aprovado, uma vez observadas todas as limitações e dificuldades a que estamos naturalmente expostos.
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A Ele Toda a Honra e Glória
É principalmente na obra de pregação e ensino do Evangelho que devemos aplicar a nós mesmos a ordenança prescrita por Cristo de tudo fazer para a glória de Deus, de modo que não sejamos vistos pelos homens, não sabendo a mão esquerda o que fez a direita, Mt 6.3.
E por que isto?
Especialmente pelo motivo de que é Cristo que deve aparecer em tudo e não nós.
E quanto ao próprio Cristo, não podemos esquecer que importa agora ser apenas conhecido em espírito - tanto Ele quanto Deus Pai, por meio de revelação do Espírito Santo ao nosso espírito.
Se tudo o que fizermos, falarmos e escrevermos em relação ao evangelho tiver por propósito o desejo de aparecermos, como se fôssemos estrelas da mídia, estaremos incorrendo em grave pecado, porque afinal ocultaremos a glória de Deus, e na verdade, não haverá qualquer glória para ser exibida, porque Ele não se revelará aos que assim procedem.
Não admira que mesmo em seu ministério terreno, nosso Senhor sempre pedia que houvesse discrição em relação às coisas que fazia e ensinava, para que não fosse procurado por interesses egoístas.
Deus não quer enganar a ninguém e também não quer ser enganado quanto a um falso conhecimento pessoal.
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Ele fez a promessa de que todos os que atraísse a Cristo o conheceriam, desde o menor até ao maior deles, Jeremias 31.34, isto porque todo conhecimento real de Deus sempre será feito de modo espiritual, e por conseguinte, invisivelmente.
Nisto reside uma grande glória ao poder do Senhor, porque tem sido adorado e servido por milhões e milhões de pessoas ao longo da história da humanidade, apesar de não aparecer visivelmente aos que se convertem a Jesus, com o intuito de convencê-los da sua existência e realidade.
A grande glória que é dada à fé que ele nos concede como um dom está em que creiamos e conheçamos sem que o tenhamos visto com os olhos da carne.
Uma multidão inumerável está sendo reunida a ele por este meio e será manifestada na glória celestial por ocasião do arrebatamento da Igreja, quando tanto os crentes que já morreram e os que continuam sobre a Terra serão reunidos para sempre em um só rebanho com um só Pastor.
Portanto, desapareçamos nós, e que Cristo apareça. Que não sejamos uma espécie de barreira que impeça o conhecimento dAquele que importa ser conhecido, por uma exibição pessoal de nós mesmos e dos nossos dons.
Falemos com humildade de Cristo, escrevamos sobre Cristo, exaltemos somente a Cristo, e não nos importemos com o julgamento injusto que
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possam fazer de nós, quanto a assim procedermos por pensarem que está almejando obter algum tipo de fama, porque Deus é o único juiz perfeito das intenções de nossos corações e do nosso procedimento.
Ele sabe perfeitamente que preferiríamos ser amaldiçoados para sempre do que pensar em furtar algo da glória que é totalmente devida a ele, por nós, míseros e necessitados pecadores da maravilhosa graça de Jesus.
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O Mistério da Iniquidade – São Todos os Evangélicos Exploradores?
Como se sentem os médicos que são profissionais corretos, probos, honestos, competentes, quando ouvem alguém dizer que todos os médicos são exploradores e maus?
De igual modo, como se sentem os pastores que são santos, fiéis, honestos, e em tudo irrepreensíveis, segundo a norma bíblica, quando ouvem muitos afirmando que todos os evangélicos são um bando de exploradores e insensatos?
Eu respondo, por este segundo grupo, que é algo triste e duro de ser ouvido, porque não corresponde à verdade de modo geral, ainda que deve ser admitido que tanto no caso de médicos, ou de quaisquer outros profissionais, e de pastores, que sempre houve e haverá o joio entre eles.
Todavia, isto deve ser encarado como um fato, uma realidade já conhecida e prevista nos conselhos de Deus, pois que Ele mesmo permite que haja o erro e os escândalos (tropeços à fé) por parte destes que não se encontram a seu serviço, mas a serviço de Satanás, para que a fé dos que são aprovados seja revelada em meio aos que vivem no erro, como afirma o apóstolo Paulo em I Cor 11.19.
Não é portanto, algo surpreendente, que os que ocupam a maior parte do espaço da mídia televisiva sejam exatamente estes que
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produzem escândalos, não somente em nosso país como em todo o mundo, especialmente nos EUA, com o assim chamado e falso evangelho da prosperidade material, e pelo tráfico de promessas de curas e toda sorte resolução de problemas associados não à graça dada liberalmente e à mera fé, senão a determinadas obrigações e sacrifícios a serem feitos pelos seus ouvintes e seguidores.
E quanto a isto cabe ressaltar que o propósito principal da fé é a salvação da alma, e não a resolução de problemas temporais, os quais a propósito serão resolvidos ou não segundo a sabedoria e soberania de Deus, que usa as tribulações para o aperfeiçoamento da fé, conforme está fartamente revelado na Bíblia.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse que importava que viessem tais escândalos ao mundo, mas ai daqueles pelos quais eles viessem, porque estariam debaixo de um grande juízo de Deus, a ser revelado no tempo do fim.
E quanto aos seus seguidores, destes se afirma que os tais falsos ministros lhes são enviados porque insistiram em dar crédito à mentira e não à verdade. Então receberam o que queriam, e sobre eles também será manifestado o juízo divino no tempo oportuno. Não são portanto, em sua grande maioria, apenas vítimas que são exploradas financeiramente ou de qualquer outro modo por estes oportunistas interesseiros, mas têm neles o juízo divino
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manifestado em suas vidas por não amarem a Cristo e o evangelho verdadeiro.
Por outro lado, os que se opõem a todo este erro, que a Bíblia chama de mistério da iniquidade, e que no entanto, o fazem para justificar o ódio que sentem por Cristo, pelo seu Evangelho e pelos cristãos, estão também debaixo de um juízo, não simplesmente por generalizarem os seus julgamentos e assim serem injustos em relação aos que são fiéis e verdadeiros em sua piedade, mas, em razão da dureza de seus corações, que não lhes permite abraçarem a salvação que estaria também reservada para eles em Cristo Jesus, caso se arrependessem do pecado e cressem no Jesus da Bíblia, e não neste falso Jesus do qual muitos fazem ousadas asseverações, conforme o dizer do apóstolo Pedro em relação a eles em sua segunda epístola.
O valoroso e fiel servo do Deus vivo, Pr David Wilkerson, que partiu para a glória celestial recentemente, assim se expressou sobre este assunto em um de seus sermões:
“O apóstolo Paulo fala de duas coisas assustadoras que atingirão a Igreja um pouco antes da volta de Jesus. Em verdade, o Senhor não voltará até que estas duas coisas terríveis aconteçam. E eu desejo lhes mostrar, que ambas as coisas estão acontecendo agora mesmo - bem diante dos nossos olhos!
Primeiro, Paulo nos diz que nos últimos dias haverá uma grande apostasia. E segundo, ele
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previne que um maligno espírito anticristo alcançará muitos cristãos que estão mudando de lado (apostasia)! (II Tes 2.1-12).
Tão certo como é o fato de ter Cristo nos dado o Seu Espírito, há um espírito anticristo possuindo muitos cristãos apóstatas. E este espírito está em ação no mundo - preparando corações para a vinda do Homem da Iniquidade!
"...este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo" (I Jo 4:3).
João está dizendo aqui: "Vocês ouviram a respeito da vinda do Anticristo. Isto tem sido pregado e ensinado, e vocês esperam a sua chegada. Mas, amados, acordem - porque o espírito do Anticristo já está em ação!".
É preciso entender: o Anticristo não vai aparecer de súbito em cena, e dominar a humanidade.
Mas em vez disto, o seu espírito está trabalhando de maneira misteriosa neste momento, estabelecendo o seu reino em corações frios e que aceitam soluções conciliatórias.
E quando o Homem da Iniquidade finalmente aparecer, ele será publicamente revelado para um mundo que já estará preparado para ele - para corações que já são possuídos pelo seu espírito!”.
É a isto que Paulo se referiu quando disse que “o mistério da iniquidade já opera”, pois isto vem
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acontecendo desde os seus dias, preparando os corações para a recepção do Anticristo (v. 5).
Jesus alertou sobre os falsos profetas que se levantariam no tempo do fim, e também os apóstolos. Paulo disse que nos últimos dias falsos profetas iriam se infiltrar na Igreja, pregando um outro evangelho e um outro Jesus no verso 7.
João escreveu: Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo... Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora" (I Jo 2:15-18).
O espírito anticristo se opõe a todos que andam junto a Deus. Ele procura os verdadeiros adoradores - porque deseja que a adoração destes seja para ele próprio!
Ele irá lhe atacar com o medo, com a dúvida, com a lascívia - com qualquer coisa que forneça a ele uma via de acesso para lhe impedir o louvor.
Os cristãos desinteressados, ociosos - aqueles que nunca abandonaram os seus pecados, que estão absorvendo as coisas do mundo - não serão capazes de se sustentar nestes últimos dias. Eles serão colhidos pelo mal!
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É por este motivo que Paulo disse que não queria que os tessalonicenses fossem enganados quanto ao tempo da volta do Senhor (v. 3), mas também lhes alertou para que não se deixassem enganar pelo espírito do engano que está operando no mundo e que terá o seu clímax com a manifestação do Anticristo (v. 9).
Engano este que atinge completamente aqueles que perecem, porque não amaram a verdade para serem salvos ( v. 10), antes amaram a mentira.
Estas coisas são permitidas por Deus, isto é, que haja esta operação do erro, de maneira que sejam julgados todos aqueles que não creram na verdade, porque tiveram prazer na injustiça (v. 11, 12). Porque quando não se ama a verdade e não se vive na verdade, a consequência é a de ser enganado aceitando como verdade o que é falso, e é nisto que consiste o engano.
Os verdadeiros cristãos não serão contados nesta condenação porque eles foram escolhidos por Deus desde antes da fundação do mundo para a santificação dos seus espíritos e para terem fé na verdade, e não para viverem na impureza dando crédito à mentira e tendo prazer na injustiça (v. 13).
Ainda que sejam enganados por um período, não poderão permanecer nos enganos, porque o Espírito Santo não permite que os eleitos sejam enganados. Daí quanto a tal possibilidade, nosso Senhor afirmou que se possível fora, como a dizer, não é possível que os eleitos o sejam.
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Por isso Paulo exortou os tessalonicenses a serem constantes na sua firmeza e conservarem tudo o que lhes havia ensinado, quer pessoalmente, quando estivera com eles, quer através de suas epístolas (v. 15).
O Pr David Wilkerson disse o seguinte:
“O espírito de permissividade torna-se mais e mais ousado, e a nossa sociedade está à beira de se tornar um inferno de violência. O espírito anticristo penetra agora em nossas escolas, nossos becos, nossas ruas, em nossos negócios, mesmo em nossos lares. E, tristemente, este mal está rapidamente se mudando para dentro da Igreja.
É exatamente sobre isto que a Bíblia previne - Igrejas com forma de piedade, mas sem poder.
O espírito anticristo passa a morar dentro do coração, quando a verdade de Deus deixa de ser amada ou de ser apropriada. "...não acolheram o amor da verdade..." (2 Tes 2:10).
1. O primeiro sinal de perda do amor pela verdade é quando você deixa de se congregar com os outros cristãos. Se ir à Igreja se torna algo que você faz forçado, então você perdeu o seu amor pela verdade de Deus (Hb 10:25).
Aonde estarão os filhos de Deus, se eles não estão na casa do Senhor? Estão nos restaurantes, nas festas, em eventos sociais, esportivos. Mais do que tudo, estão paralisados diante de suas TVs, assistindo programas com uma perniciosidade cada vez maior!
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2. Um segundo sinal de perda do amor pela verdade é quando as mensagens de reprovação fazem você pensar no pecado de outra pessoa e não no seu.
3. Um terceiro sinal de perda de amor pela verdade é quando a reprovação lhe torna raivoso em vez de tornar-lhe humilde.
Deus declara que a raiva devida à reprimenda, revela abandono da vereda da santidade: "Disciplina rigorosa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá" (Prov 15:10).
Talvez algumas vezes você se afaste de um sermão do tipo reprovador, dizendo:
"Esta palavra foi dura demais. E aquele pregador também é muito zangado! ".
Amado, todo pastor piedoso irá pregar com ira santa. E isto porque ele está irado com o diabo, com o espírito anticristo - irado contra qualquer coisa que desvie a sua alma da verdadeira adoração do Pai!
Em 2 Tes 2:12 Paulo está falando da "loucura do prazer."
Nos últimos tempos, aquelas pessoas que vivem em busca de prazeres, às quais ele se referiu, são encontradas dentro da própria Igreja!
Paulo avisa: "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos,
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enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" (2 Tim. 3:1-4).
Quando Paulo usa a frase: "...mais amigos dos prazeres que amigos de Deus..." ele está sugerindo que estas pessoas possuem certa medida de amor por Deus. Mas este amor é sobrepujado e contaminado por um amor pelos prazeres do mundo. Paulo está falando daqueles que vão no encalço dos prazeres de iniquidade!
Amado, se você conserva o seu coração aberto à verdade - se você continua a amar a Palavra de Deus - o Senhor o estabelecerá. E quando o maligno espírito deste mundo chegar como em torrentes, Satanás estará incapacitado para construir uma via de entrada para dentro de seu coração (Salmo 125:1-3).
Você não será abalado, porque estará firmemente estabelecido sobre a verdade da Palavra de Deus. Você será encontrado na casa de Deus, adorando com um coração puro. E a sua fé vencerá tudo aquilo que o inimigo trouxer contra você - porque Jesus está assentado sobre o trono do seu coração.”
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Como Amar o Cristo Invisível
Nunca será demais sempre recordarmos que o Deus único e verdadeiro que servimos é invisível, e que todas as realidades espirituais relativas ao seu reino são também invisíveis.
A fé não necessita de qualquer apoio visível para ser firmada e aumentada, ao contrário, as coisas visíveis em relação à fé tendem à idolatria, e por conseguinte, a extingui-la.
Amamos o Cristo invisível, disse o apóstolo Pedro, I Pe 1.7,8.
Moisés declarou expressamente que o povo de Israel não havia visto qualquer aparência de Deus quando ele entrou em aliança com eles no Monte Sinai, de modo a desencorajá-los de qualquer adoração que não fosse dirigida exclusivamente à Sua pessoa, Deut 4.12,15.
Nosso Senhor deu a seguinte ordenança à sua Igreja:
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.” (Mat 28.19,20a)
O discipulado é para Cristo e não para os próprios ministros. Ninguém deve fazer discípulos para si mesmo, e nem lhes ensinar para a própria conveniência e interesse, senão fazer discípulos para Cristo em relação a tudo o que ele nos tem ordenado na Sua Palavra para ser guardado por nós.
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É portanto lamentável que tantos incentivem pessoas a serem suas seguidoras, por saberem dessa fraqueza da natureza carnal humana de buscar apoio no que é visível para o exercício de sua devoção religiosa.
É um triste engano pensar que é mais conveniente firmar a fé em pessoas, porque são visíveis, do que em Cristo, que não vemos com os olhos da carne, e que pode ser somente conhecido em espírito com os olhos da fé.
Por isso os próprios apóstolos de Cristo se afadigavam no ensino da Palavra de Deus, porque sabiam o quão danoso seria para os cristãos tornarem-se, eles próprios, o fundamento da sua fé. O que eles fizeram deve ser imitado por todos os ministros do Senhor, que têm o dever de se afadigarem na Palavra para apresentarem ao povo somente a Cristo, e este crucificado.
Não é nossa missão apresentarmo-nos a nós mesmos, senão somente Aquele que morreu e ressuscitou por nós.
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Sem Invasão de Privacidade
Se há alguém em todo o universo que detém o direito de invadir a privacidade de qualquer pessoa, este é o Deus criador, até mesmo porque não pode deixar de fazê-lo, caso contrário, todos pereceriam, uma vez que dependemos inteiramente da Sua proteção e cuidados providenciais para continuarmos existindo, e não somente nós, como também tudo o que Ele criou.
Todavia, este direito não foi transferido por Ele a qualquer de suas criaturas, quer sejam anjos, quer sejam homens.
Por isso, até mesmo a pregação do Evangelho, da qual estão encarregados todos aqueles que creem em Cristo, pelo próprio Deus, deve ser feita sem invadir a privacidade de qualquer pessoa.
Isto porque o próprio Deus atrairá a Si aqueles que Ele perfeitamente conhece em sua presciência, que atenderão ao convite do Evangelho.
Assim, a publicação de livros, de uso da televisão ou da Internet, entre outros veículos de comunicação, e especialmente de congregações, para a divulgação do Evangelho, não configuram uma invasão de privacidade porque ninguém está obrigado a ler, ouvir ou ver, caso não o deseje.
Mesmo no caso das redes sociais, onde mensagens bíblicas são postadas, há pelo menos
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duas alternativas para quem não as deseje: ou se oculta a mensagem, ou se exclui do rol de amigos aquele que as tem postado. Mesmo não se optando por um ou outro expediente, para não ferir suscetibilidades, ou criar possíveis constrangimentos, basta não ler, ver ou ouvir.
Agora, silenciar a voz de Deus através da Sua Palavra revelada – a Bíblia. Descumprir o mandamento que é para o bem eterno da própria humanidade, isto seria no mínimo, desonesto, infiel, insensível e irresponsável, por parte daqueles que conhecem a Cristo, porque não há nenhum outro meio pelo qual importa que sejamos salvos, a não ser o de se dar crédito à Palavra de Jesus no Evangelho.
Isto o tempo revelará como verdadeiro a par de tantos o ignorarem ou mesmo rejeitarem.
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Ai de Nós se Não Pregarmos o Evangelho
“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (II Cor 5.15)
Se um morreu por todos, e para que tenham vida aqueles que forem pela verdade, entre estes que estão mortos, e como este milagre de vivificação deve ser feito através da pregação do evangelho, então é dever de todos os que foram assim vivificados, não viverem mais para si mesmos, senão para o Senhor Jesus que deu sua vida por eles em Sua morte de cruz.
E este modo de viver para Ele implica em que se apliquem a resgatarem pelo Evangelho, outros que se encontram ainda mortos em delitos e pecados, tanto quanto eles haviam estado no passado.
É principalmente para este propósito de resgatar almas das garras da morte espiritual que ainda permanecem neste mundo dando testemunho da vida que há em Cristo.
Por isso o apóstolo disse: “Ai de mim se não pregar o Evangelho.”
E juntamente com ele dizemos: “Ai de nós se não o pregarmos.”
Este é o maior dever que pesa sobre nós enquanto estivermos neste mundo, porque Deus o amou de tal maneira que deu o Seu Filho
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Unigênito para que aqueles que nele creem não pereçam, mas tenham a vida eterna.
Se não proclamamos o Evangelho, se nada fazemos neste sentido, somos infiéis diante do Senhor, pelo descumprimento do grande dever que Ele incumbiu a todos os que nele têm crido.
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Porque Deus Não Aparece de Forma Visível
É uma grande acusação injusta afirmar que Deus criou o mundo e que deixou a todos entregues à própria sorte.
Uma terrível dúvida permeia as mentes mais esclarecidas quanto até mesmo sobre a existência de Deus, debaixo do seguinte raciocínio: “Se ele fosse real ele faria questão de aparecer em pessoa, para nos convencer de que é de fato uma pessoa real.”
Dizemos que há grande injustiça em tudo isto porque se Deus não se fizesse presente no mundo, especialmente pelas operações de Deus Espírito Santo, já não haveria qualquer criatura sobre a Terra, porque certamente o pecado e o diabo a tudo já teriam destruído há muito tempo.
Como a quase totalidade das operações do Espírito Santo são invisíveis, sobretudo nos corações, por conseguinte, somente aqueles que andam em comunhão com Ele em espírito podem discernir o Seu trabalho divino, para que tanto Deus Pai, quanto Deus Filho sejam glorificados.
Onde o coração não é convertido à verdade, o Espírito Santo realiza um trabalho de frear o avanço da iniquidade, especialmente naqueles que não têm amor a Deus.
Não seria por aparições visíveis da pessoa de Deus que nossos corações seriam transformados segundo a Sua vontade. Tanto
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isto é verdadeiro, que quando o Filho Unigênito de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, andou neste mundo fazendo o bem por toda a parte, teve poucos que o seguiram, e homens ímpios acabaram por conduzi-lo à morte de cruz.
Cumprido o tempo determinado, Deus terá concluído o trabalho da formação de uma nova criação, especialmente pela reunião de todos aqueles, que em todas as gerações, se converteram a Ele e que o conheceram do modo pelo qual importa ser conhecido, a saber, em espírito, porque Ele é espírito.
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Porque Deveria Ser Escrito no Coração
Sabendo o Senhor, desde o princípio, que o coração do homem jamais poderia obedecer aos seus mandamentos, senão por uma aplicação da lei diretamente no próprio coração, por uma recepção voluntária deste, Ele escreveu a primeira aliança feita com aqueles que seriam parte do seu povo, não nas tábuas do coração humano, mas em tábuas de pedra.
Com isto, pretendia demonstrar, com aquela primeira aliança feita com os israelitas, através da mediação de Moisés, quão ineficaz é esperar que haja uma obediência voluntária e prazerosa em se cumprir Seus mandamentos, quando a Lei é simplesmente apresentada àqueles que têm o dever de obedecê-la.
Em suas sucessivas gerações, os israelitas descumpriram a Lei de todas as formas imagináveis. E não somente a descumpriram, como também não chegaram a conhecê-la de modo adequado, e chegaram até mesmo a esquecê-la.
Assim, o único modo pelo qual a Lei pode ser estimada e guardada, foi reservado por Deus para a nova aliança que faria com as pessoas do Seu povo, através da mediação de Jesus Cristo.
E o fizera mediante o cumprimento de uma promessa feita desde os dias do Velho Testamento, como podemos ver por exemplo em Jeremias 31.31-33:
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“Jer 31:31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
Jer 31:32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR.
Jer 31:33 Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.”
Em um dos seus textos, Charles Haddon Spurgeon, assim se expressou a respeito deste assunto:
“Os homens podem ser intimidados pelo poder, mas eles só podem ser convertidos pelo amor. A espada da justiça tem menos poder sobre o coração humano do que o cetro da misericórdia. Além disso para preservar essa Lei, o próprio Deus a inscreveu em duas tábuas de pedra e deu os mandamentos pelas mãos de Moisés. Que tesouro!... Mas estas leis sobre pedra não foram mantidas, nem as pedras, nem as leis eram reverenciadas.
Quando Moisés desceu do monte com as tábuas de valor inestimável em suas mãos, viu as pessoas totalmente entregues à idolatria, em sua indignação, ele jogou as tábuas no chão e as quebrou... quando viu como o povo as tinha
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espiritualmente quebrado e violado toda a Palavra do Altíssimo! De tudo isso deduzo que a lei nunca é realmente obedecida como o resultado de temor servil. Você pode pregar sobre a ira de Deus e os terrores do mundo vindouro, mas isto não conduz o coração à obediência fiel. É necessário, para outros fins, que o homem deve saber sobre a determinação de Deus para punir o pecado, mas o coração não é, por esse fato, ganho para a virtude. O homem se revolta ainda mais teimosamente quanto mais lhe é ordenado, mais ele se rebela!
O Decálogo nas paredes da Igreja e em seu culto diário tem a sua utilidade, mas nunca pode ser operativo na vida dos homens até que ele também seja escrito em seus corações. Tábuas de pedra são duras e os homens acham a obediência à lei de Deus como sendo uma coisa difícil, os mandamentos são considerados de pedra, enquanto o coração é de pedra e os homens se endurecem, porque o caminho do preceito é difícil para as suas mentes frias.
Pedras são proverbialmente frias e a Lei parece uma coisa que dá calafrios, pelas quais não temos amor, enquanto o apelo é para os nossos temores.
Tábuas de pedra, embora aparentemente duráveis, podem ser quebradas facilmente, e por isso os mandamentos de Deus são, de fato, quebrados todos os dias por nós.
Aqueles que têm o mais claro conhecimento da vontade de Deus, no entanto, a ofendem e agem
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contra ela. Contanto que eles nada tenham para mantê-los sob controle, senão um temor servil do castigo, ou uma esperança egoísta de recompensa, eles não prestam uma observância fiel aos preceitos do Senhor!”
Portanto, há a necessidade que a Lei de Deus seja escrita nos corações, mas não em corações de pedra, que podem ser quebrados pelo pecado juntamente com a Lei, mas em corações de carne, e daí temos também a promessa feita por Deus pelo profeta Ezequiel:
“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ez 36.26,27)
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Perdoa as Nossas Iniquidades e dos Nossos Pecados Jamais se Lembrará
“Não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o SENHOR, seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei.” (Números 23.21)
Quando a impiedade mundana, representada no príncipe midianita chamado Balaque, se levantou para que o povo de Deus fosse amaldiçoado, Deus fez com que, mesmo pela boca de um falso profeta – Balaão – fosse proclamada a verdade de que o seu povo é um povo para sempre abençoado na união com o seu Rei – Cristo.
Um povo que ninguém poderá ter eficácia em suas maldições dirigidas contra ele, e nem o próprio Deus jamais o amaldiçoará, porque Jesus se fez maldição no lugar deles, para que fossem resgatados da maldição da Lei para todo o sempre.
Foi por causa da justificação que é tão somente pela graça, mediante a fé, que eles alcançaram esta bênção perpétua.
E comprova, o não serem mais amaldiçoados para uma condenação eterna e que o foram exclusivamente pela graça de Jesus e por nenhum mérito neles próprios, o fato de que em sua grande maioria não chegam a ser confirmados em toda boa palavra e boa obra (2
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Tes 2.17), conforme a trindade divina neles opera visando a tal propósito.
Deus os salvou e os conduzirá à glória celestial, e completará o trabalho de aperfeiçoamento em santificação neles iniciado, ainda que seja quando entrarem no céu.
Mas quanto entristece ao Espírito Santo que haja tantos crentes descuidados com a sua salvação, e que não a desenvolvem com temor e tremor, por não permitirem que Deus opere neles tanto o querer quanto o efetuar.
É lamentável a negligência, a indiferença e a insensibilidade que muitos manifestam contra Cristo e os Seus mandamentos. Não têm fome e sede de justiça. Foram salvos mas parecem ainda pertencer ao mundo, pois não se vê neles a graça crescendo em graus, em verdadeira transformação de seu modo de agir, pensar e falar.
Ainda que estejam debaixo de uma sadia ministração do evangelho verdadeiro, isto não chega a lhes atingir, porque seus corações são frios, carnais e mundanos.
E quando são despertados pela oração intercessória em favor deles, a sua devoção ao Senhor dura apenas um breve momento, e logo retornam ao seu antigo modo de vida, porque não perseveram na comunhão dos santos e na prática dos deveres espirituais da oração, da meditação da Palavra, da vigilância contra o pecado e contra as tentações do Inimigo.
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À medida que o tempo passa, mais tem caminhado a Igreja de nossos dias para a grande e final apostasia que precipitará o surgimento do Anticristo e a volta do Senhor.
Graças a Deus por sua grande misericórdia e graça, porque se dependesse da nossa confirmação na verdade, na justiça e na santidade, quantos não ficariam fora do céu? E como poderia ser dito deles que Deus “não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel”?
Não abusemos portanto da Sua misericórdia e longanimidade, porque apesar de muitos serem salvos como que pelo fogo, todavia, há grandes danos para aqueles cujas obras não permanecerem e que forem queimadas pelo fogo que Deus usa para provar a genuinidade delas.
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Sem Amar Não Somos Reais
“Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.” (1 Coríntios 13:2)
O que se afirma nestes dois textos é que sem amar não somos reais.
Sem o amor em nós nada somos.
Por que isto? Porque fomos criados para sermos como Deus em santidade e em amor. Deus é o eterno Eu Sou porque é amor.
Então é o amor de Deus em nós que nos torna reais, porque é somente assim que podemos existir em conformidade com o seu propósito eterno em relação a nós. Sem este amor somos apenas uma pálida e evanescente imagem daquilo que deveríamos ser.
Não é muito difícil aceitar ou entender esta verdade, porque onde o amor não reina, o que reina é a morte e a destruição - destruição de bons sentimentos, de bons pensamentos, de bons propósitos, de relacionamentos harmônicos, enfim de tudo o que é verdadeiramente bom e permanente.
Então afirma o apóstolo João que aquele que não ama permanece morto espiritualmente - morto para Deus, morto para a possibilidade de viver em união com todos os demais que também amam.
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Feliz é Aquele que Muda
Sim. Quem muda para melhor segundo à imagem de Cristo.
Nosso Senhor é imutável. É o mesmo ontem, hoje e para todo o sempre, porque sempre habitou nele a plenitude da perfeição.
Mas, nós, pecadores, somos convocados por Deus a sermos transformados de fé em fé, de glória em glória, porque importa que sejamos mudados em tudo.
Temos uma natureza pecaminosa da qual devemos nos despojar e nos revestir cada vez mais da nova natureza recebida na conversão.
Assim, bem-aventurado é aquele que cresce na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, e quando isto pode ser constatado na experiência cotidiana de sua vida.
Devemos ser os mesmos em relação às coisas que em nós, são boas para a santificação, mas mesmo nestas coisas, importa que continuemos mudando em graus de maior crescimento, até que cheguemos à estatura de varão perfeito, conforme é do propósito de Deus.
Não deveríamos nos gloriar portanto em sermos a mesma pessoa de sempre, com seus antigos modos de vida e formas de pensamento, porque importa mudarmos - e quanto importa! para que sejamos aprovados por Deus.
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Deus é Paciente, mas Nunca Indiferente
Devemos evitar uma longa permanência na prática de qualquer pecado conhecido, porque há limites na paciência de Deus. A longanimidade de Deus aguarda por um tempo para que haja o esperado arrependimento (1 Pe 3.20; 2 Pe 3.9).
Deus jamais deixará de ser longânimo (tardio em se irar) por exercer os seus juízos, porque permanece com o seu atributo da longanimidade agindo em relação a muitos outros que o provocam com a prática deliberada do pecado, enquanto suspende, segundo a sua própria soberania e autoridade, a longanimidade em relação a alguns que sofrem da sua parte uma rejeição final e fatal, que os conduzirá a uma condenação eterna.
Quando o rei Herodes ordenou a morte do apóstolo Tiago, irmão de João, pela sua espada sedenta do sangue dos justos, Deus não lhe trouxe qualquer juízo imediato, mas quando depois, discursava aos judeus, se apresentando a eles como se fosse o próprio Deus, partiu deste um juízo de morte terrível, no qual ele foi consumido ainda vivo, enquanto falava, pelos vermes. E não padece qualquer dúvida que seu espírito desceu ao Hades, em cadeias eternas.
Bem-aventados portanto, são todos aqueles que não abusam da longanimidade de Deus, e que têm o temor que lhe é devido, de modo a não
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viverem no pecado, por recorrerem à graça de Jesus, a qual Deus concede, por misericórdia, a todos os que lhe temem e obedecem.
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Vontade Instruída e Bem Conduzida
“Porque Deus é o que opera em vós o querer e o realizar segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2.13)
Vem de Deus o nosso poder para trabalhar para ele, mas sobretudo o poder que opera a nossa transformação.
Ele conduz a nossa própria vontade iluminando o nosso entendimento e criando em nós uma santa disposição para buscar o que é justo e aprovado diante dele.
E tudo isto é feito segundo a sua própria graça e vontade, conforme lhe apraz.
A salvação da nossa alma da condenação eterna, para a vida eterna com Deus, foi iniciada na conversão a Cristo, mas cumpre que seja desenvolvida em crescimento em graus de graça e glória, pelo aperfeiçoamento de nossa vontade e de todos os demais poderes e faculdades de nossas almas e espíritos, que tendo já sido direcionados para Deus e o seu querer quando nos convertemos, importa que sejam desenvolvidos pelo poder do Espírito Santo nos instruindo em toda a vontade de Deus, conforme se encontra revelada em sua Palavra.
Deus nos instrui todo o tempo na Bíblia quanto a esta necessidade que temos do Seu trabalho de aperfeiçoamento da nova vida que obtivemos por meio da fé em Jesus Cristo.
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Se nos falta este entendimento, dificilmente faremos progresso na vida cristã, conforme é do desejo de Deus.
Não podemos crescer senão pela santificação na verdade, João 17.17, pela qual nosso Senhor intercedeu em favor de todos os cristãos.
Por pressuposto, se não habita qualquer bem na nossa carne, e como ela é fraca e incapaz de cumprir o propósito divino, Mateus 26.41, de modo que de nós mesmos não podemos realizar o bem que queremos, Romanos 7, então dependemos inteiramente da operação da graça de Jesus em nós, e reconheceremos mais e mais que todo e qualquer bem que façamos ou que esteja em nós, é sempre fruto da ação de Deus; ação esta que é realizada tanto em nós, quanto por nós.
Assim, a obra de Deus no cristão é poderosa e determina a nossa vontade, sem eliminá-la. Deus faz com que o nosso querer seja o seu querer, não por imposição, mas por nos instruir e capacitar quanto ao que é realmente bom para nós e para tudo aquilo que é útil e proveitoso, especialmente em sentido espiritual e eterno.
O trabalho de Deus é feito no nosso interior, mas não sem a nossa participação, sobretudo pela renovação da nossa mente.
Então somos libertados do mal, e nos tornamos livres para fazer o bem que é definido segundo o padrão divino.
Para tanto, depois que somos transformados na conversão, Deus continua nos concedendo a
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graça que é suficiente e necessária para nos manter firmados na verdade, enquanto crescemos na graça e no conhecimento de Cristo.
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Revestindo-se do Pensamento de Tudo Vencer
Na vida cristã sempre nos depararemos com muitas tentações para ficarmos desanimados, quer sejam de natureza exterior, quer interior, e assim, se pretendemos perseverar na fé em nossa jornada, devemos nos revestir do pensamento que não permitiremos que nenhum temor nos paralise, de modo que não sejamos impedidos de cumprir nossos deveres para com Deus. Que seremos pacientes e esperaremos nele em todas as circunstâncias, porque sabemos que é somente por meio da sua graça que podemos triunfar sobre tudo o que se levanta contra nós, até mesmo no nosso interior.
“Heb 10:23 Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.”
“Heb 12.1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que
Heb 12:2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.”
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Importa que não desfaleçamos por falta de fé no Senhor; e consequentemente pela falta de sua graça em nós. Porque o que fez a promessa da colheita é fiel, e ceifaremos certamente todo o bem que tivermos semeado em nossa diligência e perseverança.
“Gál 6:8 Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
Gál 6:9 E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.”
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Ai de Nós se Ele Não nos Ajudasse a Crer!
A grande prova real do amor de Jesus para conosco está em que somos fracos demais para podermos crer nele de nós mesmos, a fim de alcançarmos a salvação da nossa alma dos grilhões do pecado e do diabo em que ela naturalmente se encontra.
Então é pela manifestação, pela revelação do seu poder operante espiritual em nós, abrindo os nossos olhos da fé para vê-lo, e os nossos corações para recebê-lo, o único modo pelo qual podemos ser alcançados por ele, para participarmos da sua própria vida.
Quão grande certeza passamos a ter da sua pessoal real e viva desde o momento em que ele passa a se manifestar em nós.
E tudo isto, alcançamos somente pelo arrependimento e pela fé nele, e por nada mais.
João 14.21: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.”
João 14.23: “Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.”
Leiamos portanto a Bíblia com espírito reverente, e nos esforcemos para lançar longe
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de nós toda dúvida quanto a qualquer ensino de Jesus, pois é dando crédito à Sua Palavra, observando-a e guardando-a que ele se manifesta a nós, levando-nos a experimentar não somente as verdades que dele se afirmam na Palavra, como também e principalmente a sua própria pessoa.
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A Verdade Viva
Quando se diz na Bíblia que devemos andar na verdade, o que está em foco não é meramente a verdade moral, ou ainda o dito que corresponda à realidade de fatos e coisas, mas andarmos no caminho em que nos assemelhemos à pessoa de Jesus, em nossos pensamentos, atitudes e ações, pois ele definiu a verdade como sendo a sua própria pessoa, João 14.6.
Não se trata portanto de afirmar simplesmente que dois mais dois são quatro e não cinco, ou que aquilo que é verde é de fato verde e não vermelho. Mas, em sermos santos assim como Cristo é santo. Em sermos longânimos assim como ele é longânimo; e também perdoadores, mansos, humildes, fiéis, benignos, e tudo o mais que se encontra em perfeição na pessoa de Jesus.
Por isso nosso Senhor quando afirmou ser ele o caminho, acrescentou ser também a verdade e a vida; pois os três estão intimamente ligados em relações de causa e efeito.
Ele é o caminho que conduz à vida espiritual e eterna, e esta vida está fundamentada na verdade relativa a tudo o que se encontra nele, e não em outros caminhos diferentes onde há falsidades que procuram apresentar-se como verdades relativas à vida, e que não passam, todos eles, de caminhos de morte, e não de vida.
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“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.31,32).
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8.36)
Os laços de morte espiritual nos quais estamos naturalmente presos só podem ser desatados quando estamos unidos a Jesus, porque é nele, e somente por ele, que podemos viver do modo santo que é agradável a Deus, uma vez tendo sido regenerados e santificados pelo poder do Espírito Santo.
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Lapidar um Diamante Exige um Trabalho Paciente
“Estou muito aflito; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra.” (Salmo 119.107)
As aflições são um meio de cura necessário para o pecado. "Todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que produza mais fruto ainda.", João 15.2.
Especialmente aqueles que se consagram a Deus e que são usados por ele necessitam de aflições para que não fiquem inchados pelo orgulho e vaidade, de modo que possam ser mantidos humildes diante de Deus e dos homens. Por isso Paulo aprendeu a ser grato pelos espinhos na carne, 2 Cor 12.7.
É muito instrutivo observar que o salmista não clama por libertação imediata da sua aflição em seu clamor dirigido a Deus, antes, lhe pediu para ser vivificado segundo a sua Palavra divina.
Os que têm sido experimentados nisto sabem muito bem que o primeiro e grande efeito das aflições é o de tentar afastar o nosso espírito e nossos pensamentos da alegria e comunhão que vínhamos mantendo com Deus. Não há portanto outro meio para sermos firmados nesta alegria e comunhão quando o vento da tempestade da aflição está sobre nós, senão, não apenas em nos refugiarmos nas boas promessas da Palavra de Deus para nós, como também em sermos vivificados nas convicções já aprendidas acerca de tudo o que temos herdado em Cristo, que inclui não somente coisas agradáveis, mas
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também a participação em suas aflições e sofrimentos, em alguma medida.
Com isto nossas graças são renovadas e nos fortalecem a mente e o espírito ainda que estejamos vagando pelos vales do sofrimento. Foi isto que nosso Senhor quis ensinar ao apóstolo na sua experiência do espinho na carne, que a Sua graça era suficiente para ele, ou seja, de nada mais necessitava para ser vitorioso sobre aquilo que o humilhava, senão somente estar fortalecido pela graça.
Além disso o fruto imediato de se suportar as aflições com paciência cristã, no poder do Espírito Santo, é o fruto pacífico de justiça que nos torna habilitados a participar mais efetivamente da própria santidade de Deus, Hebreus 12.11, uma vez removido, pelo extintor da aflição, o combustível do fogo que acenderia o nosso orgulho e vaidade.
Somos dados naturalmente à euforia e não à sobriedade. Ao entusiasmo e não ao domínio próprio. A alegrarmo-nos na carne fora de medida em razão dos nossos sucessos em nossos empreendimentos e orações, e então, as aflições, geralmente operadas pelas resistências e golpes desferidos pelo inferno nos trazem ao devido quebrantamento e espírito e humildade que nos manterão sóbrios, moderados e vigilantes.
Além disso, grandes e fortes paixões carnais só podem ser subjugadas por grandes aflições.
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Por isso muitos pensam que haja contradição na verdade que quanto mais tentamos nos aproximar de Deus por uma correta santificação, mais somos atribulados. Todavia, isto é verdadeiro e bíblico, pois todos os que se santificam, vivem isto em suas experiências, e daí ter afirmado o apóstolo que todo aquele que quiser servir a Cristo de maneira piedosa será perseguido, 2 Tim 3.12; e que assim nos importa entrar na posse do reino de Deus através de muitas tribulações, Atos 14.22.
Por conseguinte, quanto mais experimentarmos da vida de Deus, mais tribulações teremos, porque não somente o reino das trevas se levantará em maior grau contra nós, como também o próprio Deus permitirá isto para que sejamos mantidos em toda vigilância e oração espiritual, que contribuirão para o nosso aperfeiçoamento na justiça, no amor e na verdade.
Não aprenderíamos paciência, longanimidade, paz e misericórdia, a não ser por este meio de vencer com Deus nas aflições que temos aqui embaixo. Tudo isto nos prepara portanto para vivermos a vida do céu já a partir da nossa jornada terrena.
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Muito Importante mas Não Suficiente
“1Co 13:1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
1Co 13:2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
1Co 13:3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.”
Alta madrugada.
Não podia conciliar o sono, porque nestas palavras eu meditava.
Certamente não estaria o apóstolo dizendo não ser de qualquer importância tudo o que havia aqui relacionado como sendo inferior ao amor com Cristo, que ele introduziu com estas palavras antes de descrevê-lo no restante deste capitulo.
Ele se refere a feitos heroicos e extraordinários, e ainda assim afirma que com tudo isto ele nada seria quanto ao propósito fixado por Deus para ser por nós atingido.
Nenhum grande talento, nenhuma grande fé, nenhum grande sacrifício ou obra de caridade, ainda que sejam feitos com o nosso próprio
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amor, poderá nos conduzir ao estado eterno de graça e de glória, porque isto pode ser somente achado pela fé exclusiva em Jesus Cristo.
É por se participar de sua vida que temos a vida.
É por se estar em comunhão amorosa com ele, que permanecemos na condição abençoada de filhos de Deus.
Este amor espiritual e sobrenatural pode ser achado somente nAquele que é, ele próprio, este amor.
Nossas boas obras e capacitações, fora de Cristo, aqui começam e aqui terminam e não podem adentrar a eternidade, porque nossa aceitação por Deus não pode existir estando nós fora da comunhão com o Senhor Jesus, porque é somente por causa dele que somos recebidos por Deus.
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Obediência, A Prova do Nosso Amor ao Senhor
Não existe algo como o chamado exclusivismo dos cristãos, até mesmo porque ninguém é cristão por nascimento, pois se requer a conversão a Cristo, que muitas vezes ocorre até mesmo no final da vida de muitos neste mundo.
Tudo o que se prega no evangelho, e na Palavra de Deus como um todo, quanto à distinção entre os que servem e os que não servem a Deus, os que o amam e aqueles que não o amam, enquanto se vive aqui embaixo, não configura e nem mesmo seria possível configurar, uma distinção de caráter exclusivista com vistas a beneficiar uns poucos contra o malefício de muitos.
Assim, o caráter da pregação e do ensino evangélicos não visa intimidar, perturbar ou até mesmo recriminar aqueles que não se converteram ainda a Cristo, ou que não venham a se converter, porque o motivo de tal pregação e ensino é sempre por amor e para convidar à participação do amor divino, por meio do arrependimento e da fé em Cristo.
Os grandes alertas e até mesmo ameaças constantes da Palavra de Deus contra a incredulidade relativa à verdade revelada, tem em vista despertar para o grande perigo desta posição, uma vez que sem a recepção voluntária do amor de Deus em nossos corações, não será possível alcançar aquele estado de bem-aventurança eterna que ele tem prometido
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conceder a todos os que forem perdoados e justificados dos seus pecados por causa da união deles com o Seu Filho Unigênito.
Para ilustrar esta verdade, estamos inserindo a seguir uma tradução e adaptação de parte de um texto de autoria de Charles Simeon, em domínio público, intitulado: Obediência, a Prova do Nosso Amor.
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14.21)
É suposto por muitos, que professarmos uma certeza de nossa aceitação por Deus é uma grande presunção. Mas, ao mesmo tempo, reconhecemos que como uma profissão pode ser feita muito erroneamente, e por pessoas que enganam as suas almas, nós não podemos admitir que não exista tal coisa como uma certeza bíblica da nossa salvação; ao contrário, afirmamos que a consciência de uma mudança tão grande como ocorre na conversão não pode deixar de existir em algum grau, e que nosso bendito Senhor ensinou todo o seu povo a esperar: "Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai , e vós em mim, e eu em vós." Se de fato tal persuasão fosse para ser entretida sem ser submetida a qualquer teste, seria muito perigoso, mas, se tivermos uma regra infalível
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pela qual se possa prová-la, então nós não temos nenhuma razão para duvidar.
A verdade é que, nesta mesma passagem em que o Senhor sancionou uma garantia do nosso estado, ele estabeleceu um critério pelo qual todas as nossas profissões devem ser julgadas: nenhuma experiência nossa que não for achada em conformidade com esse padrão, nos dá o direito de esperar as recompensas e a consolação do seu Evangelho.
Não devemos imaginar que a adoção de certos sentimentos, ou a união de nós mesmos a um determinado conjunto de pessoas, ou a manifestação pública de preceitos sociais ou religiosos, com uma forte confiança sobre a segurança de nosso próprio estado; tudo isto, somente, não comprova que exista o verdadeiro amor a Cristo na alma. Há uma marca, e somente uma, pela qual podemos formar qualquer decisão de julgamento sobre os estados dos homens, e que é, "por seus frutos os conhecereis". Os únicos que realmente amam o Senhor Jesus Cristo, são aqueles que revelam uma consideração verdadeira para com os seus mandamentos. Eles os guardam em seus corações.
Aqueles que "amam sinceramente o Senhor Jesus Cristo" desejam uma perfeita conformidade com sua mente e vontade. Com isto em vista, eles estudam seus mandamentos: não os leem de uma forma superficial, mas meditam neles, e os buscam, e imploram a Deus
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para abrir-lhes à sua mente ao entendimento deles, e são gratos por qualquer luz que possa ser lançada sobre eles, mesmo que estes mandamentos condenem as suas próprias condutas; eles entesouram a verdade dando-lhe boas-vindas em suas mentes, e a ocultam em seus corações, como uma regra de sua conduta, para que não mais pequem contra Ele.
Aqueles que verdadeiramente amam a Cristo sempre andarão no caminho de seus mandamentos.
Se alguém investigar a sua conduta geral, irá encontrá-los trabalhando não tanto para a carne que perece, mas para aquilo que permanece para a vida eterna. Eles buscam primeiro o reino de Deus e a sua justiça e não ajuntam tesouros na terra, mas no céu.
Assim, não serão achados aprisionados a vaidades, egoísmos, iras, porque são ordenados a preferir os outros em honra antes de si mesmos.
Eles serão achados estando contentes em quaisquer circunstâncias, e não murmurando, ou rancorosos e vingativos, porque sabem que não devem julgar os outros; ao contrário estão dispostos a perdoar seus ofensores.
Este é o critério pelo qual todo homem deve ser julgado quanto à certeza da salvação, e, embora existam imperfeições, mesmo no melhor dos cristãos autênticos, todavia isso permanece verdadeiro, quanto a revelar o caráter comum de todos os que realmente amam a Cristo; todos
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os demais, sejam eles quais forem, somente enganam as suas próprias almas.
1Jo 3:5 Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.
1Jo 3:6 Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.
1Jo 3:7 Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo.
Tiago 1:22 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.
Tiago 1:26 Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã.
Mat 7:21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Mat 7:23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.
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Honra ou Vergonha e Horror Eternos
“Daniel 12:2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.
Daniel 12:3 Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.”
Felizes são todos aqueles que dão a devida consideração a esta palavra profética revelada a Daniel, por serem sábios e buscarem a justiça que está sendo oferecida gratuitamente a todos os pecadores em Cristo.
Judas é o representante de uma categoria numerosa de pessoas que permanecem debaixo das misericórdias de Deus e partilham do conhecimento das coisas celestiais, mas tudo o que fazem é devolver grande ingratidão e traição ao Senhor.
Eles não podem desprezar e abandonar os benefícios da Sua infinita bondade, relativa à provisão natural e manutenção de suas vidas físicas, bondade esta que ele derrama abundantemente sobre todos, mas a própria pessoa e vontade de Deus configuram um grande aborrecimento para eles, porque nada desejam senão apenas viver segundo os seus próprios desejos e critérios.
Para eles, tudo... mas para Deus, sequer migalhas do seu tempo. Para os seus próprios
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interesses, todo o empenho... para o reino de Deus e Sua obra, nada.
Todavia, caminham neste mundo, ao lado daqueles que assim como eles também se dizem cristãos, sejam autênticos seguidores de Cristo ou não.
Podem chegar a usar até mesmo suas mentes e mãos em afazeres religiosos, mas nunca será achado nestes empenhos, o seu coração.
Não podem estar afeiçoados ao Senhor porque nada possuem de fato em seus espíritos para lhe consagrar. Como podem dar o que não receberam. Uma vez tendo se endurecido à recepção da Sua graça para a transformação do coração, permanecerão na mesma condição de endurecimento que lhes impossibilita de amar com o mesmo amor com o qual Cristo nos ama.
E pensar que o Senhor tem feito chover constantemente a sua graça sobre eles, mas como um solo impermeável não permitem ser penetrados por ela, por saberem que isto lhes custará a negação do ego e o abandono de tantos pecados e costumes que Deus abomina, e que no entanto, lhes são tão queridos.
Então, consideram melhor não dar ouvido à consciência quando debaixo da convicção do Espírito Santo e da Palavra de Cristo, e preferem criar uma forma de engano próprio com aparência de verdadeira devoção e piedade externa, que pode até mesmo enganar a muitos quanto à sinceridade da sua profissão de fé, por a considerarem verdadeira. Mas o Deus que não
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pode jamais ser enganado e que tudo sabe e conhece a respeito do nosso coração, pensamentos e intenções, não concederá o perdão eterno a quem não reconhece o mal de seus pecados, e que não pretende confessá-los para o fim de purificação.
E pensar que em tudo isto está selado um destino eterno, seja para a honra ou para a vergonha e o horror eternos.
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Deus Jamais Aprovará o Nosso Imediatismo
Vivemos numa época de imediatismos, mas Deus nunca foi e jamais será imediatista.
No próprio mundo natural que ele criou, tem nos ensinado esta verdade sobre a sua pessoa e ações.
Não criou tudo instantaneamente, mas em seis dias, como tem determinado um período para o tempo de plantar, de crescer, de amadurecer.
Ainda que a justificação e a regeneração sejam instantâneas, todavia, são concedidas após um árduo trabalho do Espírito Santo para nos convencer do pecado e nos conduzir ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo. E considere-se ainda, que ambas têm o propósito de abrir a porta para o longo e permanente trabalho progressivo da nossa santificação, pela Palavra de Deus, com vistas à nossa transformação à imagem e semelhança de nosso Senhor Jesus Cristo.
Não há portanto algo como uma santificação da hora, uma santificação convocada para um período determinado para propósitos específicos, diferentes daquele que foi designado por Deus desde antes da fundação do mundo, porque a santificação da qual todos os que creem têm sido feitos participantes é uma e a mesma santificação que é algo que cresce em graus no curso de toda a nossa jornada terrena, e que tem em vista muito mais o nosso próprio
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amadurecimento e aperfeiçoamento espiritual do que qualquer outro propósito secundário que os homens possam nos propor pela sua própria invenção e interesses.
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Não Adianta Tentar Atalhar: Jesus é o Único Caminho
“João 16:13 quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.
João 16:14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
João 16:15 Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.”
Toda a obra de Deus em nós, e tudo o que ele faz por nós, em atendimento ou não às nossas orações, é sempre feito em plena harmonia entre as três pessoas da trindade divina.
O Senhor Jesus tudo faz para a glória do Pai e conforme tem dele recebido e ouvido.
E o Espírito Santo tudo faz para a glória de Jesus segundo o que tem dele recebido para anunciar e realizar; porque aprouve ao Pai que toda a plenitude residisse em Cristo, tendo dado a ele o domínio sobre todas coisas.
Não há portanto como fugir dos mandamentos de Cristo, pensando-se ilusoriamente que se obterá alguma bênção da parte do poder do Espírito Santo, aparte da vontade de Jesus, especialmente aquela que se refere à nossa santificação por meio da verdade da Palavra de
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Deus, que nosso Senhor Jesus Cristo revelou a nós e que tem cumprimento cabal somente nele.
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Mortos, Mas Ainda Falam
Hebreus 13.7: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.”
Aqueles aos quais somos ordenados pela Palavra a lembrar de tudo o que foram e ensinaram são chamados de guias, do grego hegouménon, palavra usada para governo, regência, liderança, principais oradores, líderes principais. Aqui se diz também que a fé que tiveram (indicando que já haviam morrido) deveria ser imitada.
Disto concluímos pelo menos três coisas:
Primeiro que estes modelos são de caráter espiritual. Sua liderança é espiritual e aponta para as verdades do reino de Deus.
Segundo, eles não são tantos, comparados com o grande número daqueles que compõem o rebanho de Cristo.
Terceiro: apesar de já terem morrido, devem ser imitados e seguidos em sua liderança espiritual por tudo o que fizeram e escreveram, inspirados pelo Espírito Santo, para a instrução e direção dos cristãos na verdade.
Vejam as vidas piedosas e úteis para o evangelho, de John Piper, Paul Washer, Augusto Nicodemus, John MacArthur, D. M. Lloyd Jones, John Stott, David Wilkerson, Leonard Ravenill, homens deste nosso século e
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do século XX, entre tantos outros servos valorosos de Deus, que tiveram seus caracteres transformados e moldados pelo Espírito de Deus pela influência que haviam recebido especialmente pela leitura dos escritos de outros grandes homens de Deus do passado, como por exemplo, Charles Haddon Spurgeon, George Whitefield, Jonathan Edwards, entre outros; que por sua vez haviam sido influenciados por outros que haviam vivido antes deles, como Mattew Henry, John Owen, Richard Baxter, Thomas Watson, e muitos outros. No caso dos irmãos Wesley, John e Charles, tiveram suas vidas influenciadas por Martin Law, Henry Venn, por Zinzerdoff, e outros. Todos estes haviam bebido na fonte de Wiliam Perkins, Wiliam Tyndale, e antes destes, de John Wiclyff, John Huss, dos chamados pais da Igreja, dos apóstolos de Jesus, do próprio Cristo, dos profetas e das vida de todos os homens de Deus registradas nas Escrituras.
A graça cristalina do evangelho não flui em fontes contaminadas pelo erro. Ela tem os seus canais consagrados por onde continua sendo transmitida àqueles que são dirigidos pelo Espírito Santo a beber das mesmas.
Bem-aventurados são todos aqueles cujos corações se inclinam para a verdade, e que têm fome e sede de justiça, porque haverão de ser conduzidos pelo Espírito Santo a serem saciados nestes muitos oásis onde achamos a verdade
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celestial não contaminada e cheia daquele vigor espiritual transformador de vidas, porque todos estes que viveram e morreram pela verdade do evangelho, estavam cheios de doçura e do poder do Espírito para continuarem falando através das sucessivas gerações.
Heb 2:1: Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.
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