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Last edited by Silvio Dutra
September 2, 2016 | History
Todos são participantes das aflições de Cristo, por causa da comunhão entre a cabeça e os membros.
Está claro que o significado do mandamento de nosso Senhor de que cada crente deve tomar a sua respectiva cruz e segui-lo, está associado à nossa identificação com a Sua morte e sofrimentos.
Mas sendo participantes dos sofrimentos somos também da consolação e de todas as bênçãos que são concedidas posteriormente aos que perseveram na fé, assim como Cristo perseverou até o fim em seu ministério terreno.
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Subjects
| Edition | Availability |
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1
Identificados com Cristo - Morte, Ressurreição, Sofrimentos e Glória
2016, Silvio Dutra
Paperback
in Portuguese
|
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Book Details
Table of Contents
Identificados com Cristo - Morte, Ressurreição, Sofrimentos e Glória
Silvio Dutra
JAN/2016
2
A474
Alves, Silvio Dutra
Identificados com Cristo: morte, ressurreição,
sofrimentos e glória./ Silvio Dutra Alves. – Rio de
Janeiro, 2016.
50p.; 14,8x21cm
1. Fé. 2. Comunhão. 3. Consolação.
4. Glorificação. I. Título.
CDD 230
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Sumário
A Cruz Carregada É a Evidência dos Que Vivem............................................................................
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Em que Consiste a Imagem e Semelhança com Deus.....................................................................
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Cristo que é a Nossa Vida....................................
15
“Deve andar como ele andou." (I João 2.6)
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Reconheceram que haviam eles estado com Jesus....................................................................
19
Ainda Bem que o Nosso Modelo é Deus.......
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Participantes do Sofrimento e da Consolação.................................................................
23
O Pecado Definido à Luz da Nossa Identificação com Cristo.....................................
26
Cristo se Identificou Conosco Primeiro......
31
A Identificação Visa à Harmonia com Deus e com Todos os Seus Filhos....................
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Identificados com a Humildade de Cristo..
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A Cruz Carregada É a Evidência dos Que Vivem
Está claro que o significado do mandamento de nosso Senhor de que cada crente deve tomar a sua respectiva cruz e segui-lo, está associado à nossa identificação com a Sua morte e sofrimentos.
Preste atenção no que diz o apóstolo Paulo em Fp 3.8-11:
Flp 3:8 Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo
Flp 3:9 e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;
Flp 3:10 para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;
Flp 3:11 para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.
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Ponha em registro, especialmente estes dois últimos versículos, nos quais ele diz que o conhecimento de nosso Senhor e o poder de sua ressurreição, são alcançados pela nossa comunhão (participação) dos seus sofrimentos, nos conformando (se identificando) com ele na sua morte, ou seja, é por esta via de sofrimento, com paciência, por amor ao evangelho, nas perseguições que o mundo espiritual levanta contra o crente fiel, que ele pode ter a plena certeza da sua ressurreição vindoura, uma vez que estas perseguições espirituais comprovam para ele, que é de fato um eleito de Deus, porque, se não estivesse sustentando o testemunho da verdade evangélica, e os efeitos do evangelho, em sua própria vida, não estaria de modo algum sendo perseguido pelo mundo, porque o mundo ama aqueles que são seus.
Ouça o que Paulo declara em II Cor 1.5-7:
2Co 1:5 Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.
2Co 1:6 Mas, se somos atribulados, é para o vosso conforto e salvação; se somos confortados, é também para o vosso conforto, o qual se torna eficaz, suportando vós com paciência os mesmos sofrimentos que nós também padecemos.
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2Co 1:7 A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação.
E em II Tim 1.8-12:
2Tm 1:8 Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,
2Tm 1:9 que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,
2Tm 1:10 e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho,
2Tm 1:11 para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre
2Tm 1:12 e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.
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Você percebe como em ambos os textos, ele associa a causa dos nossos sofrimentos por causa do evangelho neste mundo, como sendo uma prova da nossa eleição por Deus, e também uma consequência da mesma?
Por isso o apóstolo Pedro consolou a igreja que se encontrava debaixo da perseguição do império romano, com as palavras de sua primeira epístola, para que os crentes que sofriam entendessem que o sofrimento é a mesma porção distribuída por Deus a todos os crentes, por conta da vocação deles (chamada, eleição) para serem em tudo identificados com Jesus Cristo, quer na sua morte, sofrimentos, alegria, ressurreição e glorificação, pois importa que em tudo sejamos semelhantes a Ele, e participantes de tudo o que Lhe foi reservado pelo Pai, de forma que se afirma que somos co-herdeiros de Deus, juntamente com nosso Senhor Jesus Cristo.
Veja agora o que nos diz o apóstolo Pedro em I Pe 5:9:
“resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.”
É digno de destaque, na consideração do significado das palavras deste breve versículo de
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I Pe 5.9, que se faz menção ao diabo, o qual deve ser resistido firmemente pelos crentes, mediante a fé.
Ora, que resistência é esta, no contexto do que se aprende em toda essa epístola, senão, e principalmente, às insinuações do Inimigo de que Deus não nos ama, em razão dos padecimentos que permite que mesmo seus filhos amados tenham neste mundo?
Devemos em todas as circunstâncias ficar firmes na fé e seguros quanto à certeza do grande amor que Deus tem por todos aqueles que deu a Seu Filho Jesus Cristo, para serem guardados por Ele, e identificados com os Seus sofrimentos.
Porque a perseguição, a tribulação, a aflição, são, exatamente elas, a prova do grande amor de Deus por Seus filhos, porque isto somente experimentam aqueles que ele elegeu em amor mesmo antes da fundação do mundo.
De modo que nada lhes enviará, que não possam suportar, porque lhes ama, e proverá o escape das tentações a que são submetidos. (I Cor 10.13)
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Em que Consiste a Imagem e Semelhança com Deus
O “façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” de Gênesis 1.26, equivale a dizer: “façamos para ser...”, e não: “façamos sendo semelhante em plenitude...”, porque, sem Cristo, não é possível ter tal imagem e semelhança, pois se diz em Romanos 8.29 que aqueles que foram conhecidos de antemão por Deus, são predestinados e chamados por Ele para serem conformes à imagem de Jesus Cristo.
É por isso que vemos logo declarado no início do livro de Gênesis, no relato do princípio da criação da humanidade, o propósito de Deus de que o homem tenha um segundo nascimento, o nascimento do Espírito Santo, de forma que se alcance a sua imagem e semelhança.
Assim, o valor da vida não consiste na abundância de bens terrenos que se possua, como nosso Senhor afirmou, porque estes não contribuem em nada para a imagem com Deus, pelo novo nascimento celestial, e pelo crescimento espiritual de glória em glória.
Deus revelou no motivo do dilúvio, pela destruição da quase totalidade da humanidade, que o ato de resistir ao Espírito Santo, pelo apego
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à vida natural e terrena, produz um juízo de morte, da Sua parte, sobre o homem carnal, porque este não foi criado com o propósito de viver para sempre como homem natural e terreno, mas como homem espiritual e celestial, semelhante ao próprio Deus, pois o Senhor declarou tal propósito quando criou o homem quando disse: “façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...”.
Deus é espírito. Em quê então importa ser semelhante a Ele? Obviamente no que se refere ao nosso espírito, o qual a propósito, sem Cristo, se encontra morto (separado de Deus) em delitos e em pecados. É somente pela associação espiritual, pela fé, com Cristo, que o nosso espírito pode ser revivificado, renovado e ser habilitado à comunhão com Deus.
Por isso nosso Senhor disse que quem estiver apegado à vida natural e terrena, perderá a vida celestial e espiritual, mas que todo aquele que perder tal vida terrena e natural, pela negação do ego, pelo arrependimento e conversão a Ele, achará a vida celestial e espiritual.
Foi em razão de os contemporâneos de Noé, não terem a obediência da fé que lhes tornaria amigos de Deus, e por resistirem deliberadamente ao trabalho do Espírito Santo, que é quem nos convence do pecado e que nos
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conduz ao arrependimento e que também nos transforma para sermos agradáveis a Deus, que o Senhor disse antes de trazer o dilúvio, o seguinte:
“Então, disse o SENHOR: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal;” (Gen 6.3a).
O modo de vida simplesmente natural e terreno é chamado na Bíblia de carnal. Daí haver passagens na Bíblia como Is 40.6; Jo 3.6; 6.63; 8.15; Rom 7.7,18; 8.3-9, 12, 13; 9.8; 13.14; I Cor 1.26; 15.50; II Cor 1.17; 4.11; 5.16; 10.3; Gál 3.3; 5.13, 16,17; 19, 24; 6.8; Ef 2.3; Fp 3.3; Col 2.11,13; Tg 4.1; I Pe 1.24; 3.21; 4.1; II Pe 2.10; I Jo 2.16; Jd 23; nos quais há um desprezo pelo modo de vida carnal, chamado nestes textos simplesmente por carne, e uma exortação a que se crucifique e que se despoje do viver segundo a carne (natureza decaída no pecado), em prol de um viver segundo o Espírito Santo.
Estes dois modos de vida são opostos entre si, a saber, o que é relativo à nossa natureza terrena e o que é relativo ao que é espiritual, divino e celestial.
Por isso nosso Senhor disse que se as coisas às quais está apegado o nosso coração, são terrenas, então, este será o nosso tesouro,
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porque será precioso para nós apenas aquilo que é terreno.
Não que haja algum mal nas coisas materiais, naturais, terrenas em si mesmas, mas no pecado que se encontra arraigado em nós, e que nos leva a priorizar somente a vida natural, para que não tenhamos acesso à espiritual.
A quase totalidade da humanidade desconhece esta verdade que o homem foi criado para ser à imagem de Deus, o qual é espírito, porque realidades espirituais somente podem ser discernidas espiritualmente, ou seja, pelo novo nascimento do Espírito Santo, e pelo crescimento espiritual por um andar perseverante e constante no Espírito.
É preciso ter a visão do Espírito Santo para termos em nós a luz de Cristo.
E a tal tipo de visão, nosso Senhor chamou de “olhos bons”, e chamou de “olhos maus” à falta da referida visão de discernimento das coisas celestiais, e isto, em vez de luz, faz com que permaneçamos nas trevas (Mt 6.22,23).
Daí a necessidade de o homem ser espiritual e não carnal.
Deus não criou o homem para que este vivesse de modo individual e egoísta, mas para viver em
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amor, em unidade, num corpo, que é a Igreja verdadeira invisível, da qual Cristo é a cabeça.
Nosso Senhor recebeu a primazia e a honra de Deus Pai de ser o autor e consumador da fé evangélica, por meio da qual somos salvos do pecado e da condenação vindoura, e pela qual recebemos a vida eterna.
Por isso foi reservada para Cristo a honra de falar direta e claramente sobre estas realidades relativas ao novo nascimento do Espírito Santo, coisas estas que foram reveladas no Antigo Testamento, mas em figura e obscuramente, apesar de termos uma declaração quase direta e clara em Ez 36.25-27 e 37.14:
“25 Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
26 Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.
27 Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ez 36.25-27)
“ Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então,
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sabereis que eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR.” (Ez 37.14)
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Cristo que é a Nossa Vida
“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.” (Col 3.4)
A expressão maravilhosamente rica de Paulo indica que Cristo é a fonte da nossa vida. "Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.”, Ef 2.1. Essa mesma voz que trouxe Lázaro do túmulo nos criou em novidade de vida. Ele agora é a substância de nossa vida espiritual. É pela sua vida que vivemos; ele está em nós, a esperança da glória, a fonte de nossas ações, o pensamento central que move todos os outros pensamentos. Cristo é o sustento da nossa vida. Do que pode o cristão se alimentar, senão da carne e do sangue de Jesus? "Este é o pão que desceu do céu, para que aquele que dele comer não morra."
Os cansados peregrinos neste deserto de pecado, nunca terão um bocado para satisfazer a fome de seus espíritos, exceto se o acharem nele! Cristo é o consolo da nossa vida. Todas as nossas verdadeiras alegrias vêm dele, e em momentos de dificuldade, a sua presença é a nossa consolação. Não há nada que valha a pena viver, mas ele e sua benignidade é melhor do que a vida! Cristo é o objeto de nossa vida. Como o navio busca o porto, assim o crente corre para
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o refúgio do seio do seu Salvador. Como a flecha voa para o alvo, assim voa o cristão para o aperfeiçoamento de sua comunhão com Cristo Jesus. Como o soldado luta por seu capitão, e é coroado com a vitória de seu capitão, o crente defende a Cristo, e recebe o seu triunfo, dos triunfos de seu Mestre. "Para ele, o viver é Cristo." Cristo é o exemplo da nossa vida. Onde há a vida interior, deve haver, em grande medida, operações exteriores, e se vivemos em comunhão íntima com o Senhor Jesus devemos crescer com ele. Vamos colocá-lo diante de nós como nossa cópia divina, e vamos buscar trilhar seus passos, até quando ele se tornará a coroa da nossa vida em glória. Oh! quão seguro, quão honrado, quão feliz é o cristão, uma vez que Cristo é a nossa vida!
Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra
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“Deve andar como ele andou." (I João 2.6)
Por que os cristãos devem imitar a Cristo? Eles devem fazê-lo para seu próprio bem . Se eles desejam estar em um estado saudável da alma - se desejam escapar das fraquezas do pecado, e se alegrarem com o crescimento vigoroso da graça, devem deixar Jesus ser o seu modelo. Por amor à sua própria felicidade, se desejam beber o vinho puro celestial, bem refinado; se eles se agradam da comunhão feliz com Jesus; se desejam serem levantados acima das preocupações e problemas deste mundo, devem andar como ele andou.
Não há nada que possa ajudá-lo a caminhar em direção ao céu com uma boa velocidade, como estar revestido da semelhança com Jesus em seu coração para governar todas as suas ações. Isto acontece, quando pelo poder do Espírito Santo, você fica habilitado a caminhar com Jesus em seus próprios passos, e você é mais feliz, e mais conhecido por ser filho de Deus.
Pedro sem isto era inseguro e inquieto. Em seguida, por causa da fé evangélica, se esforçava para ser como Jesus. Ah! a nossa profissão de fé no Senhor tem sido duramente atacada a tiros por inimigos cruéis, mas ela não foi ferida a metade tão perigosamente por seus inimigos quanto pelos seus amigos. Quem fez essas
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feridas na mão justa da Piedade? O mestre que usou a adaga da hipocrisia. O homem que, com pretextos, entra no aprisco, sendo nada mais que um lobo em pele de cordeiro, e que se preocupa com o rebanho tanto quanto o leão que ruge contra ele lá fora. Não há arma que seja a metade tão mortal como um beijo de Judas. Líderes inconsistentes ferem mais o evangelho do que o crítico ou o sarcástico infiel. Mas, especialmente para a própria causa de Cristo, imitem o seu exemplo. Cristão, amas o teu Salvador? É o seu nome precioso para ti? É a sua causa cara para ti? Gostarias de ver os reinos do mundo se tornarem dele? É teu desejo que ele seja glorificado? É teu desejo que as almas sejam ganhas para ele? Se assim for, imite Jesus; seja uma "carta de Cristo, conhecida e lida por todos os homens."
Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.
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Reconheceram que haviam eles estado com Jesus
“Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus.” (Atos 4.13)
O cristão deve ter uma semelhança perceptível com Jesus Cristo. Você tem lido a vida de Cristo, lindamente e eloquentemente escrita, mas a melhor vida de Cristo é sua biografia viva, escrita nas palavras e ações de seu povo. Se fôssemos o que professamos ser, e aquilo que deveríamos ser, nós seríamos retratos de Cristo, sim, a perceptível semelhança dEle, que o mundo não nos ridicularizaria a cada hora dizendo: "Bem... parece uma espécie de semelhança", mas, quando nos vissem, exclamariam: "Ele tem estado com Jesus, e tem sido ensinado por Ele; ele é como Ele, ele captou a ideia real sobre o Homem santo de Nazaré, e tem trabalhado isto em sua vida em suas a ações cotidianas."
O cristão deve ser como Cristo em sua ousadia . Nunca se envergonhando de sua fé; sua profissão nunca fará com que caia em desgraça: tome cuidado para que você nunca caia nesta desgraça . Seja como Jesus, muito valoroso para o seu Deus. Imite-o em seu espírito amoroso,
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pense, fale e aja gentilmente, de modo que os homens possam disser de você: "Ele tem estado com Jesus.". Imite Jesus em sua santidade. Ele foi zeloso pelo seu Mestre? Portanto, seja você também, sempre fazendo o bem por toda parte. Não deixe o tempo ser desperdiçado: ele é demasiado precioso. Ele negou a Si mesmo, nunca olhando para o seu próprio interesse? Seja o mesmo. Ele era devoto? Seja fervoroso em suas orações. Ele tinha respeito à vontade de seu Pai? Então, submeta-se a Ele. Ele era paciente? Então aprenda a perseverar. E o melhor de tudo, como o maior retrato de Jesus, tente perdoar os seus inimigos, como Ele fez, e deixe soar sempre em seus ouvidos essas palavras sublimes de seu Mestre, "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem". Perdoe, como você espera ser perdoado. Amontoe brasas acesas sobre a cabeça de seu adversário por sua bondade para com ele. Ser bom para com o mal, recordo, é divino. Seja divino, então; e em todas as formas e por todos os meios, viva assim para que todos possam dizer de você: "Ele tem estado com Jesus."
Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.
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Ainda Bem que o Nosso Modelo é Deus
O apóstolo Paulo exorta os crentes em sua epístola aos Efésios a serem imitadores de Deus como filhos amados.
Pois é somente Ele o modelo que nos é dado para que moldemos o nosso comportamento segundo o Seu caráter justo, santo e amoroso.
Se fôssemos olhar para o exemplo dos líderes deste mundo, que com o passar do tempo mais se corrompem, quer nas esferas dos poderes executivo, legislativo e judiciário, quer sejam os pais, os professores, os policiais, enfim, em todos aqueles que deveriam ser exemplo de liderança e autoridade, acharíamos algum motivo para também nos corrompermos.
Todavia, como devemos nos comparar com Deus e com Ele somente, porque será a Ele que prestaremos contas de tudo o que fomos e que fizemos enquanto no mundo, então somos incentivados a melhorar sempre o nosso testemunho de vida, embora tudo esteja ruindo ao nosso redor em grande corrupção moral.
Lembremos que nosso Senhor Jesus Cristo profetizou que nos últimos dias o amor de muitos esfriaria em razão da multiplicação da iniquidade em todo a Terra.
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Podemos ser tentados a permitir que o nosso amor esfrie em razão de não considerarmos dignos de nossa afeição aqueles que vivem na prática do mal. Entretanto, importa que não seja assim, porque é pela longanimidade e paciência que muitos deles serão alcançados por Cristo, pelo testemunho de amor e santidade que virem em nossas próprias vidas.
Que a graça de Jesus nos capacite a isto!
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Participantes do Sofrimento e da Consolação
“A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação.” (2 Cor 1.7)
O apóstolo Paulo está afirmando neste versículo que assim como os cristãos coríntios haviam sido participantes dos seus sofrimentos, então eles deveriam ser participantes também de seus confortos, porque isto lhes seria provido por Deus, tanto quanto era provido a ele, em suas batalhas em favor do evangelho.
Esta verdade é universal para todos os filhos de Deus, porque são participantes dos sofrimentos dos seus irmãos na fé, uma vez que têm sido tornados juntamente com eles membros do corpo de Cristo.
Todos são participantes das aflições de Cristo, por causa da comunhão entre a cabeça e os membros.
Os coríntios eram participantes dos sofrimentos de Paulo por causa da comunhão de um membro com outro.
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Somente quem sofre necessita ser consolado, porque a condição precedente para o conforto é o sofrimento. Assim como o dia é precedido pela noite, e o verão pelo inverno, de igual modo, o consolo do Espírito Santo é sempre precedido por nossas aflições, especialmente aquelas que são produzidas pela nossa luta contra o pecado que habita em nossa natureza terrena decaída.
Há também uma luta externa que nos vem das investidas dos poderes das trevas, da resistência ao fascínio do mundo, e da perseverança em meio a toda forma de perseguição à verdade do evangelho que defendemos com o testemunho de nossas próprias vidas. Certamente, tudo isto gera sofrimentos dos quais somos consolados por Deus, pela manifestação da sua graça, e do seu poder e amor.
Não temos consolo eficaz senão somente em Cristo, e por isso os sofrimentos que experimentamos contribuem para nos compelir a buscar a Cristo para achar nele conforto e paz para as nossas almas.
Com isto aprendemos a ser pacientes e a ter esperança, mediante o exercício da fé, porque estas consolações são eficazes somente quando esperamos em Deus e no seu socorro, com a paciência que é fruto do Espírito Santo.
Deste modo, não poderemos achar o favor de Deus se recuarmos na fé, se murmurarmos contra ele, e se não aguardarmos pela sua libertação.
“Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.” (Lamentações 3.25,26)
As aflições que suportamos com paciência nos levarão a um conhecimento mais profundo da pessoa de Deus, da Sua vontade, do seu amor e poder.
É por esse método, e não há outro, que a mortificação do pecado e a nossa renovação e crescimento espiritual são operados, e daí se dizer que “...através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” (At 14.22b), e que, “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” (Rom 8.17).
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O Pecado Definido à Luz da Nossa Identificação com Cristo
É em decorrência do ato de Deus na criação original demandar que sejamos semelhantes a Cristo pela nossa plena identificação com Ele, que podemos melhor entender a significação real do que seja o pecado.
É muito comum se pensar no pecado como sendo apenas a transgressão moral da lei de Deus.
Como se Ele tivesse criado um código de leis e depois de tê-lo entregado a nós declarou que qualquer transgressão destas leis seria punida, e até o extremo da punição por morte.
Todavia, considerando que o nosso Criador não é meramente um Legislador, mas um pai de amor para seus filhos, então subentende-se que seja também perdoador, misericordioso, instrutor, provedor, e dotado de variadas funções distintas daquelas que são inerentes a um juiz.
Por conseguinte, se olhamos simplesmente para a Lei para entendermos o que seja o
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pecado, é bem certo que ficaremos distantes de uma compreensão adequada do assunto.
Mas, ao olharmos para a natureza e o propósito da nossa criação, que é o de que em tudo fôssemos identificados com nosso Senhor Jesus Cristo, poderemos então entender adequadamente que o pecado é tudo aquilo que nos afaste da possibilidade de concretização desta semelhança, por atuar contra tudo aquilo que deveríamos ser, conforme planejado por Deus antes mesmo de ter criado o mundo.
Daí decorre que se Jesus tem uma cruz pela qual Ele subjuga o seu ego divino para fazer tão somente a vontade do Pai, e não propriamente a Sua, devemos também ter a nossa cruz pela qual nos sujeitemos diariamente à vontade de Deus.
Se Ele sofreu tudo com paciência por amor ao evangelho e para a restauração dos pecadores, também devemos agir de igual maneira.
Se em tudo Ele foi verdadeiro e honesto, também devemos ser em todas as coisas.
A graça nos ajudará no cumprimento deste propósito e nos cobrirá com a misericórdia do Senhor quando falharmos, a par de todos os nossos esforços sinceros para agradá-Lo.
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Assim, não devemos temer pecar pelo simples sentimento de não errarmos, mas para que não contrariemos os santos propósitos de Deus, e que não venhamos a entristecer o Espírito Santo.
Os horrores dos juízos da Lei foram interpostos por Deus para que sejamos alertados pela verdade de que caminhar na direção oposta àquilo que deveríamos ser como verdadeiros filhos de Deus semelhantes a Cristo – pois Ele é o Supremo protótipo que nos foi dado para ser seguido – caminhamos por uma estrada que nos conduzirá por fim à morte eterna, pois é impossível haver comunhão com a natureza divina, quando assumimos uma natureza contrária à mesma.
As maldições que foram pronunciadas sobre a mulher e ao homem no jardim do Éden, quando o pecado entrou no mundo, tinham, por conseguinte, este objetivo de alertar à humanidade de que ela se encontra num estado ruim de alma que deve ser restaurado pelo Criador por meio do sangue de Jesus Cristo, que se mostra eficaz e operante para todos aqueles que se arrependem e que se convertem a Ele para se consagrarem a Deus.
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Não devemos agir como fizera Adão no princípio, tentando esconder a sua culpa.
O ato de Adão ter culpado Eva pela sua desobediência, e esta à serpente, não foi honesto e segundo a verdade, da parte de ambos, pois importava que assumissem o seu próprio erro e recorressem à graça de Deus para serem ajudados e justificados.
Então, de nada nos adianta culpar o diabo, as pessoas, o mundo, pela nossa condição pecaminosa, pelo nosso estado ruim de alma diante de Deus, pois o que se exige, segundo a graça e a verdade é que confessemos a nossa própria insuficiência, fraqueza, pecado, e reconheçamos a nossa inteira dependência do poder, do amor e da graça de Jesus para que possamos ser libertados.
Demanda-se então identificação com a verdade - e Cristo é a verdade.
Identificação com aquelas coisas que são inerentes à vida eterna - e Cristo é a Vida.
Fomos criados para a vida e não para a morte, e como esta vida está somente em Cristo, não podemos obtê-la e tê-la manifestada em nós, se não estivermos identificados com Ele em todas
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as coisas, especialmente naquelas que dizem respeito à Sua obediência ao Pai, e paciência nos sofrimentos.
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Cristo se Identificou Conosco Primeiro
Para que pudéssemos ser identificados com Cristo Ele primeiro se identificou conosco quando tomou a nossa natureza terrena ao lado da divina.
Ele se fez homem para que pudéssemos, por nosso turno, nos identificar com a sua natureza divina.
Não numa mera identificação por imitação das suas virtudes, conforme alguns costumam imaginar, mas por participarmos ativa e efetivamente da sua natureza divina, sendo transformados em novas criaturas, pelo poder do Espírito Santo.
Com a conversão, passamos a carregar conosco uma nova natureza celestial – a mesma natureza de Cristo, só que esta necessita ser desenvolvida, não por estar imperfeita, mas porque precisa de crescimento - do crescimento espiritual que é promovido pelo Espírito Santo, mediante aplicação da Palavra de Deus em nós.
Como este crescimento é realizado de forma progressiva e em graus, então a nossa identificação com Cristo será tanto maior quanto for o referido crescimento na graça e no
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nosso conhecimento pessoal do próprio Cristo (II Pedro 3.18).
As tribulações controladas pela vontade de Deus têm o propósito de cooperarem para a promoção deste crescimento, sobretudo no aprendizado e aperfeiçoamento da fé, da paciência, da perseverança, da experiência e da esperança, que foram achadas em plenitude em Cristo no Seu ministério terreno.
Ele venceu as aflições produzidas pelo mundo, e pela mesma via da identificação com Ele, podemos também vencê-las.
Quanto mais era afligido, mais se apegava à vontade do Pai e à realização da mesma. E isto também ocorrerá conosco caso nos devotemos inteiramente ao objetivo de estarmos identificados com Ele, na realização da obra que nos tiver sido designada por Deus.
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A Identificação Visa à Harmonia com Deus e com Todos os Seus Filhos
Somente a verdadeira harmonia com Deus, pode nos trazer também uma verdadeira harmonia para nós mesmos e para o relacionamento com o nosso próximo.
Então, quando não estamos em paz conosco, ou com aqueles a quem amamos, isto é um sinal de que a nossa comunhão com Deus foi interrompida e necessita ser restaurada, pela limpeza dos canais que obstruíram tal comunicação com Deus, no espírito.
Quando o pecado nos domina, é porque nos tem faltado uma verdadeira comunhão com Deus, porque quando isto nos falta, costumamos nos entregar a práticas e a excessos destrutivos e pecaminosos, que de nenhum modo poderiam nos dominar caso estivéssemos vivendo numa relação abençoada com o Senhor, da qual decorre sempre equilibro, segurança, harmonia e paz.
Uso abusivo das faculdades do corpo, da alma e do espírito é um sinal de se estar sendo vencido pelo que a Bíblia chama de natureza decaída no pecado, ou carne, ou velha criatura, ou velho homem, ou simplesmente pecado.
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É preciso crucificar as paixões da carne, como ordenado em Gálatas 5, e por um sincero arrependimento, se abandonando as convicções carnais, para que os princípios divinos possam ser implantados pelo Espírito Santo, em nossas mentes e corações.
Para tanto, é necessário que estejamos decididos quanto às coisas que devemos abandonar, especialmente tais convicções pessoais, cheias de justiça própria, que sejam contrárias aos princípios revelados na Palavra de Deus. E estarmos bem esclarecidos que isto não poderá ser feito a não ser pelo trabalho do Espírito Santo em nos convencer do nosso pecado.
Assim, é somente quando ocorre tal operação espiritual em nosso ser, e quando somos transportados para aquela atmosfera que procede de Deus, e que se traduz em amor, alegria, esperança e paz, que temos inclusive o nosso próprio afeto natural regulado, que poderemos ser achados vivendo em harmonia com aquilo que é bom, aprovado, espiritual, celestial e divino.
Os sentimentos de derrota, de temor do futuro, das circunstâncias adversas, de enfermidades, enfim, de tudo aquilo que costuma nos deprimir, vão embora, quando Deus nos toma pela Sua mão e nos põe de pé na Sua presença,
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manifestando o Seu agrado para conosco, por estarmos vivendo na fé em Seu Filho Jesus Cristo, a quem recorremos para busca de auxílio, para um viver à altura da nossa vocação (chamada), a saber, de sermos santos assim como Ele é santo.
Os ataques do inferno não cessarão mas não poderão produzir mais em nós, qualquer dano ou afastamento do nosso coração de Deus, ou daqueles aos quais amamos, porque o Senhor mesmo pelejará por nós e nos manterá em paz e segurança, conforme a promessa que nos faz em Sua Palavra, em Is 32.15-19, no qual lemos o seguinte:
“15 até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque;
16 o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no pomar.
17 O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre.
18 O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranqüilos,
19 ainda que haja saraivada, caia o bosque e seja a cidade inteiramente abatida.” (Is 32.15-19)
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A habitação em moradas de paz e bem seguras, e em locais quietos e tranquilos, mesmo em meio à saraivada e à destruição de bosques e cidades, consiste na nossa permanência em espírito na pessoa do próprio Senhor Jesus Cristo, em toda e qualquer circunstância, seja ela de honra ou de humilhação.
É somente na nossa real comunhão com Ele que podemos ter tal fruto de paz, segurança, sossego e tranquilidade.
Não há coração que se espante, no qual Cristo esteja de fato reinando.
Daí a importância de um sincero arrependimento, de uma verdadeira busca de perdão em Deus, quando percebemos que nos está faltando a paz, a segurança, o sossego e a tranquilidade de mente e espírito, que procedem de nosso Senhor Jesus Cristo.
Quando não estamos praticando o que nos é ordenado pela Palavra de Deus, é sinal que nos afastamos da fonte de onde procede o poder para vivermos em conformidade com a referida Palavra.
Se não somos, da Parábola do Semeador, o solo endurecido à beira do caminho, ou o solo rochoso, ou ainda o solo rodeado de espinhos, que não podem sustentar o crescimento da
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Palavra de Deus, mas se somos o solo fértil que dá frutos espirituais para o Senhor, segundo a capacidade concedida por Ele a nós, para que produzamos a cem, a sessenta ou a trinta por um, então podemos estar certos de que Deus completará o Seu trabalho de crescimento espiritual em nós, iniciado na nossa justificação e regeneração, e o concluirá através do processo da santificação.
Deste modo, se alguém está se sentindo derrotado, deprimido, impuro, descontrolado, e com falta de paz em seu coração, que lhe impede consequentemente de viver em paz com Deus e com o seu próximo, não deve ficar se acusando e nem permitir que o diabo lhe mantenha debaixo de uma acusação condenatória, que o leve a olhar para si mesmo em busca de algo bom que lhe recomende a Deus.
Não devemos cair nesta armadilha, que tem paralisado a muitos na sua busca de justiça própria.
Antes, olhemos somente para Cristo e para a Sua misericórdia, perdão e salvação.
Somente Aquele que é Forte pode nos livrar da mão do valente que é o pecado e o diabo.
Somente nosso Senhor pode nos colocar de pé na Sua presença, depois de termos nos
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humilhado debaixo da Sua potente mão, reconhecendo que nós mesmos falhamos ao cairmos em tentação, por falta de vigilância e de oração incessantes.
Uma vez restaurados pelo Senhor, devemos continuar regando diariamente o bosque do nosso coração renovado pelo Espírito Santo, com o regador da fé, da vigilância e da oração, permanecendo firmes em toda e qualquer tribulação, sabendo que Aquele que nos conduziu à segurança e à paz, é poderoso para nos manter firmes e inabaláveis enquanto estivermos caminhando fielmente com Ele, não dando lugar ao diabo e à carne, por uma firme disposição de mente e de espírito de não mais cedermos a estes nossos inimigos citados, um palmo sequer que seja, no território do nosso coração.
Assim, vivamos segundo as seguintes ordenanças bíblicas:
“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gál 5.13)
“Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo.” (II Tes 3.5)
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Identificados com a Humidade de Cristo
O apóstolo Paulo aponta no segundo capítulo da epístola aos Filipenses, como o argumento mais consistente para a nossa identificação com nosso Senhor Jesus Cristo, o de que devemos ser humildes assim como Ele se humilhou em sua encarnação, tomando a nossa natureza, para morrer em nosso lugar na cruz.
Devemos em tudo ser imitadores de Cristo, sobretudo na sua humildade e mansidão, e na forma como se entregava inteiramente aos cuidados de Deus Pai nas ofensas, necessidades, perseguições e injúrias que padecia.
Quando a unidade entre o crente Deus é quebrada, e isto pode ser visto de forma prática na sua falta de unidade com seus demais irmãos na fé, o diabo tira vantagem disto, e a obra começa a sofrer, porque Deus não pode manifestar Seu agrado para conosco, enquanto permanecermos na referida condição.
Isto é algo tão importante, que Paulo fez toda uma aplicação alusiva à necessidade de unidade, que é baseada numa verdadeira humildade.
Ele desejava que a Igreja em Filipos fizesse progresso na fé e em todas as coisas relativas ao reino de Deus, mas sabia que isto não seria
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possível caso não se empenhassem em manter a unidade no amor de Cristo.
Paulo lhes mostrou que ser cristão não é apenas crer em Cristo, mas padecer por Ele, combatendo em prol do evangelho conforme o exemplo que ele, Paulo, lhes havia deixado.
Assim, quando começa este segundo capítulo dizendo “portanto”, ele vai mostrar o que seria necessário fazer para tal.
Eles deveriam estar dispostos a se exortarem mutuamente em Cristo, na consolação e no amor do Espírito, com afetos e compaixões sinceros do interior dos seus corações, como se vê no verso primeiro.
Eles haviam enviado a oferta para Paulo na prisão para animar e alegrar o apóstolo, mas ele diz no verso 2, que sua alegria seria completa caso eles fizessem isto, porque somente assim, poderiam ter o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, o mesmo ânimo.
Somente é possível ter tudo isto quando não fazemos as coisas na Igreja por motivo de partidarismo ou de vanglória, que consiste em buscar glória para si mesmo; mas com humildade, considerando os outros superiores a nós, sabendo o quanto dependemos deles no corpo de Cristo, para que sejamos abençoados
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por Deus, estando reunidos num só espírito, como Paulo afirma no verso 3.
Por isso, nenhum cristão deve buscar o que é somente do seu interesse, mas, sobretudo o que é do interesse dos outros.
Se não agimos deste modo, ficamos privados da graça, porque Deus somente a concede à igreja que vive em unidade. Sem a graça não podemos ficar de pé, permanecendo na presença de Deus.
O amor em unidade é um dever.
Cristo ordenou aos Seus discípulos, que eles devem se amar com o mesmo amor com o qual Ele os tem amado.
As características deste amor estão destacadas em I Cor 13. Ali podemos ver que não é um amor que busca o seu interesse, que não se irrita facilmente, que é paciente, benigno, sofredor, longânimo, que não se alegra com a injustiça, mas com a verdade. Enfim, é um amor sobrenatural que procede da ação da graça do Espírito Santo em nossa mente e coração.
E, quão difícil é manter o amor fraternal na unidade do Espírito Santo, porque demanda completa diligência da parte dos cristãos na luta contra a natureza carnal pecaminosa, o diabo e o fascínio do mundo.
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Se alguém pretende fazer a vontade de Deus terá obrigatoriamente que renunciar ao que o mundo lhe oferece, e que é contrário ao modo de vida que nos foi determinado por Cristo.
Nós temos que amar o nosso próximo como a nós mesmos, sabendo que nós, tanto quanto eles estávamos destituídos da graça de Jesus, em completa situação de miséria e debaixo de uma condenação eterna.
Importa fazer valer, sobretudo a misericórdia e a humildade em nosso testemunho de vida.
Jesus nos deixou o exemplo supremo disto, para que seguíssemos Seus passos. Se o fizermos, somos bem-aventurados e temos a aprovação de Deus.
Os que são de Cristo devem viver como Cristo viveu neste mundo, deixando-nos Seu exemplo para ser seguido.
Cristo era totalmente manso e humilde de coração, como Ele próprio afirma em Mt 11.29.
Em tudo o que fez nunca estava buscando ser servido, mas servir; nunca estava buscando o que era do Seu interesse, mas veio buscar e salvar o que se havia perdido, como se vê em Lc 19.10. Tão intenso foi Seu serviço em favor dos homens, que não tinha sequer onde reclinar Sua
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cabeça, e raramente tirava tempo para descansar.
Ele se gastou completamente por amor aos pecadores, até à morte na cruz.
Paulo chamou o exemplo de Cristo para alertar os filipenses, porque ninguém jamais poderá se humilhar tanto quanto Cristo se humilhou, pois não era um homem pecador; porém se fez homem, sendo Deus, exaltado à destra do Pai, coroado de honra e glória diante dos serafins, querubins, arcanjos e anjos no céu.
E o que Jesus fez?
Humilhou-se a si mesmo, esvaziando-se e tomando a forma de servo, assumindo a natureza do homem, apesar de ser Deus, como Paulo afirma nos versos 6 a 8 deste segundo capítulo de Filipenses.
Ele fez isto, porque era governado completamente por um sentimento de humildade e não de orgulho. É este mesmo sentimento de Cristo que todos os cristãos devem ter, conforme se ordena no verso 5.
Cristo não considerou uma desonra o fato de ter sido feito menor do que os anjos, ainda que por um determinado período, a saber, enquanto viveu neste mundo esvaziado da Sua glória divina, como vemos em Hb 2.9, porque
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considerou maior coisa fazer a vontade do Pai, relativamente à salvação dos pecadores.
Os cristãos têm um serviço a fazer para Deus, que é a continuidade do mesmo serviço de Cristo, e para tanto necessitam ter o mesmo sentimento de humildade que houve em Cristo Jesus.
Nosso Senhor comprovou Sua humildade através da Sua obediência ao Pai, como vemos no verso 8, e é do mesmo modo que nossa humildade é comprovada diante de Deus, a saber, na nossa obediência a Ele.
Jesus se manifestou também, para o propósito de nos ensinar qual é o modo correto de se viver para Deus.
Este modo que nos revelou é em completa submissão e serviço, escolhendo fazer a vontade de Deus, em vez da nossa vontade, gastando-se inteiramente na Sua obra, porque afinal, nos deu vida para que trabalhássemos para Ele.
Fomos colocados neste mundo para este propósito. Bem-aventurados são todos aqueles que não somente descobrem isto, como também se aplicam a isto.
A humilhação voluntária de Jesus se comprova também, no fato de que Ele tem o nome que é sobre todo o nome, como vemos no nono verso
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deste segundo capitulo de Filipenses. Por isso, ao nome de Jesus se dobra e se dobrará todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confessa e confessará que Jesus é Senhor, como se afirma nos versos 10 e 11.
Isto, porque Ele sempre foi e será o Senhor de tudo e de todos.
E como se viu o Senhor em Seu ministério terreno?
Na forma de servo e em completa humildade. Servo na verdadeira acepção da palavra, ou seja, servindo de fato tanto a Deus quanto aos homens criados à Sua imagem e semelhança.
Como devem ser e andar então, os cristãos, os quais não estavam na glória do céu antes de serem gerados, e que nunca tiveram e jamais terão a mesma intensidade de glória do seu Senhor?
Caberia, se deixarem dominar por qualquer forma de orgulho ou vanglória ao se compararem com seu Senhor, no exemplo que lhes deixou para ser seguido?
Jesus viveu suportando pacientemente a maldade dos homens, em grande pobreza, a ponto de não ter onde reclinar a cabeça; viveu de ofertas e sabia o que era a aflição; não viveu em
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pompa externa e não buscou nenhuma posição que O exaltasse sobre os demais homens, buscando fama e honrarias deste mundo.
Ele não deu somente Seu serviço aos homens, mas Sua própria vida; morrendo por eles na cruz.
Ninguém nunca desceu tanto ou poderá descer tanto em humilhação, quanto nosso Senhor, porque Ele estava na glória do céu quando veio assumir nossa humanidade, ao ser gerado com um corpo humano no ventre de Maria.
Ele passou a ter a natureza humana, além da natureza divina na qual Ele subsistia. E, consentiu, apesar de sua perfeição gloriosa, em suportar conviver com pecadores falhos, impuros, imperfeitos e ignorantes como nós.
Se Ele não tivesse feito isto, jamais poderíamos receber a natureza divina para estar em nós, além da nossa natureza humana.
Para nós, receber a natureza divina é uma grande honra e glória. Mas para Cristo, assumir nossa natureza humana, sendo Deus, foi uma grande humilhação. A Palavra, “porém” do texto de Filipenses nos mostra que Ele não se envergonhou disto, porque não se envergonha em nos chamar de irmãos, por ter-se feito semelhante a nós, como lemos em Hb 2.11 e 11.16.
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Em face dos argumentos apresentados quanto à humilhação de Cristo e consequente exaltação relativa à recompensa da Sua humilhação, e da necessidade de os cristãos seguirem Seu exemplo; o apóstolo afirmou logo em seguida no verso 12, que a consequência lógica e natural de tudo isto é que todos os cristãos devem desenvolver a sua salvação com temor e tremor, ou seja, os cristãos devem ter a devida consideração para com estas verdades, quanto ao que é esperado deles, de maneira que se tornem semelhantes ao Seu Senhor, em seu amadurecimento espiritual.
Desenvolver a salvação nada mais é do que se santificar em obediência à vontade de Deus.
Não somos naturalmente humildes; ao contrário, somos governados pela carne.
Por isso é preciso mortificar a carne para que possamos ser governados pelo Espírito Santo, e crescermos em humildade diante de Deus, para que Ele possa nos transformar segundo a semelhança de Cristo.
Lembremos sempre que este é um ingrediente essencial para a verdadeira alegria.
Ao falar de desenvolver a salvação, Paulo falou também no mesmo versículo 12 sobre obediência voluntária e resultante de uma
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disciplina consciente em cumprir a Palavra de Deus, mesmo quando não estamos na presença dos que nos lideram.
É necessário ter esta reverência ao Senhor com santo temor e tremor, porque é Ele quem opera em nós, em relação ao desenvolvimento da nossa salvação, tanto o querer quanto o efetuar, não segundo aquilo que seja da nossa vontade, mas da Sua boa vontade divina, como se vê no verso 13.
A nossa vontade natural quer sempre fazer aquilo que seja do nosso próprio interesse egoísta, mas a vontade de Deus é santa, perfeita, boa, agradável. É esta vontade que o Espírito Santo quer implantar em nossa natureza.
O Espírito Santo não nos foi dado, portanto, para fazermos o que seja da nossa própria vontade, mas aquilo que é da vontade de Deus, na transformação de nossas vidas.
Quando o Espírito luta contra a carne, não é para fazer nossa vontade, mas para aplicar em nossa vida a vontade de Deus, como vemos em Gál 5.17.
Em outras palavras, se não tivermos temor e tremor de Deus e da Sua Palavra, Ele consequentemente não atuará em nossa vontade, e não operará na liberdade do Espírito para nos dar amadurecimento espiritual.
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É a graça de Deus que inclina nossa vontade ao que é bom, e nos permite executar o bem. Não há nenhuma força, mérito ou capacidade em nós mesmos, que nos habilite a fazer a obra de Deus.
Além destas coisas recomendadas, Paulo lhes disse no verso 15, que para se tornarem irrepreensíveis e sinceros, como imaculados filhos de Deus, resplandecendo como luminares no mundo, no meio de uma geração corrupta e perversa, eles deveriam fazer todas as coisas sem murmurações nem contendas; retendo a palavra de Deus, que Paulo chama, de palavra da vida, no verso 16, porque é por meio dela que recebemos a vida eterna do Senhor, que se manifesta em nós.
A fé é tanto maior, quanto mais habite ricamente em nós a Palavra de Deus, porque a fé é gerada pela Palavra, e a vida, pela fé, porque se afirma que o justo viverá pela fé.
Estes três são, portanto, mutuamente dependentes, e não podem ser separados, a saber: Palavra, fé e vida eterna.
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Aquele que se humilha Deus exalta, mas aquele que se exalta, Ele humilha.
Edition Notes
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Religião cristã

