An edition of Honra, Dignidade e Valor (2016)

Honra, Dignidade e Valor

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September 2, 2016 | History
An edition of Honra, Dignidade e Valor (2016)

Honra, Dignidade e Valor

Em razão do pecado que entrou no mundo, qualquer pessoa encontra-se naturalmente diante de Deus sem qualquer honra, dignidade ou valor.
Então, tudo isto pode ser resgatado e alcançado por pura graça e misericórdia da Sua parte para conosco.
A isto deve ser acrescentado que há condicionantes, como por exemplo a do exercício da fé e aplicação às boas obras, entre outras, para que possamos alcançar maiores graus de honra, dignidade e valor da parte de Deus.
Isto não depende do grau do nosso aperfeiçoamento espiritual presente tanto quanto da nossa sinceridade em nos devotarmos à vontade do Senhor. De modo que, um cristão, ainda que estando enfraquecido quer por circunstâncias contrárias interiores ou exteriores, há de ser achado em honra, dignidade e valor caso se aplique efetivamente em buscar a face do Senhor para obediência à Sua vontade.
Ele tem prometido honrar somente aqueles que o honram, e não há melhor maneira de se honrar a Deus do que buscando cumprir os Seus mandamentos.

Publish Date
Publisher
Silvio Dutra
Language
Portuguese
Pages
41

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Honra, Dignidade e Valor
2016, Silvio Dutra
Paperback in Portuguese

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Table of Contents

Honra, Dignidade e Valor
Silvio Dutra
FEV/2016
A474
Alves, Silvio Dutra
Honra, dignidade e valor./ Silvio Dutra Alves. –
Rio de Janeiro, 2016.
40p.; 14,8x21cm
1 Fé. 2. Misericórdia. 3. Graça. I. Título.
CDD 230
Sumário
Introdução 4
Honra, Dignidade e Valor 7
A Ele Toda a Honra e Glória 11
A Ilusória Honra Humana 14
Honra, Respeito e Reverência 21
O Valor da Alma 23
O Inigualável Tesouro Celestial 33
O Valor da Vida Está no Amor 36
Introdução
Em razão do pecado que entrou no mundo, qualquer pessoa encontra-se naturalmente diante de Deus sem qualquer honra, dignidade ou valor.
Então, tudo isto pode ser resgatado e alcançado por pura graça e misericórdia da Sua parte para conosco.
A isto deve ser acrescentado que há condicionantes, como por exemplo a do exercício da fé e aplicação às boas obras, entre outras, para que possamos alcançar maiores graus de honra, dignidade e valor da parte de Deus.
Isto não depende do grau do nosso aperfeiçoamento espiritual presente tanto quanto da nossa sinceridade em nos devotarmos à vontade do Senhor. De modo que, um cristão, ainda que estando enfraquecido quer por circunstâncias contrárias interiores ou exteriores, há de ser achado em honra, dignidade e valor caso se aplique efetivamente em buscar a face do Senhor para obediência à Sua vontade.
Ele tem prometido honrar somente aqueles que o honram, e não há melhor maneira de se honrar a Deus do que buscando cumprir os Seus mandamentos.
Levar a Palavra de Deus a séria é então uma condição preponderante para que haja uma aplicação real e prática da mesma em nossa vida.
Sem isto, a nossa fé é fumaça, é nocional, é algo de boca, quando importa que seja de fato e de verdade, revelada pelo nosso esforço para permanecer no Reino de Deus e na sua justiça.
Por isso se diz que sem esta qualidade de fé é impossível agradar a Deus, e também que a fé sem as obras é morta.
Chegamos então à conclusão que este assunto de ser honrado, dignificado e valorizado por Deus não diz respeito às nossas qualificações e capacitações, senão à qualidade e incremento da nossa fé.
É pela fé que somos justificados. É por meio da fé que somos também santificados.
De modo que nada temos para nos gloriarmos em nós mesmos, senão exclusivamente na glória e graça de nosso Senhor Jesus Cristo.
Todavia, ainda que desprovidos de merecimentos perante Ele, somos chamados a viver de maneira digna não somente diante de Deus como também de todos os homens, e temos visto que esta forma digna é determinada por um viver em santidade de vida, mediante a fé.
Honra, Dignidade e Valor
É justo que alguém que tenha feito muitas boas obras possa vir a se perder eternamente, enquanto outra pessoa que tenha sido limitada em tais obras seja salva por Deus?
É justo que um ladrão que veio a se arrepender somente quando estava morrendo numa cruz tenha recebido de Cristo a promessa que estaria com Ele no paraíso, enquanto muitas pessoas que se esforçam para serem honestas são condenadas ao inferno?
Se você for avaliar o assunto da salvação segundo o padrão da justiça terrena e humana, a conclusão a que chegará é a de que não é justo.
Todavia, caso seja melhor esclarecido quanto ao que é a Justiça de Deus, e o que se exige de nós, segundo a referida justiça, é bem possível, que logo mudará de opinião, e afirmará que é mais do que justo.
Principalmente, se chegar por meio do convencimento que é operado em nossa consciência, ao reconhecimento de que todas as pessoas, sem uma única exceção, possuem uma natureza pecaminosa, ou seja, que não permite que vivam em perfeita santidade, desde o nascimento até a morte, conforme é exigido pela justiça da Lei, que reflete o atributo da justiça de Deus.
Não podemos esquecer que o homem foi criado para ser à exata imagem e semelhança de Deus. Ou seja, ser como Deus é em Seu caráter e atributos perfeitos.
Ora. Somente por esta verdade, concluímos que não há portanto, um único justo aos olhos de Deus.
Daí se dizer que todos são pecadores.
Porque erramos o alvo para o qual fomos criados por Ele.
E errar este alvo nos deixa na condição de ter uma dívida eterna e impagável para com Deus.
Porque não podemos compensar-Lhe por não sermos aquilo que segundo o Seu propósito divino, deveríamos ser.
Então o que fez o Senhor para nos salvar desta terrível condição em que nos encontramos?
Ele planejou morrer em nosso lugar para a satisfação da exigência da Sua justiça, porque Ele não pode deixar de ser justo, e assim puniu e condenou o pecado e o pecador, na morte de Cristo, que sofreu o castigo divino em nosso lugar.
Assim, Jesus se fez maldição e pecado por nós, para que fôssemos aceitos pela fé nEle, como santos, inculpáveis e justos por Deus.
É por esse motivo, que por mais importante que seja, e até mesmo segundo a vontade de Deus que pratiquemos boas obras, elas não podem, no entanto, isoladamente nos livrar da condenação eterna e nos tornar Seus filhos.
É portanto, somente por meio do arrependimento e da fé em Cristo que alguém poderá ser salvo. Não há outro meio ou plano de Deus para isso. E nem mesmo poderia haver, porque somos salvos por meio da nossa identificação com Cristo, quer na Sua morte, quer na Sua ressurreição.
Ninguém além dEle, pagou ou poderia pagar a nossa divida de pecado, colocando-se no nosso lugar e morrendo por nós na cruz.
Pois somente Ele possui méritos e dignidade suficientes, e um valor infinito e eterno, porque é também Deus, de modo que poderia ser dado em substituição a todas as pessoas que já viveram e que viverão neste mundo, e ainda há mérito, dignidade e valor de sobra, de modo que houve nisto uma justa troca efetuada por Deus Pai, a saber, a de Cristo, por todos os pecadores.
Honra, dignidade e valor infinitos e eternos, somente pertencem a Jesus Cristo, nosso Senhor.
Por isso cantam os anjos e a multidão de remidos no livro de Apocalipse:
“Apo 7:9 Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palma
Apo 7:10 e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.
Apo 7:11 Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus,
Apo 7:12 dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!”
A Ele Toda a Honra e Glória
É principalmente na obra de pregação e ensino do Evangelho que devemos aplicar a nós mesmos a ordenança prescrita por Cristo de tudo fazer para a glória de Deus, de modo que não sejamos vistos pelos homens, não sabendo a mão esquerda o que fez a direita, Mt 6.3.
E por que isto?
Especialmente pelo motivo de que é Cristo que deve aparecer em tudo e não nós.
E quanto ao próprio Cristo, não podemos esquecer que importa agora ser apenas conhecido em espírito - tanto Ele quanto Deus Pai, por meio de revelação do Espírito Santo ao nosso espírito.
Se tudo o que fizermos, falarmos e escrevermos em relação ao evangelho tiver por propósito o desejo de aparecermos, como se fôssemos estrelas da mídia, estaremos incorrendo em grave pecado, porque afinal ocultaremos a glória de Deus, e na verdade, não haverá qualquer glória para ser exibida, porque Ele não se revelará aos que assim procedem.
Não admira que mesmo em seu ministério terreno, nosso Senhor sempre pedia que houvesse discrição em relação às coisas que fazia e ensinava, para que não fosse procurado por interesses egoístas.
Deus não quer enganar a ninguém e também não quer ser enganado quanto a um falso conhecimento pessoal.
Ele fez a promessa de que todos os que atraísse a Cristo o conheceriam, desde o menor até ao maior deles, Jeremias 31.34, isto porque todo conhecimento real de Deus sempre será feito de modo espiritual, e por conseguinte, invisivelmente.
Nisto reside uma grande glória ao poder do Senhor, porque tem sido adorado e servido por milhões e milhões de pessoas ao longo da história da humanidade, apesar de não aparecer visivelmente aos que se convertem a Jesus, com o intuito de convencê-los da sua existência e realidade.
A grande glória que é dada à fé que ele nos concede como um dom está em que creiamos e conheçamos sem que o tenhamos visto com os olhos da carne.
Uma multidão inumerável está sendo reunida a ele por este meio e será manifestada na glória celestial por ocasião do arrebatamento da Igreja, quando tanto os crentes que já morreram e os que continuam sobre a Terra serão reunidos para sempre em um só rebanho com um só Pastor.
Portanto, desapareçamos nós, e que Cristo apareça. Que não sejamos uma espécie de barreira que impeça o conhecimento dAquele que importa ser conhecido, por uma exibição pessoal de nós mesmos e dos nossos dons.
Falemos com humildade de Cristo, escrevamos sobre Cristo, exaltemos somente a Cristo, e não nos importemos com o julgamento injusto que possam fazer de nós, quanto a assim procedermos por pensarem que está almejando obter algum tipo de fama, porque Deus é o único juiz perfeito das intenções de nossos corações e do nosso procedimento.
Ele sabe perfeitamente que preferiríamos ser amaldiçoados para sempre do que pensar em furtar algo da glória que é totalmente devida a ele, por nós, míseros e necessitados pecadores da maravilhosa graça de Jesus.
A Ilusória Honra Humana
“Não temas quando alguém se enriquece, quando a glória de sua casa se engrandece. Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem sua glória descerá com ele. Pois abençoará sua alma em sua vida, e te louvarão quando fizeres bem a ti mesmo. Ele chegará a idade de seus pais, e não verá a luz para sempre. O homem está em honra e não entenderá; ele é como os irracionais; eles perecerão.” (Salmo 49.16-20)
“Não temas”. O salmista reitera, na forma de exortação, que os filhos de Deus não têm razão alguma para temerem a riqueza e o poder de seus inimigos, ou para invejarem sua evanescente prosperidade; e o melhor preservativo contra o desespero é que volvam habitualmente seus olhos para o fim da vida. O efeito de tal contemplação será prontamente o de refrear qualquer impaciência que porventura sintamos em nossas misérias brevemente vividas, e a seguir elevando nossas mentes em santo desdém, acima da ostentosa, porém ilusória, grandeza dos perversos. Para que isso não impressione nossas mentes, o profeta nos desperta para a consideração do tema da morte - evento este que se acha imediatamente à mão, e que, tão logo chegue, os despe de sua falsa glória e os encaminha ao túmulo. Há muito implícito nas palavras: Ele nada levará quando morrer. Sendo suas vidas sempre tão ilustres aos olhos de seus semelhantes, tal glória é necessariamente limitada pelo presente mundo. A mesma verdade é ainda mais asseverada na próxima cláusula do versículo: Sua glória não descerá com ele. Os homens enfatuados podem chegar à exaustão, desafiando as próprias leis da natureza, a fim de perpetuar sua glória após a morte, mas nunca poderão escapar à deterioração e nudez do túmulo, segundo a linguagem do poeta Juvenal:
"Mors sola fatetur
Quantula sint hominum corpuscula" –
"É a morte que nos constrange a confessar quão imprestáveis são os corpos dos homens."
“Porque ele abençoará sua alma em sua vida.” Diversos significados têm se aventado para este versículo. Há quem o leia assim: Ele deveria ter abençoado sua alma durante sua vida. Outros aplicam a primeira cláusula do versículo aos perversos, enquanto que aplicam a segunda aos crentes, os quais têm o hábito de louvar a Deus por todos os seus benefícios. Outros entendem todo o versículo como descritivo dos crentes, embora sem qualquer base consistente. Pode haver leve dúvida de que a referência seja aos filhos do mundo. Na primeira parte do versículo, diz-se que abençoam sua própria alma enquanto vivem sobre a terra, pelo quê se pretende dizer que se entregam aos prazeres terrenos e se empanturram deles, dando vazão aos excessos de uma intemperança animalesca, como o homem rico de quem Cristo faz menção na parábola, o qual disse: "Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te" [Lc 12.19]; ou que buscam sua felicidade inteiramente neste mundo, sem acalentar o menor desejo pela vida por vir. Há quem traduza o verbo hebraico, ele fará bem, traduzindo a frase assim: Ele fará bem a sua própria alma em sua vida. Contudo concebo a frase como sendo sinônima em sua significação com aquela empregada por Moisés [Dt 29.19]: "E aconteça que, alguém ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe em seu coração"; ou seja, se gabe como se pudesse desdenhar de Deus impunemente. O escritor inspirado representa aqui a estupidez de tais pessoas como a agradar-se a si próprias com um falaz sonho de felicidade. Na última parte do versículo, muda-se a pessoa, e os adeptos dos prazeres são interrompidos; o profeta insinua, mediante as palavras que usa, que o orgulho contumaz com que os ímpios se inflamam é em parte a consequência do ilusório aplauso do mundo que os aclamam como sendo venturosos e faz ecoar seus louvores até que saciem suas mais injustificadas paixões.
“Ele chegará à idade de seus pais”. Ele prossegue mostrando quão falsas são as lisonjas pelas quais os ímpios se iludem e são por outros iludidos. Vivem intoxicados com os louvores do mundo ou com suas próprias vãs imaginações, no entanto não podem viver além da idade de seus pais; e, concedendo que suas vidas se estendam a um termo mais distante, jamais alcançarão a eternidade. Outros entendem a expressão como sinônima de no túmulo se juntarão a seus pais que já foram antes deles; visto que na Escritura a morte é usualmente chamada "o caminho de toda a terra". O salmista, um pouco acima, falara de se reunirem eles na sepultura como ovelhas num aprisco. Segundo esse modo de ver, o significado da passagem consiste em que, jamais havendo aspirado o céu, senão que, precipitando-se nas mais vis perseguições deste mundo, por fim se viram envolvidos no mesmo destino de seus pais. Ao acrescentar: não verão a luz para sempre, temos de entender que seu destino são as trevas eternas. Em minha opinião, ambas as cláusulas do versículo são combinadas para expressarem a mesma verdade, a saber: por mais que se bajulem e se enganem, não podem prolongar sua vida além do termo comum da mortalidade. Entretanto, visto que ambas as interpretações se harmonizam com o escopo geral do Salmo, o leitor pode tomar uma decisão pessoal. Se a última for adotada, as palavras no final do versículo serão consideradas como a asseverar que os ímpios só podem desfrutar da luz da vida por um curto período, visto que não têm qualquer esperança de outra existência além da sepultura. Somos instruídos pelo salmista, nas palavras que têm estado ante nossa consideração, a precaver-nos de não nos gloriarmos nas possessões deste mundo e vivermos primordialmente solícitos pela posse daquela felicidade que nos está reservada no céu. Somos igualmente advertidos a não permitir que sejamos arrebatados pela nociva influência dos aplausos mundanos. Mesmo os autores pagãos nos têm comunicado a mesma lição. Por exemplo, o poeta Pérsio diz:
"Non si quid turbida Roma
Elcvct, accedas, cxamenvc improbum in illa
Castigcs tratina: nec te quaesiveris extra" –
"Se Roma, cidade cheia de comoções, exalta ou despreza alguma coisa, sejas precavido para não te satisfazeres com seu peso ou balança; ou seja, não rejeitando seu juízo e não olhando para o que os outros dizem a teu respeito, mas entra em ti mesmo e examina o que tu és."
Mas a disposição para se deixar enganar pela lisonja é estigma forte demais em nossa natureza, ao ponto de requerer-se que atentemos para a mais pesada admoestação de alguém que é inspirado.
O homem está em honra e não entenderá. Aqui o profeta, para que não seja entendido como a representar a vida, que em si mesma é uma singular bênção de Deus, como totalmente desprezível, se corrige ou qualifica suas afirmações anteriores com uma palavra singular, significando que aqueles a quem repreende se reduziram ao nível dos animais que perecem, devorando insensivelmente as bênçãos que lhes concedera e despindo-se daquela honra com a qual Deus os revestira. É contra o mau uso deste mundo que o profeta tem direcionado suas censuras. Elas se direcionam para aqueles que transtornam as belezas divinas sem qualquer reconhecimento de Deus mesmo, e se devotam de uma maneira enfatuada à glória transitória deste mundo, em vez de erguer-se dela para a contemplação das coisas que estão acima.
Por João Calvino
Nota do Pr Silvio Dutra: O Salmo expressa o toque de alarme da misericórdia divina em Sua Palavra para nos alertar sobre o perigo que há em buscar honrarias terrenas. E quão triste é observar que muitos, mesmo entre os crentes estejam colocando a sua fé em Cristo à disposição da busca destas coisas terrenas em vez da santificação do espírito, alma e corpo.
As honras recebidas dos homens são passageiras e ilusórias. Cessam no túmulo, e bem faríamos em atender à advertência das Escrituras para nos convertermos a Deus e buscarmos somente nEle e nas coisas do Seu reino a razão de ser de nossas vidas.
Honra, Respeito e Reverência
Uma das grandes provas da corrupção dos bons costumes na sociedade atual em que vivemos, está em que, quanto mais irreverente alguém for, mais possibilidades de sucesso segundo o mundo tal pessoa terá, especialmente se for um artista da mídia.
Confunde-se irreverência, com autenticidade e coragem. Na verdade, é um hábito e costume reprovados por Deus, em contraposição com um procedimento reverente que Lhe é sempre agradável.
Honrar, respeitar, reverenciar é o dever de todo Honra, Respeito e Reverência
homem, especialmente em relação àqueles que Deus tem colocado em posição de liderança sobre nós.
Quando vivemos de modo honrado, buscando fazê-lo para honrar ao Senhor, é certo que Ele nos honrará também conforme tem prometido na Sua Palavra.
E, o homem a quem Deus honra, ainda que não receba honra da parte de muitos, senão oposição e perseguição poderá estar em paz com sua consciência, e com plena certeza de que será guardado por Deus.
Por isso, não se deve buscar honrarias da parte dos homens, senão exclusivamente da parte do Senhor, cuja graça nos manterá humildes mesmo que sejamos honrados por muitos, pelo nosso bom procedimento e testemunho.
O modo de ser honrado por Deus é não buscando honra e glória para nós mesmos, senão somente para Ele. O próprio Senhor Jesus Cristo não buscou glorificar a Si mesmo, pois bem sabia que toda honra verdadeira e permanente é somente aquela que é conferida por Deus Pai.
Deus deixou de forma muito clara em Sua Palavra, que a melhor forma de honrá-Lo é por se guardar os Seus mandamentos, vivendo não
O Valor da Alma
Quando temos aprendido verdadeiramente a excelência da alma, a linguagem de nossos corações é esta:
"A flor dos meus dias e o vigor de minha vida devem ser dedicados ao meu melhor e eterno interesse. A visão do valor de minha alma tem me livrado do poder fascinante de concupiscências impuras, e quebrado toda a força mágica de seus encantamentos cruéis."
O conhecimento do valor da alma é absolutamente necessário para preservar os homens honestos em meio às tentações que abundam no comércio, e em cada profissão. Porque na universidade, na casa de café, em quase todos os círculos de companheirismo a conversação contagiante de poder, riquezas e honrarias é muito comum, e contamina os princípios de quem a ouve. Das paixões mundanas naturais dos homens procedem todos os tipos de males. Daí a extorsão, a falsidade, a imposição, o espírito de extravagante especulação, pelos quais o caráter e a paz de milhares de pessoas são arruinados. Eles são ameaçados pela ira por causa do dinheiro, e o imenso desejo de lucro sujo. Nada pode controlar a expansão deste grande mal, senão a percepção do valor inestimável da alma.
Deixe isso tomar lugar, e imediatamente a deformidade dos falsos conceitos, e ideias de vantagens mundanas e ganho são descobertos. O comércio e a vida financeira deve estar debaixo do domínio próprio. Uma consciência iluminada, como um sentinela vigilante, soará um alarme em cada hora de perigo, e manterá aquele que trabalha para obter o seu ganho, agir de modo fiel, e o ajudará a vencer essas tentações que antes o traziam cativo. "O que", ele dirá: "O que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? ou o que dará o homem em troca da sua alma?"
A necessidade de uma percepção forte e duradoura do valor da alma aparece também a partir desta consideração, que é a única base da verdadeira oração, e a causa de seu sucesso. Se no relacionamento de um homem para com outro homem, a hipocrisia é detestável, quanto mais no relacionamento do homem com Deus! Mas como é possível a oração ser qualquer coisa diferente da hipocrisia, quando o suplicante não está impressionado com o devido senso de valor de sua alma? Quem pode depreciar a ira revelada contra o pecado, implorar a libertação de sua imundície ou sinceramente suplicar por suas necessidades espirituais, e que não percebe o valor da alma?
Podemos realmente personificar em nossos quartos ou na igreja, um homem em busca sincera de bênçãos espirituais, e sermos constantes em fazer aquelas mesmas orações que as pessoas mais nobres e sensíveis derramariam diante de Deus. Mas, se não tivermos o mesmo espírito, e o mesmo conhecimento da excelência da alma, nós somente faremos uma cena no quarto ou na igreja, como um ator faz no palco; que representa um personagem que não é ele próprio. Por isso suas orações são vazias de fervor, e as suas ações de graças sem gratidão. Mas tal dedicação deve ser sem sucesso, uma vez que não é sincera. Deus é um Deus da verdade. Ele deve receber serviços como eles são; e onde nada, senão elogios externos e palavras refinadas são oferecidos a ele, nada é obtido. O pecado não é perdoado, nem o mau gênio moderado. Todo o fruto de tal relação fingida com o céu é somente para lisonjear o amor próprio, e endurecer os homens em presunção, até que a sua hipocrisia seja descoberta e punida.
Pelo contrário, você está consciente do valor de sua alma? Isso lhe disporá a todos os exercícios de devoção. A tristeza segundo Deus pelo pecado será acompanhada da confissão do mesmo, quando lamentado como um inimigo que lhe priva do seu melhor, do seu interesse imortal.
Ardentes e urgentes serão as súplicas por graça e perdão, quando a sua importância, como relacionadas com a alma de inestimável valor, é vista e sentida. Mais fervorosas serão as ações de graças pelas misericórdias recebidas, quando cada instância de favor do alto é considerada como uma promessa de eterna felicidade para a alma.
Segue-se, portanto, que, no mesmo grau em que é necessário resistir às tentações para o mal, ou se envolver em atos solenes de religião, é necessário também estar impressionado com o valor da alma. O resultado natural de tal impressão será um diligente cuidado para a salvação da alma.
Agora, a suprema sabedoria de tal cuidado é mais evidente ao se comparar a beleza, a honra, o conhecimento, as riquezas, ou qualquer outra coisa que geralmente é valorizada pelos homens, com a alma.
A elegante forma encantadora, que ativa o olhar de quase todos que a contemplam, e quando a mente a possui com a vaidade perpétua, isto trará uma ansiedade doentia para preservá-la. Nenhuma atenção cautelosa, nenhum poder humano ou habilidade, é capaz de proteger isto do desgaste do tempo, do sopro de doença, ou do golpe de morte prematura.
O lugar de honra, e a busca de aplausos, para os quais milhares de pessoas estão contentes em sacrificar sua vida e vender a sua liberdade, é de pequeno valor, uma vez que está sujeito a todos os caprichos do homem inconstante de espírito.
Quantos, que foram os favoritos e os ídolos de uma nação, que tiveram todas as suas honrarias murchadas, e seus nomes afundados no desprezo e no esquecimento!
Aqueles que têm a ambição de escalar o cume da inveja da fama literária e brilho sem rival na aquisição de conhecimento, em uma hora fatal, a paralisia, uma febre violenta, pode desordenar a estrutura de seus cérebros, e arruinar todas as células do conhecimento, e limpar de sua memória os próprios traços de tudo o que foi comprometido para a sua aquisição.
Assim você pode ser deixado à triste sobrevivência de si mesmo: um espetáculo da mortificação do orgulho humano; uma melancólica, mas irresistível prova, quanto os homens podem alcançar o mais elevado conhecimento humano do que a sua precária duração justifica.
Se o seu grande objetivo é tornar-se rico, chefe de eminência em seu comércio, capaz de comandar todas as coisas que podem ministrar a sua vaidade ou prazer, ainda quão sem valor é o seu desejo supremo em tal condição, porque isto é absolutamente inseguro!
A própria vida, o fundamento de todo desfrute temporário, não é senão como um vapor que aparece por um pouco de tempo, e depois se desvanece. Cada dia, como sabemos, está trasladando alguns dos seus opulentos filhos industriosos do mundo, para onde nem um centavo de todo o seu ganho pode segui-los.
Agora, se você está entretido com o cuidado de obter pela súplica aquelas promessas do amor de Deus para você, visando apenas ao seu próprio corpo, você seria um monstro de cruel negligência; ainda aqui você aqui você pode ser breve e totalmente desapontado. Seu filho querido a imagem viva de si mesmo, quão incapaz é você para livrar a sua vida inestimável de perigos e de doenças atrozes!
A saúde é absolutamente essencial para a felicidade sensível, embora a menor dor ou doença física, prive o orgulhoso e mundano de seus prazeres, todavia, se a alma, com o devido cuidado, tiver sido exercitada no caminho apontado por Deus, se achará fontes de onde procede o consolo sob as mais violentas opressões; consolação suficiente para banir tanto a impaciência externa e a tristeza interior de seu trono costumeiro, o leito de enfermidade e de dor.
Com uma amável e edificante mansidão, você considerará tal disciplina, embora opressiva para a carne, como preparada pelo onisciente e misericordioso Refinador, para purgar cada mistura que ainda se apega à sua alma e a contamina. O bem-estar de sua alma, mais caro para você do que todos os confortos externos, vai induzi-lo a receber as visitas que são de uso soberano para promover a sua saúde. Em suma, na doença de todo o homem há um miserável sofrer, onde a alma tem sido esquecida; onde está seriamente necessitada de ser instruída na verdade divina.
Para avançarmos ainda mais; a morte, o detector de todas as fraudes - a morte, a pedra de toque de todo verdadeiro valor, e portanto, o rei dos terrores para aqueles cujo cuidado está voltado somente para as coisas deste mundo, e não para suas almas. Até mesmo a própria morte confirmará a suprema sabedoria de sua conduta. O leito de morte, em que o licencioso, o próspero, e o nobre colocam suas cabeças perplexas e confusas, é o teatro para revelar a fortaleza dos que têm procurado, como a única coisa necessária, a salvação de suas almas.
De fato, a morte de cristãos, isto é, daqueles que procuraram devidamente o método certo da salvação de suas almas, tem dado provas da sabedoria suprema de sua conduta na hora de tristeza e angústia da Natureza, a saber, da morte.
Todas essas vantagens, decorrentes do supremo cuidado para a salvação da alma, são ainda mais dignas de registro, porque não são em nada incertas. Você pode ser corajoso enfrentando os maiores perigos do campo de batalha, para obter um nome de valor; e ainda cair vitimado no início da batalha sangrenta, ou depois de seus serviços poderá ser desprezado. Você pode queimar com ardor inesgotável, para ficar no alto no ranking dos estudiosos, e arruinar a sua saúde por um estudo intenso, e ainda morrer na pequenez de sua reputação. Seu trabalho para ter sucesso nos negócios pode ser incessante, mas através de um milhar de circunstâncias você não tem poder para prevenir, você pode repetidamente sofrer decepção, e a pobreza ainda permanecer como sua porção. O favor dos patronos, dos amigos, pode ser cortejado assiduamente, e parecer promissor aos seus desejos sinceros, e ainda outros podem suplantá-lo, e, receber os benefícios que estavam agarrados em seu pensamento. O mundo está cada dia exibindo casos de decepção, em cada um dos casos anteriormente descritos.
Mas, se com toda a força do desejo você tem procurado pela salvação de sua alma, por meio de Jesus Cristo, você não tem nada a ver com as mudanças cada vez mais incidentes nas coisas temporais. Você tem a ver com o bendito Deus, em quem não há variação nem sombra. Você pode ser, portanto, rico, ou pobre; exaltado, ou humilhado; amado ou desprezado por aqueles de quem você é dependente; você pode desfrutar de saúde, ou ser oprimido com uma doença mortal, - enquanto em cada estado você perguntar a si mesmo, qual direção eu poderia ter tomado melhor para a minha presente paz e felicidade? As Escrituras sempre lhe mostrarão de modo muito claro qual é o curso que você deve tomar, - este cuidado, em primeiro lugar, para a salvação de sua alma.
Para nada mais dizer, a rápida sucessão dos anos de nossa vida aqui embaixo, que excessivamente empobrece, como eles passam, mas cada homem cuja alma é o seu cuidado principal, estará, ao contrário, acumulando para si as verdadeiras riquezas.
Como um fator de prudência daquele que em vez de esbanjar seus ganhos presentes em luxúria, anualmente os remete para casa, para que ele possa voltar a desfrutar a vida em seu país natal, depois de todas as suas labutas, com facilidade e honra; assim você estará crescendo rico para com Deus; para retornar, pela morte, para aquele país feliz, onde, em meio das congratulações dos santos e anjos, você entrará na posse de uma herança preparada para sua alma, incorruptível e imaculada, e que está reservada para você no céu.
Tradução e adaptação feitas pelo Pr Silvio Dutra, de um texto de Henry Venn, em domínio público.
O Inigualável Tesouro Celestial
Não há de nós mesmos o poder de removermos de nossa natureza a cobiça pelas coisas terrenas e o nosso apego a elas.
Quando alguém consegue alcançar a sublimação deste desejo, por seus próprios recursos e empenhos, aparte de Cristo, ele o faz por via do asceticismo, do estoicismo, mas nunca terá o equilíbrio de experimentar todas as coisas lícitas de forma adequada e com alegria de coração, porque sempre haverá o temor de uma recaída na antiga expressão da cobiça. Assim, elas lhe causarão um receio e temor desmedido em sua vida ascética e recolhida.
Mas quando este trabalho é feito pelo poder do Espírito Santo, mediante a nossa fé em Cristo, temos vida plena e alegre, com a libertação da cobiça natural por estas coisas terrenas ou mundanas que Paulo considerou como esterco para poder ganhar mais de Cristo.
É caminhando em comunhão com o Senhor e estando debaixo da disciplina continua do Espírito Santo que se alcança este ponto de ser Cristo e somente ele todo o nosso grande prazer, de modo que o nosso coração não esteja mais em nada que seja terreno, porque seremos conduzidos a enxergar e a valorizar o único tesouro que é duradouro e permanente e que nos satisfaz plenamente, a saber, o tesouro celestial, composto pelas graças que crescem em graus cada vez maiores no nosso homem interior.
Luc 12:33 Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome,
Mat 6.19 Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam;
Mat 6:20 mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;
Mat 6:21 porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
Mat 19:21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.
Col 3.1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.
Col 3:2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;
1Jo 2:15 Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele;
O Valor da Vida Está no Amor
É do Espírito Santo que o verdadeiro amor cristão surge, tanto para Deus, quanto em relação aos homens.
O Espírito de Deus é um Espírito de amor, e quando entra no nosso espírito, o amor também entra com Ele.
Deus é amor, e aquele que tem Deus habitando nele pelo seu Espírito, terá o amor também habitando nele.
A natureza do Espírito Santo é amor; e é a própria natureza dEle que comunica aos santos, de modo que o amor é derramado abundantemente em seus corações pelo fato do Espírito Santo estar habitando neles.
Nisto entendemos porque o apóstolo diz nos três primeiros versos do 13º capítulo de I Coríntios, que caso não se tenha este amor, nada aproveita ter dons, talentos, fazer doações e sacrifícios.
E assim, em qualquer ação boa que possa haver de um homem para com o seu próximo, a razão ensina que será tudo inaceitável e em vão, se ao mesmo tempo não houver nenhum respeito real no coração para com aquele próximo, se a conduta externa não for motivada pelo amor interior, iniciado e motivado pelo Espírito Santo.
Por exemplo, nenhum pai ama naturalmente a seus filhos por motivo de glorificar o nome de Deus, ou para educá-lo nos seus santos caminhos. Assim, esse amor natural, apesar de ser importante, não possui nele, a marca, o selo, do amor espiritual divino.
Daí se ordenar na Palavra de Deus que todos os nossos atos sejam feitos com amor, ou seja, o amor deve estar presente em nós, para acompanhar as nossas obras feitas em Deus, para que sejam aceitáveis, e para que não sejam em vão.
Como vemos em Apocalipse 2.2-5 Jesus sempre requererá o primeiro amor, ainda que nossas boas obras estejam aumentando cada vez mais.
Toda verdadeira virtude e graça cristãs podem ser resumidas no amor.
A Bíblia nos ensina que o amor é a soma de tudo aquilo que está contido na lei de Deus, e de todos os deveres requeridos na Sua Palavra.
Agora, a menos que o amor fosse de fato a soma do que a lei exige, a lei não poderia ser cumprida completamente; porque uma lei somente é cumprida através da obediência à soma total do que ela contém e ordena.
Paulo afirma em Rom 13.9 e em Gál 5.14 que aquele que ama o próximo tem cumprido toda a lei.
E o mesmo parece ser declarado em Tiago 2.8, onde chama o amor ao próximo de a lei régia das Escrituras.
O apóstolo nos ensina em Gál 5.6 que “a fé atua pelo amor”.
Uma verdadeira fé cristã é a que produz boas obras, mas as boas obras que produz são por amor.
O verdadeiro amor é um componente da verdadeira e viva fé.
O amor não é nenhum componente em uma fé meramente especulativa, mas é a vida e alma de uma fé prática.
Uma fé verdadeiramente prática ou salvadora, está portanto cheia de fervor, luz e amor.
Uma fé especulativa somente consiste no aumento da compreensão; mas numa fé salvadora há também o consentimento do coração; e aquela fé que somente é do tipo anterior, não é nada melhor que a fé dos demônios, porque têm uma fé que pode existir sem amor, enquanto creem e tremem, mas tal tipo de fé de nada lhes aproveita diante de Deus.
É o tipo de fé de conhecimento de coisas que se referem a Deus, mas que não produz o amor no coração.
O amor é a vida mesma e o espírito de uma verdadeira fé, e está especialmente evidente nesta declaração do apóstolo de que a "fé trabalha por amor", e o último verso do segundo capítulo da epístola de Tiago declara que “assim como o corpo sem o espírito está morto, de igual modo a fé sem obras também está morta”.
Devemos portanto nos examinar, e ver se temos colocado como centro de nossa vida cristã o amor a Deus e ao próximo, porque é neles que se cumpre toda a vontade de Deus para conosco, e sem os quais, tudo o que fizermos será vão, já que o cumprimento de todos os mandamentos depende destes dois grandes mandamentos.
O Devido Valor
Enquanto não formos capazes de perceber a terrível profundidade da nossa miséria espiritual, pelo trabalho de convencimento do Espírito Santo, jamais poderemos entender o imensurável sacrifício de Jesus Cristo morrendo no nosso lugar para nos salvar, e tributar o valor real que lhe é devido.

Edition Notes

Published in
Rio de Janeiro, Brasil

The Physical Object

Format
Paperback
Pagination
vi, 41p.
Number of pages
41
Dimensions
21 x 14,8 x 0,4 inches
Weight
81 grams

Edition Identifiers

Open Library
OL25937719M

Work Identifiers

Work ID
OL17359856W

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Religião cristã

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